O “Escândalo da Funpec” se desmanchou no ar

O “ESCÂNDALO DA FUNPEC” SE DESMANCHOU NO AR

Aos poucos, o “caso Funpec” vai deixando as páginas da imprensa. Os jornais que cobriram toda essa fumaça ainda tentam prolongar o assunto como forma de auto-salvação. Fazem menção a auditorias, uma maneira de embalar a relevância do tema e um meio para justificar toda a gritaria em que ingressaram nos últimos dias. Na verdade, auditoria é prática rotineira na administração pública. Dinheiro público não circula sem elas.

Para quem leu as matérias e ouviu os dois lados, ultrapassando a preguiçosa barreira dos títulos que passam na timeline e correntes de zapzap, ficou com uma certeza: poderia ter acontecido um pouquinho mais de zelo a respeito de quem trabalhou o “escândalo” desmanchado no ar. A questão aqui não é a opinião que cada um tem. Não é ser a favor ou contra a UFRN. O dado óbvio é que faltou a mais básica apuração do que estava em jogo. Os projetos foram publicizados aos pedaços e confusões foram cravadas com falsa objetividade.

Como isto repercutiu na cobertura do assunto? Números e mais números foram jogados para cima sempre acompanhados por muitos adjetivos. E, ao término, quando finalmente os representantes dos projetos da Funpec foram ouvidos, ficou escancarado que, na verdade, a grande maioria não tinha conhecimento de que fazer pesquisa, produzir políticas de saúde e formar profissionais qualificados representam ações caras, mas com resultados positivos. Alguns jornalistas sequer sabiam que a Sífilis voltou com toda a força no Brasil, algo que foi amplamente noticiado pela imprensa nacional.

Entre vários aspectos positivos, a celeuma trouxe ao grande público o conhecimento de que a UFRN é pujante. Ao contrário do que dizia o espanto inicial – munido por forte carga de preconceito contra o RN e o Nordeste -, quando souberam que nossa universidade desenvolve projetos em âmbito nacional, ficou evidenciado que nas terras de Poti há uma instituição que merece ser respeitada. Que fique a lição.

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