Ivermectina virou propaganda eleitoral e sumiu das prateleiras em Natal

Um estoque imaginado para quatro meses, durou dois dias em Natal. O remédio para piolho funcionou em laboratório contra o coronavírus. A maior parte das pesquisas que aponta para eficácia in vitro não gera necessariamente o mesmo efeito no corpo humano. Daí não querer dizer nada o êxito em laboratório. O exemplo mais conhecido foi o da cloroquina. Porém, a sorte estava lançada para a ivermectina se transformar na sensação.

Políticos estão explorando o medicamento como meio de obtenção de votos em ano de eleição. O prefeito de Natal, Álvaro Dias, disse que está atendendo a população com o remédio e cobrou o mesmo do governo do RN. O detalhe é que político não passa remédio. Ainda assim, a operação faz com que ele apareça como benfeitor da boa nova, mesmo que ao arrepio do que se recomenda tecnicamente. Quem medica paciente é médico.

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