O que está por trás da CPI da Covid no RN não é só o palanque para 2022

Um grupo de deputados estaduais protocolou o pedido para a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito, para apurar os contratos do governo estadual durante a pandemia de Covid-19.

O QUE JÁ É PÚBLICO

Claro já está que a questão não é corrupção, dado que os contratos foram fiscalizados pelo ministério público, auditados pelo Tribunal de contas do RN e chancelados pela controladoria geral da união. Tanto que Fátima não está listada e nem será chamada à CPI da covid no senado. Além disso, a mesma assembleia legislativa do RN agiu para encostar a CPI da Arena das Dunas, esta já aprovada e, conforme relatório da controladoria geral do estado, com prejuízo estimado de 421 milhões de reais para o erário. Operações da polícia federal em gestões anteriores, escândalos milionários com reus confessos, etc nunca geraram qualquer comissão naquela casa.

Claro também está que trata-se da busca pela formação de um palanque para a oposição, que tenta sobrepujar a governadora em 2022. Hoje, ela lidera as pesquisas estaduais.

A CPI COMO PRESSÃO POR MAIS RECURSOS PARA EMENDAS INDIVIDUAIS

Mas há um ponto a mais. Os deputados estaduais usaram a ameaça de abertura de CPI como forma de pressão pelo incremento das emendas individuais a que eles têm direito.

Trata-se de ano eleitoral e a emenda individual seria uma ponta de lança, para facilitar a reeleição dos ditos cujos no processo de aproximação e captura de prefeitos. Por isso o grupo de parlamentares, já com as assinaturas, ficou semanas enrolando para protocolar de verdade o pedido, apenas bradando em público. Eles esperavam que o executivo cedesse.

Uma fonte ouvida pelo blog afirmou que a elevação era proibitiva e iria comprometer áreas importantes do orçamento (saúde, educação, segurança), em favor de gastos exclusivamente voltados para bases dos deputados.

Os deputados deram um prazo limite e esperaram um chamado. Como ele não veio, eles protocolaram o pedido.

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