Não se concilia com negacionismo

A “conciliação” sobre decretos, tentada pela justiça do RN hoje no sentido de compatibilizar a opinião do Governo do RN com a da prefeitura do Natal diante da pandemia, ficou igual ao grande debate da CNN: encontrar um meio termo entre o q tem fundamento e o que não tem, entre mentira e verdade.

A proposta da justiça pode ter sido nobre, mas não há como embarcar nessa. Trata-se de uma laranjada. Os cientistas com propostas técnicas alicerçadas em dados têm de ser ouvidos ao máximo nesse momento. Não há diferença política apenas, mas de realidade.

Por exemplo, o decreto do governo do RN defende o ensino remoto, algo que já foi adovgado pelos especialistas para retirar uma parcela da população das ruas. A prefeitura do NAtal, não.

A prefeitura do Natal defende tratamento ineficaz contra covid-19, o governo do RN vai no sentido contrário.

A prefeitura não quer fazer nenhum toque de recolher, nem isolamento. O governo defende essa saída diante da super lotação nos hospital do RN, em que Natal representa o epicêntro.

Como fazer? Há um lado certo e outro errado. Não temo como aceitar o afrouxamento de medidas, já que elas ajudam a conter o vírus.

E, ora, essa falsa dicotomia entre economia e saúde pregada pelo prefeito de NAtal, Álvaro Dias, parte do falso pressuposto de que temos um isolamento radical no RN. O comércio está todo funcionando.

Essa saída, ainda que tenha sido com boa esperança empregada pela justiça do RN, não é adequada.

Deixe um Comentário