Leal, líder de um partido com densidade e sem vir de família política, Jaime Calado como vice fortaleceria chapa majoritária do governo

A vaga de vice-governador na chapa de Fátima Bezerra (PT) segue ainda aberta. Com a aproximação entre o governo e o senadorável Carlos Eduardo (PDT), a possibilidade de ter alguém do MDB como vicé torna-se improvável. Seria Alves demais na foto, o que a deixaria pesada. Por outro lado, o vice Antenor Roberto do PCdoB, apesar de preparado, não consegue agregar votos ao grupo. Como já disse Aristóteles, há situações em que é preciso primar pela arte da mediania. E a saída se encontra bem próxima.

O PROS de Jaime Calado está no governo desde o início. Como secretário de desenvolvimento econômico, Calado faz um bom trabalho e é uma das vitrines do governo, atraindo investimentos e agindo como ponto de interlocução com o empresariado estadual.

O ex-prefeito da quarta maior cidade do RN, São Gonçalo, traria para a majoritária a maior simpatia da classe produtiva, agregaria votos na sensível e significativa região metropolitana de Natal, que representa cerca de 15% do eleitorado do estado, e seria um polo a mais de atração de lideranças, através da senadora Zenaide Maia, prefeitos etc.

A chapa ganharia densidade sem contrair a rejeição, já que não teria um nome das chamadas “oligarquias” familiares políticas, como se convencionou chamar pelas terras de poti.

Por fim, e não menos importante, Fátima não teria um vice que viesse a representar qualquer perigo para ela no decorrer do seu mandato. A lealdade de Jaime já foi testada e aprovada desde o pleito estadual.

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