Molecagem presidencial

Não há outro nome melhor para definir o que o presidente Jair Bolsonaro fez em sua live de quinta feira. Ao chamar para apresentação de provas sobre a suposta fraude no sistema eleitoral, trouxe, na verdade, vídeos de corrente de whatsapp e teorias erguidas por um astrólogo que faz acupuntura em árvore.

A esculhambação é geral e irrestrita. As instituições não funcionam e, por isso, Bolsonaro continua com sua investida contra as eleições de 2022, criando uma carta de seguro para o caso de, derrotado, tentar um golpe. O nosso sistema funciona bem e é referência para o mundo, mas não é o que importa para o bolsonarismo.

Além disso, ele também fez ataques contra o ministro Luis Roberto Barroso, insinuando que ele poderia interferir no processo eleitoral a favor de Lula. A teoria é bizarra. O ministro do STF e presidente do TSE faz parte do braço lavajatista e foi a favor da prisão do ex-presidente, além de ter defendido a não suspeição de Sérgio Moro e manutenção das condenações do petista.

Não há como ter normalidade econômica e política assim. Aliás, é o que o presidente procura estabelecer – manter sua base ativa, através dessa guerra cultural contra as instituições. Trata-se do projeto autoritário em curso. E, com o diversionismo, não se fala de variante delta, pobreza, nada. Só a agenda de fumaça golpista presidencial.

PRIORIDADES

No dia que o presidente dos EUA Joe Biden concedeu coletiva sobre vacinação e variante delta, Bolsonaro chamou a imprensa (sem direito a perguntas, claro) para apresentar a teoria de um astrólogo que enfia prego em árvore como meio de cura vegetal. Parabéns aos envolvidos.

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