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Bolsonarismo esbraveja, prega endurecimento, mas não consegue acabar com o envio de drogas pelo porto de Natal

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A Polícia Federal apreendeu 265 kgs de cocaína entre frutas no porto de Natal. O fato se deu numa ação de fiscalização no último dia 20. O destino era a Holanda.

O Porto de Natal tem sido utilizado como rota para o envio de drogas, criando o risco de cercear o escoamento por aqui de nossas exportações.

É um problema crônico e já cantado em verso e prosa.

O Porto é um feudo político do bolsonarismo estadual.

Direito de pergunta: qual é a política contra a violência implementada pelo governo Jair Bolsonaro? Na campanha ele disse que acabaria com o problema.

UERN terá autonomia financeira

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Cinquenta e três anos depois da criação, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte finalmente ganhará a tão sonhada autonomia financeira e patrimonial, a mais importante e antiga pauta de reivindicações da comunidade acadêmica das últimas décadas. A iniciativa é um passo importante para que a UERN possa alcançar, de forma plena, o princípio constitucional da autonomia universitária, conforme compromisso assumido pela governadora Fátima Bezerra. Projeto de lei neste sentido foi encaminhado à Assembleia Legislativa.

Cumprindo agenda administrativa neste sábado (20) em Mossoró, a governadora se reuniu com a comunidade acadêmica, sob as mangueiras do pátio da Reitoria, para apresentar o projeto de lei encaminhado à Assembleia Legislativa.

“O dia de hoje se soma a outros momentos da bela história da UERN, como a estadualização em 1987 e o reconhecimento pelo MEC em 1993. Nós respeitamos a autonomia das instituições. Não só respeitamos, como estamos avançando nesse sentido porque além da autonomia pedagógica e administrativa, teremos a autonomia financeira e caberá à comunidade universitária gerir os recursos da melhor forma possível. Não tenho nenhuma dúvida nenhuma de que vocês têm competência e sensibilidade social suficientes para zelar pela instituição, fazer com que a UERN trilhe, cada vez mais, o caminho da democratização do acesso ao ensino superior”, afirmou a governadora.

Fátima Bezerra destacou a importância do ensino público e gratuito e o papel transformador que ele tem na vida das pessoas. “Nós, que não nascemos em berço de ouro, que tanto ralamos para ter acesso a um curso superior, sabemos o que significa esta universidade do ponto de vista de oportunidades. Nesses 53 anos, quantos jovens do nosso estado não teriam seus sonhos frustrados se não existisse a Universidades do Estado do Rio Grande do Norte?”, questionou.

A deputada Isolda Dantas, que representou o Legislativo estadual na solenidade, juntamente com o deputado Souza, lembrou que a Uern é um lugar no qual os filhos da classe trabalhadora são acolhidos. Citou ações implementadas pela gestão estadual como a sanção da lei, de autoria da deputada, que institui o Programa de Assistência Estudantil (PEAE), a implantação das cotas étnico-raciais na Uern, a lei que garante o mínimo de 20% de cota para negros e negras em concursos públicos estaduais, que será sancionada pela governadora Fátima Bezerra, e cota para negros e negras para ingresso nos cursos de graduação, que será instituída pelo Governo.  “Isso significa reconhecer que essa universidade não é só para formar, mas também para ter pessoas formando gente, compreendendo que há desigualdade racial no país, uma desigualdade histórica”, disse.

A reitora Cicília Maia leu uma mensagem de agradecimento à governadora por contribuir com a construção e fortalecimento de uma UERN socialmente referenciada, inclusiva, includente e afro referenciada. “Nós que somos egressos desta casa, sabemos a importância do papel transformador que a Uern exerce na vida das pessoas. A autonomia financeira começa a ser concretizada hoje. Já não é mais um sonho”, disse ela, elogiando o trabalho coletivo de um grande número de pessoas para que isso fosse possível. “2021 será o ano da autonomia financeira da Uern. Agradeço o empenho da governadora e da sua equipe em prol desse projeto. Sabemos que a governadora Fátima Bezerra é uma grande entusiasta da universidade e, por dever de justiça, é preciso fazer esse registro.”

“Quem acha que a UERN é prejuízo é porque não conhece as dificuldades dos que nascem muito pobres e os pobres são a maioria em nosso estado. A Uern representa muito mais do que a academia, o conhecimento. Representa uma mudança de cenário, do destino na vida dessas pessoas. É por isso que tratamos a Uern com tanto amor”, defendeu a vereadora de Mossoró, Marleide Cunha.

O presidente da Associação dos Docentes da Uern (Aduern), Neto Vale, lembrou que essa é uma luta bastante antiga. “Este momento é um marco, uma conquista de todos os segmentos que participaram desse processo.” O presidente do Sindicato dos Técnicos-Administrativos da Uern (Sintauern), Elineldo Melo, lembrou o papel fundamental da universidade na transformação de milhares de famílias. “Esperamos contar com o apoio da Assembleia Legislativa para aprovação deste projeto”, disse ele.

A presidente do Diretório Central dos Estudantes da Uern (DCE/Uern), Yamara Santos, enfatizou a luta pela inclusão social. “Em nome do DCE digo que é uma honra estar caminhando ao lado de um governo que se coloca à disposição do pensar políticas públicas para os estudantes, para as mulheres, para os negros e negras do Rio Grande do Norte.” No final, Yamaha recitou o poema “Eu vi Deus”, de Luana Galoni.

O que muda com a autonomia financeira

A Uern é autônoma do ponto de vista acadêmico e administrativo, mas não financeiro. Por não ter esta autonomia, todos os processos financeiros são gerados pela Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FUERN), entidade mantenedora da Uern, e encaminhados para o governo estadual.

Com a autonomia financeira, o Governo do RN fará o repasse pelo mesmo sistema aplicado aos demais poderes do Estado, o duodécimo, vinculado à arrecadação de impostos. Caberá à Universidade gerir os recursos, de acordo com a legislação em vigor, sob a supervisão dos conselhos da Fuern (Conselho Curador e Conselho Diretor).

Autonomia financeira, pedagógica e administrativa são princípios primordiais da autonomia universitária. Foto: Raiane Miranda/Assecom-RN.

A Uern foi fundada em 28 de setembro de 1968 pela Lei Municipal de 20/68. Nasceu com o nome de Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte (FURRN). No decorrer desses 53 anos passou por três eventos que marcaram a história da instituição: o processo de estadualização, iniciado em 1986 e concluído em 08 de janeiro de 1987; o reconhecimento pelo Ministério da Educação, em 1993; e o recredenciamento, em 2018. A autonomia financeira será o quarto ato de importância histórica pós-criação da universidade.

De acordo com o projeto de lei, o orçamento anual da FUERN tomará por base a Receita Líquida de Impostos estabelecida pelo executivo estadual, por ocasião da elaboração de Lei Orçamentária Anual (LOA), sendo previstos 2,31% ou R$ 290 milhões para o exercício de 2022; 2,50% em 2023; 2,98% em 2024 e 3,08% no orçamento de 2025.

A partir daí, o percentual destinado para o exercício fiscal deverá ser renegociado entre a FUERN e o Governo do Estado, não podendo ser inferior ao utilizado no ano anterior.

Esta foi a segunda ação da governadora Fátima Bezerra, em menos de dois meses, de fortalecimento da Uern. Em 28 de setembro, durante Assembleia Geral universitária, a professora Fátima Bezerra sancionou a Lei Estadual 10.998/21 que torna soberana a vontade da comunidade acadêmica e extingue a lista tríplice para indicação de reitor.

Além dos já citados, estiveram presentes ao evento: o vice-reitor da Uern, professor Francisco Dantas; o professor Dr. Lauro Gurgel, representando toda a administração superior do reitorado; secretária adjunta do Gabinete Civil do Estado (GAC), Socorro Batista; assessora especial de governo, Samanda Alves; presidente da Fapern, Gilton Sampaio; diretor do DER, Manoel Marques; chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Seec), Ana Maria Costa; chefe de gabinete da Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (Seplan), Flaubert Torquato; coordenador de Articulação do Fórum de Terreiros de Mossoró, Francisco Wellington (“Pai Bolinha de Ogum”); coordenador geral do Fórum das Comunidades Tradicionais de Terreiros de Matriz Africana-Ameríndia de Mossoró, Lucas Sullivan; os assessores Yadson Magalhães, representando o mandato do senador Jean Paul Prates, e Caramuru Paiva, representando o mandato do deputado Francisco do PT.

Mensagem de Reconhecimento e Gratidão

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – Uern – orgulhosamente comemora neste dia 20 de Novembro de 2021 o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, data instituída oficialmente pela primeira vez em seu calendário acadêmico por meio da Resolução nº 064/2021-CONSEPE-UERN.

Em seu compromisso de ser uma universidade pública socialmente referenciada, a UERN adota, desde 2019, as cotas étnico-raciais em seus processos seletivos de vagas iniciais nos cursos de graduação – atendendo à Lei Estadual 10.480/2019 -, tendo regulamentado também as cotas étnico-raciais nos cursos de pós-graduação, trabalhando atualmente para instituir o mesmo procedimento em concursos públicos desta universidade.

Nessa trajetória agradecemos à Excelentíssima Governadora e Chanceler da UERN, professora Fátima Bezerra, por contribuir com a construção e fortalecimento de uma UERN socialmente referenciada, inclusiva, includente e afro referenciada.

Por toda a sua contribuição, cuidado e dedicação com essas lutas e ações, conferimos à Excelentíssima Governadora, MARIA DE FÁTIMA BEZERRA, esta mensagem de reconhecimento e gratidão por seu olhar humano e sensível à população do Rio Grande do Norte.

Sigamos confiantes e convictos de nossos propósitos.

Profª Drª Cicília Raquel Maia Leite

Reitora da UERN

Profª Drª Eliane Anselmo da Silva

Coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI/UERN)

Lucas Súllivam Marques Leite

Coordenador geral do Fórum das Comunidades Tradicionais das Religiões de Matriz Afro-Ameríndia de Mossoró/RN

Olímpio Duarte

Coordenador de Negros, Negras e Cotistas – Diretório Central dos Estudantes (DCE/UERN)

Alemães estarão ‘vacinados, curados ou mortos’ por Covid ao fim do inverno, diz ministro

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(FOLHAPRESS) – Em meio à explosão de novos casos de Covid-19 na Alemanha, cresceu no país a apreensão com a proximidade do inverno no hemisfério norte, quando as ocorrências de doenças respiratórias sobem tradicionalmente.

Em apelo para que a população se vacine contra a doença, o ministro da Saúde Jens Spahn afirmou nesta segunda (22) que “provavelmente no final do inverno, como às vezes se diz com cinismo, quase todos estarão vacinados, curados ou mortos.”

A fala fez referência à regra que restringe a presença em espaços públicos fechados a pessoas vacinadas, curadas ou com teste negativo -o ministro substituiu o último termo por “mortos”. Na Alemanha, 70,4% da população tomou a primeira dose da vacina, e 67,9% as duas doses, mas os números estão estagnados há semanas.

Com novos recordes diários de contaminação pela doença, a primeira-ministra Angela Merkel alertou para uma “situação dramática” e disse que o país precisará adotar medidas mais rígidas de restrição –em declarações que repercutiram mal nas bolsas europeias.

“Estamos em uma situação altamente dramática. O que está em vigor agora não é suficiente”, disse Merkel a líderes do partido alemão CDU (União Democrata-Cristã), do qual ela faz parte, em reunião nesta segunda, de acordo com dois participantes.

O aumento de restrições na vizinha Holanda provocou uma série de protestos com violência no último fim de semana, que foram rechaçados pelo primeiro-ministro, Mark Rutte, nesta segunda.

“Isso foi pura violência disfarçada de protesto”, disse o político. “Há muita inquietação na sociedade porque temos enfrentado os problemas da Covid-19 há muito tempo. Mas nunca aceitarei idiotas usando violência pura só porque são infelizes.”

Mais de 100 de pessoas foram presas no fim de semana após protestos em diferentes cidades, que se manifestavam contra a exigência de vacinação para frequentar estabelecimentos públicos. Grupos de jovens atearam fogo a objetos e lançaram pedras contra a polícia, que chegou a abrir fogo contra manifestantes em Rotterdam. Em Haia, os manifestantes atingiram uma ambulância que levava um paciente para o hospital.

A associação holandesa de profissionais de saúde, V&VN, alertou que o país está se encaminhando para o pior cenário, com falta de leitos de UTI. Nesta segunda, as autoridades contabilizaram 23 mil novas infecções em 24 horas, o segundo maior número desde o início da pandemia.

A polícia e os manifestantes entraram em confronto também nas ruas de Bruxelas no domingo, com policiais disparando canhões de água e gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que atiraram pedras e bombas de fumaça.

Em Viena, 40 mil pessoas foram às ruas contra as restrições impostas pela Áustria, que passaram a valer a partir desta segunda, com o fechamento de cafés, restaurantes, bares, teatros e lojas não essenciais por 10 dias e limitação dos motivos pelos quais a população pode sair de casa nesse período. Foi o primeiro lockdown entre os países na União Europeia desde que começou a campanha de vacinação.

O governo austríaco também anunciou que tornará obrigatória a vacinação a partir de 1º de fevereiro, em meio à desconfiança de parcela da população quanto aos imunizantes, visão encorajada pelo Partido da Liberdade, de extrema direita, o terceiro maior no parlamento.

“É como uma prisão de luxo. Definitivamente, a liberdade é limitada e, para mim, não é muito bom psicologicamente”, disse Sascha Iamkovyi, 43, empresário que trabalha no setor de alimentos, descrevendo seu retorno ao confinamento. “Foi prometido às pessoas que, caso se vacinassem, poderiam levar uma vida normal, mas agora isso não é verdade.”

Cerca de um terço dos austríacos não foram vacinados, uma das taxas mais altas da Europa Ocidental. O governo conservador da Áustria havia imposto um lockdown aos não vacinados na última semana, mas as infecções diárias continuaram aumentando ainda acima do pico anterior, e um lockdown total foi decretado para esta semana.

Violência no RN: uma sociedade incapaz de olhar para o próprio abismo

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Após habitar as páginas locais, o tema da violência já sumiu do RN sem deixar qualquer debate sério. A agenda vive de espasmos resultantes de comoções de momento em torno de tragédias, para logo em seguida desaparecer. Resumidamente, esta é a história da escalada da insegurança nas últimas décadas nas terras de poti.

O espantalho dos Direitos Humanos, política que nunca existiu no Rio Grande do Norte – saia do discurso fácil, caro leitor, e se discorda me mostre políticas concretas de longo alcance a respeito de uma grande ação de estado de DH por aqui -, é trazido para esconder que o modelo do mata-esfola é a regra e gerou o nosso mundo. Com isso, quem vive de ganhar dinheiro e negociar poder em torno da demonstração da violência na tv, em rádios e blogs permanece ileso, mesmo com seu falatório diário, sinônimo de lenha na fogueira, prenhe de sugestões para que a justiça com as próprias mãos seja feita.

A narrativa do estado de direito como estorvo é renovada como se fosse uma grande genialidade. Ora, ela é o nosso cotidiano, é a nossa história. Defender “o cancelamento de CPFs” como vara mágica é fechar os olhos para o fato de que foi isto o desenvolvido nas últimas décadas, com o devido agravamento do problema e vitimização de pobres, negros e jovens, conforme nos lembra com recorrência o mapa da violência.

Os operadores da segurança pública do estado são recrutados nos mesmos grupos de sempre (nos quartéis da polícia e do exército), a partir de ideologia semelhante e com o resultado não muito distinto. É assim que um modo de (não) enfrentar o tema também permanece. Eles se revezam entre os comandos da polícia, das secretarias de segurança e dos poderes legislativos. Quando no poder aplicam a fórmula do fracasso. Na oposição, se legitimam com o histrionismo de moeda semelhante.

O que nunca foi implementado é pintado como grande empecilho e o fracasso da violência como resposta, uma velharia institucional da consciência coletiva local, é escamoteado e estabelecido como o meio nunca antes tentado. Convivemos pacificamente com histórias de grupos de extermínio – até idealizamos no imaginário o “mão branca” -, abordagens em que se bate primeiro e pergunta-se depois. Na última ação listada, você ouvirá (ou falará): “se levou uma mãozada da polícia, boa coisa não estava fazendo”.

O clamor para que execuções não sejam investigadas sustentam a inércia. Crimes contra minorias despidas de direitos geram o desfecho trágico. Por serem uma denúncia objetiva contra o status quo, qualquer um que chame atenção para o cenário é logo enquadrado como aproveitador ideológico. A máxima cole no seu opositor aquilo que você faz é a linha.

Na predação capilarizada, quem goza de maior poder de influência captura o braço armado do estado para a sua proteção e/ou paga por segurança privada, ilhando-se em condomínios cada vez mais caros pilares de uma cidade segregada, sem a garantia de que, até tais cidadãos, também não venham a ser alcançados por práticas criminosas. A maioria vive, no entanto, na selva e acaba sendo vítima da solução que, não raro, apoia.

Não cabe falar especificamente de governo A, B ou C. Apesar de pouco publicizados pela imprensa, os números acerca do desempenho de cada um estão em bancos de dados públicos bem catalogados. O que vale enfatizar é que trata-se de uma operação social e política em que não são investigadas as estatísticas, projetos, quais são os perfis das vítimas e da criminalidade, os porquês da violência, recursos empregados, quem pode e deve ser responsabilizado, o que deu certo e o que não deu no decorrer do desenrolar do pequeno elefante alojado no mapa brasileiro. Enfim, é a roda que gira a caminhada de uma sociedade autoritária, desigual, cansada dos inegáveis desdobramentos que levam vidas e ceifam futuros, mas incapaz de olhar para o seu próprio abismo.

Sobre a banalização do escândalo no governo Bolsonaro

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Apenas esta semana a esfera pública nacional foi bombardeada por notícias como:

  1. Governo interferiu na produção das questões do ENEM, o que indica que as provas passaram por escrutínio político e controle ideológico e ocorreu vazamento;
  2. O guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, após furar a fila do SUS para vir dos EUA se tratar na saúde pública que chama de comunista, por não ter dinheiro para pagar a saúde privada do país em que mora, fugiu do Brasil para não ter que atender a intimação da polícia federal e prestar depoimento no inquérito das milícias digitais. Há a possibilidade dele ter recebido ajuda do governo;
  3. O ex-lider do governo, o deputado federal delegado Waldir (PSL), alega que foram pagos 10 milhões em emendas secretas pelo governo, para garantir a vitória de Arthur Lira à presidência da câmara;
  4. Sara Winter, ex-lider digital radical da militância bolsonarista, deu entrevista em que diz que recebeu ajuda de deputados bolsonaristas e do General Heleno, um dos principais nomes do governo, para promover ataques contra o Supremo Tribunal Federal;
  5. Em quase todos acontecimentos acima, há a participação política da Polícia Federal, que foi apontada como aparelhada numa gigantesca investigação veiculada, ainda no início da semana, pela Revista Piauí.

Trata-se de uma banalização do escândalo. Qualquer dos fatos narrados acima, geraria uma crise governamental numa administração normal. Ocorre que, com Jair Bolsonaro, o que temos é tamanha gestão fora da rota que o absurdo passa o normal do dia a dia. As pessoas são anestesiadas pela rotinização do despautério – em atos, acontecimentos e discursos -, com a consequente paralisia das instituições.

Lula x Olavo de Carvalho

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DIFERENÇA PRA HISTÓRIA

Para condenar Lula, furaram a fila dos processos, mudaram delações e burlaram a vara pra jogá lo pra juiz político. Lula enfrentou e reverteu.

Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo, após furar a fila do SUS pra ser tratado na saúde pública que chama de comunista, já que nos EUA aonde mora não teria dinheiro para pagar, fugiu pra os EUA para não enfrentar uma reles intimação da polícia federal e prestar um depoimento a respeito do inquérito das fake news.

Troca de secretário de comunicação é início da reforma administrativa do governo Fátima

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Troca na secretaria de comunicação do RN. Sai Guia Dantas e entra Daniel Cabral. Guia já vinha pedindo para sair há algum tempo. O martelo foi batido hoje.

A mudança virá acompanhada por novas alterações. A gestão Fátima Bezerra prepara uma reforma administrativa com o objetivo de alinhar sua base de apoio rumo a 2022.

Atualização às 23:43: Guia Dantas passa a ocupar a assessoria especial do gabinete civil.

A indústria das fake news vem sendo desmontada pela imposição dos fatos no RN

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Quem acompanha o debate pela imprensa e por dados oficiais, fugindo de memes e vídeos de whatsapp como fonte de informação, notou revelação importante durante a última semana. Não era exatamente novidade, mas os esclarecimentos reforçaram por ângulos distintos quem se encontra com a verdade.

Desde a pandemia que surgiu uma narrativa falsa sobre o super envio de recursos para o RN. Conforme o discurso, nunca o estado tinha recebido tanto dinheiro. Daí o pagamento de folhas atrasadas. Já era sabido que as afirmações careciam de fundamento. Após o presidente Jair Bolsonaro resistir, o congresso aprovou o envio de recursos para a reposição de perdas de arrecadação por estados e municípios causadas pelo alastramento da covid-19. Ou seja, governos e prefeituras receberam o mesmo montante de arrecadação do que gestões anteriores e não verba sobrando. Para a covid, dinheiro também foi enviado. Porém, como se sabe, a soma, além de ser exclusiva para a pandemia, não foi suficiente para o quesito e precisou de complemento local e estadual. A apresentação dos fatos demonstra que há mérito, por exemplo, na quitação de folhas em atraso pela administração estadual e é justamente isto que a indústria das fake news trabalha para escamotear.

Ainda assim, tudo ficou no terreno do “cada bolha tem a sua versão”. Eis que a realidade acabou por ser escancarada por quem menos se esperava. O ex-governador Fabio Dantas fez uma comparação esdrúxula entre a arrecadação dos primeiros três anos de Robinson Faria e de Fátima Bezerra. Segundo ele, Fátima teve acesso a uma arrecadação maior. Ora, Dantas escondeu a atualização monetária dos valores recebidos por cada uma das administrações citadas. Bastou corrigir os dados conforme a inflação de cada período para demonstrar que, na verdade, Fátima Bezerra teve acesso a menos recursos do que a gestão anterior. A patacoada foi tamanha que Fábio Dantas teve de ler piadas sobre se ele não seria, na prática, um petista infiltrado na oposição.

A indústria das fake news é hoje a principal ferramenta operacionalizadora de um discurso de oposição no Rio Grande do Norte. Isto porque, se sairmos da análise radical e de versões carentes de base factual, será possível comparar quem fez o que hoje e no verão passado. A realidade é a principal adversária das chances de viabilização da oposição em 2022.

Com maior desmatamento em 2021 em 15 anos, Governo Bolsonaro segurou divulgação de dados de Inpe antes da COP26

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(FOLHAPRESS) – O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) concluiu os dados de desmatamento da Amazônia em 27 de outubro e inseriu o relatório no sistema eletrônico de informações do governo federal no mesmo dia, segundo fontes do instituto ouvidas pela reportagem.

O documento só foi divulgado nesta quinta-feira (18). O relatório com os dados do Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite) mostra uma devastação de 13.235 km2 entre agosto de 2020 e julho de 2021, índice mais elevado desde 2006. O número representa um aumento de 22% em relação ao período anterior.

O Inpe deixou registrado no arquivo em PDF a data da conclusão do relatório: 27 de outubro de 2021. No mesmo dia, o documento foi inserido no sistema eletrônico, o que permitiria consulta aos dados consolidados.

Quatro dias depois, teve início a COP26, em Glasgow, no Reino Unido. Na Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, o governo Jair Bolsonaro escondeu o recorde de desmatamento da Amazônia em 15 anos.

Durante a COP26, a delegação brasileira foi criticada por ativistas climáticos por não divulgar o Prodes, considerado mais preciso que outro sistema do Inpe, o Deter. Com base em números de agosto de um ano a julho do ano seguinte, o Prodes costuma estar disponível no começo de novembro.

Os atuais dados do Prodes foram divulgados no site do Inpe sem qualquer ação de divulgação.

Na noite desta quinta, os ministros Joaquim Álvaro Pereira Leite (Meio Ambiente) e Anderson Torres (Justiça) participaram de uma coletiva para comentar os dados. Leite afirmou que os números são inaceitáveis e prometeu uma atuação “contundente” no combate a crimes ambientais.

Ele foi questionado em duas ocasiões sobre a data da elaboração dos dados pelo Inpe –27 de outubro–, mas alegou só ter tido acesso à informação nesta quinta.

“Talvez tenha sido por cautela que o Inpe tenha atrasado a divulgação desses dados, para alguma revisão, mas eu não tenho essa informação do Inpe. O que eu tenho informação é que foi divulgado hoje e nós estamos aqui deixando claro que esse número é inaceitável e nós vamos combater contundentemente o crime ambiental na Amazonia”, disse.

“Eu tive contato com o dado hoje, exatamente como vocês devem ter tido acesso”.

A explosão do desmatamento da Amazônia medida pelo Prodes contradiz afirmação feita pelo vice-presidente Hamilton Mourão. Na última reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal, em 24 de agosto, Mourão chegou a antecipar o que seria a evolução do dado consolidado do Prodes: uma queda de 5% do desmatamento em comparação ao ciclo anterior.

Esta não é a primeira vez que Mourão falseia a realidade em relação à atuação do governo na Amazônia.

Bolsonaro desautorizou uma intervenção militar na Amazônia que Mourão anunciou e tratou como existente durante 45 dias, conforme publicou o jornal Folha de S.Paulo no último dia 4.

O vice anunciou e tratou como existente uma segunda fase da Operação Samaúma, executada pelas Forças Armadas com base num decreto de GLO (garantia da lei e da ordem). Bolsonaro não editou um decreto para prorrogá-la, como a Folha de S.Paulo constatou.

Para prorrogar a Operação Verde Brasil 2, por exemplo, que antecedeu a Samaúma e durou quase um ano, o presidente assinou novo decreto estabelecendo a extensão do prazo.

A militarização do combate a ilícitos ambientais durou 16 dos 34 meses do governo Bolsonaro, custou R$ 550 milhões aos cofres públicos e não derrubou os índices de desmatamento da Amazônia, também conforme a Folha de S.Paulo mostrou em reportagem publicada no dia 24 de outubro.

Ao todo, foram três GLOs, cujos decretos presidenciais deram amparo legal a três operações de intervenção militar: Verde Brasil, Verde Brasil 2 e Samaúma.

Perguntado sobre a militarização do combate a crimes ambientais, o ministro da Justiça disse não acreditar ter havido um “erro estratégico” no envio de militares para atuação no bioma.

“Eu não vejo erro estratégico do governo. Com a nossa chegada a gente trouxe, conversamos em nível de governo com Casa Civil, essa responsabilidade para a Justiça e para o Ministério do Meio Ambiente, para que juntos a gente atue da maneira que a gente entende que é mais eficaz”, disse.

“É uma estratégia policial de atuação de combate ao crime. Não tem segredo, a gente vai atuar com um volume de policiais fazendo uma atividade repressiva e preventiva, com inteligência fazendo operações policiais para desmantelar o crime realmente como ele tem que ser desmantelado”.

Cadê o “Escola sem partido”? Bolsonaro pediu que Enem trocasse Golpe de 1964 por revolução em questões, dizem servidores

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Ao que tudo indica, o movimento escola sem partido queria uma escola com partido, o deles.

Da Revista Isto É – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu para o ministro da Educação, Milton Ribeiro, que chamasse de “revolução” o Golpe Militar de 1964 na prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que começa a ser aplicada em todo o país no sábado (21). As informações são da Folha.O presidente Jair Bolsonaro, cujo governo é acusado de interferir no ENEM, prova que é porta de entrada para a universidade - AFP/Arquivos© Fornecido por IstoÉ O presidente Jair Bolsonaro, cujo governo é acusado de interferir no ENEM, prova que é porta de entrada para a universidade – AFP/Arquivos

De acordo com a reportagem, o pedido foi feito no primeiro semestre, segundo relatos de integrantes do governo. O ministro chegou a comentar com equipes do MEC (Ministério da Educação) e do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), mas o pedido não foi levado adiante, pois as questões passam por um longo processo de elaboração.

Nesta semana, Bolsonaro afirmou que o Enem “começa a ter a cara do governo”. A declaração foi dada logo após um pedido de demissão em massa de diversos servidores do Inep, que alegam pressão psicológica e vigilância na formulação da prova.

Bolsonaro é crítico do Enem, por considerar que a prova traz uma suposta abordagem de esquerda, e elogioso da ditadura militar e de torturadores do período.

Ainda de acordo com a Folha, de acordo com servidores ouvidos pela reportagem, nem o presidente do Inep, Danilo Dupas Ribeiro, nem o ministro da Educação teriam tido acesso à prova durante sua elaboração ou à sua versão final. Os dois também não teriam determinado a exclusão de itens específicos.