Isolamento e o pacto do fingimento no RN

Conforme o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN), na última sexta feira tivemos 38% de isolamento no RN. Há um pacto do fingimento em curso. Os cidadãos estão fingindo que estão seguindo o isolamento social e Governo e Prefeituras que estão fiscalizando.

O indicador de isolamento demonstra que praticamente apenas escolas, universidades e setor público estão de fato parados. Bares, restaurantes e comércio funcionam. Basta andar um pouco de carro pelas ruas de Natal e grande Natal para constatar que as pessoas não estão em casa.

Diante de tal contexto é preciso uma definição e elevação do tom. O secretário de saúde Natal, George Antunes, partiu na frente. Em entrevista ao bom dia RN da Intertv, disse que o pico ainda não chegou e, caso o natalense não fique em sua casa, teremos o caos instalado. Por fim, descartou qualquer possibilidade de flexibilização e abertura da economia. O número de infectados pela covid-19 se encontra em franca evolução. Os hospitais já estão lotados.

É hora do governo do RN fazer o mesmo e estabelecer claramente uma diretriz. Há setores econômicos funcionando de qualquer jeito, sem qualquer controle e cuidado, ou seja, ao arrepio dos decretos em vigor no RN.

É preciso dizer o que o poder público espera de sua população, quer seja reafirmando os decretos – o que faz mais sentido -, ou implementar práticas de organização das atividades abertas e sem fiscalização. O que não é possível é continuar no pacto do fingimento, pois não está dando certo.

É visível também a percepção de que, após cerca de 70 dias, os cidadãos em isolamento estão cansados. Quem não ficou parado dificilmente ficará agora. E que paralisou sua vida começa a demonstrar esgotamento.

Que tudo seja levado em consideração e uma proposta realista surja. É um cenário extremamente duro em que qualquer erro pode ser bastante deletério. Mas a ausência de ação é o pior caminho.

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