Guedes acusa Rogério Marinho de ajudar na criação de “Pró-Brasil” para impulsionar gastos federais para ser candidato ao Governo do RN

O incômodo de Paulo Guedes com Rogério Marinho, responsável, segundo ele, por formular o programa Pró-Brasil, chegou a Jair Bolsonaro.

Guedes procurou Bolsonaro e fez críticas sobre a natureza intervencionista do programa.

Nessa conversa, segundo relato de Guedes a assessores, Bolsonaro o tranquilizou de que o programa não deverá atuar com dinheiro público, e lembrou que o próprio ministro teria como controlar isso, sendo ele quem controla o uso de recursos do Tesouro.

Guedes apurou que Marinho procurou um a um os ministros envolvidos na formulação do plano — Tarcísio Freitas, Bento Albuquerque, Walter Braga Netto, entre outros — e os convenceu a criar o Pró-Brasil, programa que reservadamente o ministro da Economia chama de “Dilma 3”.

Guedes se irritou especialmente com o impacto que o Pró-Brasil teria na economia pela redução de juros — menos R$ 35 bilhões de economia, nas contas dele.

Com isso, o ministro da Economia está decidido a não conversar mais com Marinho privadamente, conforme ele mesmo disse ao colega na sexta-feira 24, na frente dos demais ministros, no Planalto, antes de todos acompanharem Bolsonaro para o pronunciamento sobre a saída de Moro.

Guedes está convencido de que Marinho quer ser governador do Rio Grande do Norte, e por isso capitaneou a campanha por gastos do Estado, que teriam, na visão de Guedes, o objetivo de catapultar a popularidade de Bolsonaro com fins eleitorais e, consequentemente, seus aliados.

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