Invertida

Se o analista não tomar por base a bolha twitteira, mas como pensa o eleitor médio, fica com a impressão de que a ministra Damares Alves, com o papo furado de abstinência sexual para adolescentes, nos deu invertida gigantesca.

Colou na nossa testa – os críticos – que defendemos a sexualização de crianças.

Claro, advogar pela abstinência como método de educação sexual para os jovens não tem nenhuma base científica. E, sem dúvida, irá complicar questões como a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce. Eles não pararão de fazer sexo porque o governo está pedindo.

O problema é que a ação da Ministra visa alcançar os corações dos pais, que vivem aquela hipocrisia de não enxergar que seus filhos são portadores de desejos e precisam aprender a lidar com eles.

A infantilização de uma jovem de 16 anos leva o eleitor a imaginar que qualquer aula de educação sexual virará estímulo para o início das relações com parceiros(as).

A política de abstinência da Damares oferece uma resposta fácil e falsa para os dilemas dos pais em relação aos seus filhos.

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