O não ministro da educação e a guerra cultural

Ministérios têm a prerrogativa da coordenação, pois nosso sistema federativo é centralizado. Mas pelo discurso do ministro da educação Milton Ribeiro ontem na Tv, ele tem uma opinião, mas não é ministro da educação.

O chefe da pasta, que passou toda a Pandemia em quase que total silêncio, apareceu. É a favor do retorno das aulas presenciais. E há alguém contrário? Resta saber se há condições para tanto.

O Pano de fundo por analogia do discurso do ministro foi o do governo federal na Pandemia – a fake news de que o STF transferiu tudo para estados e municípios. Trata se de uma tática de guerra cultural – se comportar como não se fosse poder e transferir responsabilidades.

Durante todo esse tempo o ministério só efetuou duas ações. Publicou um manual sanitário, que é criticado pelos especialistas por enfatizar concepções ultrapassadas de limpeza de superfícies, medição de temperatura e esquecer o fundamental – ventilação dos ambientes. Além disso, apenas neste mês também liberou 1 bilhão e meio para adequação das escolas.

O ministério da educação tem um dos maiores orçamentos do governo, além de sua imensa burocracia. O ministro precisa se lembrar disso.

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