O que a pesquisa Seta/Band diz sobre a disputa no RN

O instituto seta, em parceria com a Band, veiculou uma pesquisa para lançar luz sobre o pleito de 2022 no RN. Foram entrevistados 1500 eleitores entre os dias 30 de abril e 02 de Maio.

Vamos por partes.

GOVERNO

Há um cenário estável. A governadora Fátima mantém cerca de 1/3 do eleitorado enquanto que os demais candidatos somados atingem um pouco menos do que isso. Esta condição não foi alterada.

Dizer que Fátima está estacionada, remetendo a uma ideia de teto conforme oposicionistas mencionam, só faria sentido se os demais estivessem se movendo. Não é o caso. Todo quadro está paralisado.

Apesar de toda a fumaça das redes sociais, o eleitor médio sinaliza que não quer saber de política agora – o maior contingente constituído é daqueles sem candidatos. Esse grupo tende a diminuir com a chegada da eleição, se aproximando da média histórica de cerca de 25% do eleitorado que vota em branco ou anula no dia do pleito.

Fabio Dantas, após ampla agenda em rádios, blogs e tvs do RN, conseguiu mostrar e divulgar que é o nome escolhido pela oposição. Com isso, chegou ao mesmo patamar de Ezequiel, que era nas pesquisas anteriores a possibilidade apresentada a esse perfil de eleitor. É sintomático que Fábio tenha batido os cerca de 10% que Ezequiel, já fora da disputa, também vinha trazendo. Entre o eleitorado já com opinião fechada este parece ser o ponto de largada para uma postulação mais vinculada ao grupo bolsonarista.

O senador Styvenson Valentim, que ventilou lá atrás uma possível candidatura ao governo, foi lentamente perdendo tração. Tanto que na pesquisa em pauta atingiu seu pior índice, o de 8%. Styvenson não tem agenda de candidato, postura de candidato e, nas vezes que apareceu, foi para nutrir polêmicas em que conseguiu desagradar os dois lados da disputa.

Um dado pouco notado, mas digno de nota é que a governadora apresentada queda em sua rejeição eleitoral, pontuando com 18% no quesito. Neste aspecto fica claro que ela não chegou em “seu teto” e ainda deve capturar alguns dos eleitores indecisos.

SENADO

A pesquisa foi feita sem a introdução do nome de Rafael Motta. Quando ele avisou aos institutos que teria o interesse de constar nas listas de pesquisa, a sondagem já tinha sido aplicada.

Ainda assim, Carlos Eduardo estabeleceu uma distância de 10% contra Rogério Marinho. Marinho, principal nome do bolsonarismo, tem uma base menor, mas mais sólida. A polarização contra alguém do campo progressista é ruim para ele.

Caso Motta saia de fato candidato, a divisão dos votos dessa ala pode atrapalhar, tanto ele como CE, favorecendo Rogério Marinho.

O fato é que a “campanha ainda não pegou”. O eleitor está preocupado com outras urgências e, de acordo com o cenário, Fátima segue como favorita.

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