MP pede manutenção do afastamento de Raniere, mas não mostra provas para sustentar sua opinião

Está no Portal no Ar. O ministério Público pediu o afastamento do presidente da câmara, o vereador Raniere Barbosa. Porém, não apontou razões para tanto.

O curioso é que os dois secretários alcançados pela operação cidade luz, que investiga uma formação de cartel na SEMSUR, foram indicados diretamente pelo prefeito Carlos Eduardo Alves e as licitações suspeitas foram feitas pela comissão instalada na prefeitura do Natal, em especial, na secretaria de obras da cidade.

Hoje, o que sustenta o afastamento de Raniere? E outra: se afastou Raniere, por que não pediu, baseado nos elementos que têm em mãos, o afastamento do prefeito Carlos Eduardo Alves? O que o MP tem mais contra Raniere e menos contra o prefeito de Natal?

DO PORTAL NO AR

Por Dinarte Assunção

A procuradora Yadia Gamo Maio, da 7ª Procuradoria de Justiça, juntou ao mandado de segurança em que o vereador Raniere Barbosa postula a volta à Câmara Municipal parecer em que opina contrariamente às intenções do parlamentar.

O parecer era o único elemento que restava para o desembargador Glauber Rêgo decidir entre a opinião do Ministério Público do RN – autor do pedido de afastamento de Raniere – e a defesa do parlamentar.

A decisão judicial que determina o afastamento de Raniere traz membros de uma suposta associação criminosa tratando de transferências de valores para o parlamentar.

Mas não há, nos autos, nenhum documento que prove que o vereador recebeu tal dinheiro, como alega a defesa do parlamentar, que ainda ressalta o fato de não haver nenhuma ligação interceptada, entre nove volumes de material transcrito, entre os investigados e Raniere Barbosa.

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