O ajuste e a batalha pelo orçamento do RN

Basicamente, três aspectos fizeram implodir o orçamento do RN, conforme alguns técnicos com quem conversei:
1. PCCSs/Previdência;
2. Duodécimos – repasses aos poderes;
3. Isenções fiscais indiscriminadas.
O endurecimento do ajuste já iniciado com o governo Robinson passará, inevitavelmente, pelo ataque a três setores com amplo poder de pressão política:
1. Servidores/Sindicatos;
2. TJ/MP/TCE/AL/DEFENSORIA;
3. FIERN.
Como o governo já entra para o seu quarto ano, mais medidas do ajuste fiscal provavelmente ficarão para 2019. Quem pegar a máquina, terá de peitar estes três setores. Quem disser que não fará estará mentindo e acredita quem quiser. Só que não há fórmula mágica e dinheiro não nasce em árvore. A fatura por muitos governos expansionistas chegou.
Uma possibilidade futura será queimar ativos e empresas públicas estaduais, mas só será uma maneira de remediar temporariamente e adiar o enfrentamento.
Como tudo em política, nada é pré-determinado, mas fruto de uma construção em torno da estrutura social e correlação de forças materiais e simbólicas entre os grupos em disputa.
Portanto, não está dado que o ônus será dividido igualmente. Na verdade, nem no jardim da infância crianças cultivam qualquer crença em torno disso. Portanto, quem quiser se sair bem terá de construir narrativas consistentes. Do contrário, quem dormir no ponto, irá acordar com a batata assando mão, tendo que descascar o abacaxi sozinho.

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