O impasse na saúde do RN permanecerá

Já são três gestões em que eu vejo a questão da reestruturação da saúde do Estado apontada como um problema importante a ser enfrentado, mas que permaneceu e, pelo jeito, continuará sem solução. O lobby e o terrorismo da oposição da vez são barreiras quase que intransponíveis. Na prática, o governo termina imobilizado.

A imprensa não informa sobre as consequências do RN possuir uma rede hospitalar com mais unidades do que outros estados duas ou três maiores do que o nosso. Quem era administração até ontem, na posição de estilingue, muda tudo o que disse. Parece algo sem saída.

Com Rosalba e Robinson Faria, técnicos de várias matizes avaliaram o sistema de saúde do RN como portador de um excesso de hospitais e com uma frágil rede básica de atendimento.

Abrir um hospital, ou dizer de modo populista que irá salvá-lo, gera voto. A rede básica de atendimento é silenciosa e não tão vistosa, mas produz resultados consistentes, além de mais baratos. Como os recursos são escassos, a janela aberta é para uma saúde de fazer de contas. A governadora Fátima herdou o impasse, mas, ao que tudo indica, não terá força para desarmá-lo.

O caso do hospital Ruy Pereira é emblemático. O governo tentou fechá-lo, mas terminou recuando. Ele foi visitado pela comissão de saúde da câmara municipal do Natal, após a falsa polêmica plantada na cidade. Além de atestarem sua total carência para condições mínimas de funcionamento, criticaram a lógica que impera na saúde estadual. Só há a necessidade do RN contar com muitos leitos para pacientes crônicos de diabetes, inclusive com amputações em decorrência de agravamento da doença (abra a notícia da CMN abaixo), pela razão de não existir saúde básica para quem é portador da patologia. Tudo isto gera alto custo financeiro e de sofrimento. Pelo andar da carruagem, continuará assim.

Vereadores da Comissão de Saúde realizam visita ao Hospital Ruy Pereira https://www.cmnat.rn.gov.br/noticias/1237/vereadores-da-comisso-de-sade-realizam-visita-ao-hospital-ruy-pereira

ERRO ESTRATÉGICO DE COMUNICAÇÃO

O governo anunciou o fechamento de um hospital, um erro estratégico. Quem encerra as ações de um equipamento como este é o bombeiro ou qualquer outro órgão. Nunca a gestão.

A secretaria de saúde tinha um estudo atestando a insalubridade do local. Era isso que deveria ter vindo à público e deflagrado a operação e não um comunicado da secretaria de saúde.

Na política, a voz do governo tem de sempre aparecer atrelada à solução, nunca ao problema.

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