Jean Paul ultrapassa o limite da crítica

O senador Jean Paul Prates (PT) tem reclamado abertamente diante da possibilidade de ser preterido na disputa pelo senado em 2022. É uma postura que faz parte e é legítimo que ele queira ir para a campanha. Só que está perdendo de vista o elemento fundamental do PT em 2022, a reeleição de Fátima Bezerra.

As articulações estão ocorrendo neste sentido e ele estica a corda de uma forma em que ele concede munição para oposição, por exemplo falando que o PT é comandado por “chefetes”.

Jean deve ao PT o seu mandato e não é fora de lógica afirmar que Fátima procurou criar as condições para a sua reeleição, lançando-o candidato a prefeito de Natal. Ocorre que a correlação de força, além da sua própria viabilidade eleitoral, tornaram difícil o seu pleito.

Caso venha se aliar com Carlos Eduardo, Jean alega que o PT estará se juntando com a possível oposição de amanhã. É verdade. Será um risco. Só que, caso o vencedor para o senado saia da base bolsonarista, teremos a certeza de que o principal nome a partir de 2023 contra o PT sairá do vencedor ao senado bolsonarista. É aí que o cálculo deverá ser feito.

Estrategicamente Jean ganhará mais trazendo o diálogo para o seu partido, ao invés de pautar a discussão em torno de ataque pelos jornais. É um nome importante do partido e terá inegável destaque no partido dos trabalhadores pelos próximos anos.

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