Médica Roberta Lacerda, que defende existir uma conspiração para sacrificar crianças pela vacinação, é listada como consultora do governo federal sobre o assunto pelo jornal nacional

Após a aprovação da Anvisa para vacinação de crianças de 5 a 11 anos pela vacina da pfizer, pela primeira vez na história o Governo Federal resolveu não aceitar a alegação da autoridade sanitária do país e abrir uma consulta pública. O imunizante já é dado em crianças em 31 países.

No Brasil o percurso é distinto. Muitos ataques do presidente Jair Bolsonaro já foram desferidos, carregados de notícias falsas, contra a vacina e agora contra a Anvisa, inclusive com a defesa de que os nomes dos técnicos da Anvisa sejam espalhados. Membros da agência foram ameaçados de mortes nas redes sociais.

Durante o alegado processo de consulta, que vai até o próximo dia 4 de janeiro, o governo federal resolveu ouvir um grupo de médicos críticos da vacinação e defensores da ivermectina e da cloroquina contra a covid.

Em reportagens publicadas pelo portal metrópoles e hoje pelo jornal nacional, alguns nomes surgiram. Além de Mayra Pinheiro, a capitã cloroquina indiciada pela CPI da Covid no senado, foi listado o nome da médica atuante em Natal Roberta Lacerda (leia aqui).

Após se notabilizar na defesa de que a “ivermectina teria o poder de acabar com a pandemia”, Lacerda virou crítica da vacinação.

Ela já disse em suas redes sociais, constantemente derrubadas pela veiculação de fake news, que vacinas podem magnetizar pessoas. Alega a médica:

“E se fosse vc? Seu familiar? Meu papel é questionar! Magnetização: óxido de grafeno em nanopartículas como adjuvantes para vacina”.

Em outra oportunidade, sentenciou que há “uma conspiração para sacrificar crianças. Uma parte morrerá. Uma parte será lesada. Uma parte ficará infértil. Eu postulo que o tempo de vida dessas pequenas vítimas que sobrevivem será reduzido em 30 anos”.

Deixe um Comentário