Marcha para Jesus, mas e Jesus?

Ontem (16) ocorreu em Natal a marcha para Jesus, mas a estrela principal foi o presidente Jair Bolsonaro.

O palco foi marcado por símbolos do bolsonarismo e membros da extrema direita potiguar. Se a comemoração era cristã, todos deveriam ser convidados e ninguém idolatrado. Afinal, Jesus nunca estabeleceu essa divisão. Nem muito menos ensinou a idolatria. O templo nunca foi espaço de comércio e de política.

Poderia ser uma bela situação para que os organizadores agissem para desarmar os ânimos que andam acirrados no país. Mas foi o contrário. No evento, Bolsonaro atacou adversários por indiretas e disse que teme que o Brasil seja capturado pelo comunismo. O tom belicoso de sempre combina com tudo, menos com o maior expoente do cristianismo a ser comemorado.

Recentemente, o RN passou por chuvas torrenciais e milhares ficaram desabrigados. Era um momento oportuno para a solidariedade. Ela também não veio.

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