O mito renovado a cada ciclo estadual no RN

Acompanho a política potiguar há uns 20 anos e, quando se fala de sucessão estadual, o papo é igual: fulano tem um zilhão de prefeitos, cicrano todos os deps. Nessa ótica, Wilma não seria governadora, nem Robinson, nem Rosalba, nem Fátima. Zenaide não seria senadora, nem Styvenson.

Ter prefeitos, deputados e lideranças apoiando produz musculatura, é inegável. Mas é preciso ter um boa história política, uma boa imagem e o que apresentar como perspectiva de futuro aos eleitores. O RN já mostrou diversas vezes que isso pesa muito mais e não existe W.O.

A quem interessa esse discurso sempre renovado e que fura muitas vezes? Interessa à classe política, pois vereadores, prefeitos e deputados conseguem se valorizar. Interessa aos líderes que controlam máquinas (e portanto com força na imprensa), alardeando já eleitos desencorajando adversários.

Suspeito que esse papo, sem confirmação na prática, será fortemente ventilado até 2022. Por qual razão? Pela razão de que, quem fez muitos prefeitos no pleito de 2020, tem interesse numa cadeira do senado em 2022 e ter também força junto a opinião publicada.

Deixe um Comentário