O que pouca gente sabe sobre o período de aula remota na UFRN durante a pandemia

Não é incomum ouvir críticas contra a atuação da UFRN durante a pandemia na área do ensino, principalmente como se não tivesse ocorrido trabalho efetivo. A verdade dos fatos: nos dois anos de pandemia, até a normalização completa dos períodos letivos, serão ministrados 5 semestres em 4.

Explico: após a paralisação das atividades lá no começo da pandemia, na incerteza, a universidade achou por bem fazer o semestre de retorno nas aulas no formato remoto só com disciplinas de créditos complementares, que não compõem os requisitos diretos da grade de uma graduação. Todo curso tem suas matérias optativas que precisam ser integralizadas.

A ideia era retornar com tais matérias para já criar um fluxo de trabalho, mas não punir naquele momento quem tivesse ainda alguma dificuldade de cursar as matérias. Só no outro semestre as disciplinas obrigatórias voltaram a ser ofertadas.

Com isso, para regularizar o ano de 2020 e 2021, além desse semestre de retorno remoto, foram ministrados 2020.1, 2020.2, 2021.1 e 2021.2, que se encerra em fevereiro de 2022. Já em março se inicia o 2022.1, normalizando completamente o calendário e no formato presencial, conforme recém divulgado pela reitoria da UFRN.

Em resumo, não foram ministradas menos aulas, mas uma quantidade superior ao fluxo normal. Para isso, os recessos entre os semestres foram encurtados.

PS. Com cortes no orçamento de custo, cabe lembrar, algumas universidades federais também não tiveram orçamento para preparar o retorno presencial em 2021, pela carência de recursos para a compra de álcool gel, máscaras e outras modificações.

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