Governo do RN não tem espaço político e fiscal para manter o Hotel Reis Magos de pé

O conselho estadual e municipal de cultura, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional já votaram contra o tombamento do hotel Reis Magos. A prefeitura do Natal também é contrária a medida. Só resta a posição da governadora Fátima Bezerra.

A situação é delicada para um governo de esquerda, pois tem bases defensoras da manutenção do hotel. Movimentos sociais e departamentos da universidade querem o surrado equipamento de pé.

Só que o custo político seria bastante elevado caso a governadora Fátima Bezerra resolva escolher contra o que quer a iniciativa privada.

Além da necessária injeção de recursos públicos, o que retiraria o discurso da austeridade e a colocaria em rota de colisão com servidores e fornecedores, Fátima perderia um forte trunfo que tem hoje: o bom trânsito com a classe empresarial e industrial do RN.

É com esse capital que ela vem enfrentando, por exemplo, as resistências contra o recém criado programa de desenvolvimento industrial do RN, o Proedi.

Agir com ideologia na questão do hotel Reis Magos retirará justamente a bandeira do pragmatismo no trato da crise, o que vem lhe rendendo vitórias políticas e a sustentação discursiva do seu governo perante a sociedade.

É um custo político e fiscal elevadíssimo em troca de um agrado às bases políticas bastante específicas.

Como a própria equação desenhada se impõe, é difícil imaginar que a governadora caminhe contra tudo e todos para cativar uma pequena minoria.

Deixe um Comentário