O populismo de Bolsonaro é mais sofisticado do que parece; os intelectuais precisam acabar com a prática da carteirada

O POPULISMO DE BOLSONARO É MAIS SOFISTICADO DO QUE PARECE; OS INTELECTUAIS PRECISAM ACABAR COM A PRÁTICA DA “CARTEIRADA”

O presidente Jair Bolsonaro segue testando os limites das instituições e manteve a indicação do seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, para uma embaixada americana. Ele dobrou a aposta nos últimos dias.

Seu contato direto com o povo, uma tática populista, não é tão rudimentar como os analistas apresentam. Ao contrário, toca no sentimento da população sem mediações.

Por exemplo, o ataque contra a qualidade do inglês do filho de Bolsonaro feita por jornalistas e professores nas redes sociais soa elitista. Bolsonaro se aproveita de tal sentimento contra os ditos intelectuais. Ele constrói um discurso supostamente a favor do trabalho do brasileiro comum, aquele que rala fritando hambúrgueres e outras rotinas laborativas pesadas.

É fundamental construir uma crítica contra o extremismo que Bolsonaro representa, mas que seja mais inteligente e não resvale em preconceitos.

Vi alguns intelectuais aproveitando a situação para exaltar seus currículos pessoais, além do domínio impecável da língua inglesa, aquela carteirada de ocasião. Depois não entendem porque são rejeitados pela sociedade.

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