Movimento antivacina ocupa a praia de ponta negra com cemitério fake news

A boçalidade não tem limite. Um grupo de pessoas antivacina ocupou a praia de ponta negra com um cemitério de supostos mortos pela vacina.

Os mortos? Segundo os organizadores, são pessoas da Tailândia e outros países distantes. Trata-se da mesma estratégia de espalhar fake news tal como foi com a ivermectina que funcionava contra covid. Situações distantes e desconhecidas são apresentadas como verdade. Possibilidade de verificar? Nenhuma.

Os fatos: já foram aplicadas 8 milhões de doses das vacinas infantis da pfizer nos EUA com ausência de reação severa. A coronavac já foi aplicada em 50 milhões de crianças e sem também qualquer gravidade.

É a (falsa) escolha a ser feita. Ficar do lado desses lunáticos e não se vacinar nem imunizar seus filhos, correndo o risco de ir parar nos hospitais hoje basicamente ocupados por quem não tomou vacina; ou ficar do lado da ciência e das agências sanitárias do Brasil e do mundo. Não é uma decisão difícil.

O mais bizarro é que os integrantes não querem ser chamados de antivacina. Alegam apenas recusar a obrigatoriedade. Só que o movimento não é apenas contra a obrigatoriedade, partem da perspectiva de que as vacinas matam. E quem defende que vacina mata, uma mentira deslavada, é o que?

Sobre o passaporte vacinal estrebucham também. Só que instituições, empresas e pessoas têm o direto de impedirem que não vacinados circulem entre vacinados. Até porque, conforme estudos recém publicados, eles transmitem até cinco vezes mais a covid.

Amanhã eles estarão negando que defenderam isto no verão passado. Aí cabe a todos que lembram não fazer a história vir a ser esquecida.

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