O prefeito de Mossoró precisa baixar a bola e ir com mais calma, pois a política pune a arrogância

A política gera muitas voltas ao mesmo tempo em que o poder cega. A fina arte de Maquiavel não admite arrogância. A cidade de Mossoró é um bom exemplo. O ex-prefeito Francisco começou bem avaliado e terminou completamente isolado, em parte porque subestimou seus adversários.

Agora, o atual prefeito Alysson Bezerra protagoniza uma situação no mínimo inusitada. Não, não me refiro ao rompimento político com o seu vice-prefeito Fernandinho. Isto pode acontecer. É do jogo, vamos dizer assim. Mas, primeiro, o ímpeto com que ele cobra liderados que sigam todos os compromissos que ele têm para 2022 é meio estranho, pois se sabe que vereadores e outras lideranças fecharam com ele para prefeito em 2020, mas também com outros no caso do pleito estadual. É normal e ele deveria respeitar caso não queira assistir ao emagrecimento do seu grupo.

E assusta, sobretudo, o modo com que ele deixou o vice-prefeito rompido de tanga na mão. Retirar até o carro oficial ao qual o seu companheiro de chapa tem direito institucional é ato de prepotência, que poderá vitimizar o seu agora adversário diante dos mossoroenses. Rosalba Ciarlini, também de Mossoró, fez algo semelhante com Robinson Faria, então vice-governador. O desenrolar da história é conhecido. Aquele vendeu a imagem de pobrezinho, respeitador e humilde na última campanha municipal na capital cultural do RN não ganha nada com isso, a não ser arranhar a própria imagem.

Alysson está bem avaliado conforme todas as pesquisas. Só que política é sopro. Os ventos mudam rapidamente de direção e não é bem ficar completamente a mercê da sorte e dos sentimentos mais primitivos nos ensinou o já citado florentino.

Deixe um Comentário