O peso da Justiça sobre o SINTE, SETURN e a crise do transporte público em Natal

O sindicato dos empresários de ônibus atravessou a pandemia inteira descumprindo ordens judiciais. Até o presente momento, sua frota não roda de forma integral, apesar das diversas decisões proferidas nesse sentido. As denúncias e reclamações da população sobre cancelamento de linhas, ônibus que não passam são constantes e o jogo segue.

Agora, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação – o SINTE – foi multado diariamente em dez mil reais por descumprir decisão judicial de retorno às aulas com o agravante da multa se dirigir contra os dirigentes e não mais para o sindicato. O TJ/RN considerou a greve ilegal. O sindicato alega que a Prefeitura do Natal não segue o piso com elevação de 33% determinado em lei federal. A prefeitura diz que sim. Não ocorreu qualquer fomento de debate entre os envolvidos.

A crise do transporte público de Natal talvez seja ímpar na história da cidade. E devemos parte do contágio durante a pandemia de Covid ao fato de que os ônibus circularam sempre lotados e, cabe repetir, descumprindo ordem judicial. Pesquisas nacionais demonstraram que era mais fácil pegar Covid em transporte público cheio do que numa ala de um hospital.

Não cabe aqui emitir nenhuma opinião precipitada. Mas apenas externar o peso da justiça no que se refere a um sindicato patronal e outro de trabalhadores.

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