No RN, Bolsonaro queima a própria agenda positiva que viria apresentar

Imagine, caro leitor: o presidente Jair Bolsonaro vem ao RN, convida todas as forças políticas, atrai toda atenção para o seu evento. Nenhum político diria não. Trata-se da assinatura da finalização da transposição do Rio São Francisco para o estado. Além de ignorar os protestos, faria um discurso dizendo que está terminando uma obra esperada há 100 anos. A obra ficaria em completa evidência.

Mas vamos para a realidade. O presidente usou o DNIT para arrancar faixas e outdoors, gerando propaganda negativa. No evento, retirou máscara de criança e atacou todo mundo. Sua base fica feliz com isso. Ocorre que o Brasil não é composto por 25% de seus eleitores. Na prática, a truculência, a anticiência numa pandemia e o uso do estado para tolher protestos viraram notícia. A obra não.

O ministério público federal anunciou que irá investigar o emprego do DNIT na supressão de manifestações via outdoor. Até quando tem a faca e o queijo na mão, o presidente divide, convulsiona e destrói.

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