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Contrariando Queiroga, Anvisa mantém autorização de vacina da Pfizer para adolescentes

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Do UOL – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou hoje um comunicado dizendo que investiga o caso da morte de uma adolescente de 16 anos após aplicação da vacina da Pfizer. A Anvisa, no entanto, diz que até o momento “não existem evidências que subsidiem ou demandem alterações nas condições aprovadas para a vacina”.

“A Anvisa já iniciou avaliação e a comunicação com outras autoridades públicas e adotará todas as ações necessárias para a rápida conclusão da investigação. Entretanto, com os dados disponíveis até o momento, não existem evidências que subsidiem ou demandem alterações nas condições aprovadas para a vacina”, publicou a Anvisa. “Com os dados disponíveis até o não existem evidências que subsidiem ou demandem alterações da bula aprovada, destacadamente, quanto à indicação de uso da vacina da Pfizer na população entre 12 e 17 anos.

A agência reforçou que o uso do imunizante em adolescentes com 12 anos ou mais está autorizado em outros países, como Austrália, Canadá e Estados Unidos.

Horas antes, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a aplicação da vacina contra covid-19 em adolescentes foi feita de maneira “intempestiva” e criticou estados por não seguirem as orientações federais.

“Estados e municípios iniciaram essa vacina antes, até no mês de agosto, vacina que era para começar ontem”, disse ele durante entrevista coletiva. “Como conseguimos coordenar a campanha dessa forma?”.

Ontem à noite, o Ministério da Saúde suspendeu a vacinação para adolescentes sem comorbidades. Alguns estados já estavam aplicando o imunizante nessa população, enquanto outros previam começar hoje.

A nova orientação prevê que a vacina só seja aplicada em pessoas entre 12 e 17 anos que tenham “deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade”. A decisão estaria embasada nas orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) de não recomendar a imunização desse grupo, pelo número baixo de casos graves e pelos poucos estudos sobre a vacinação nessa faixa etária.

Supostas reações adversas

Segundo o ministro, a vacinação foi interrompida para investigação de eventos adversos, e que não será retomada até que haja evidências científicas “sólidas”. O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que foram registrados cerca de 1.500 episódios dentre esses 3,5 milhões de adolescentes vacinados. Desses, a maioria é leve, mas Medeiros citou a morte de uma adolescente paulista como motivo de monitoramento.

O que diz a Pfizer?

Em comunicado divulgado após a fala de Queiroga, a Pfizer reforçou que não há relação causal entre a morte da adolescente e o imunizante e ressaltou que a definição da utilização e disponibilização da vacina no Brasil “é feita com base em critérios de recomendação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).”

Reprovação de Bolsonaro chega a 53%, diz pesquisa; avaliação positiva é de 22%

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Do Estadão – A reprovação ao presidente Jair Bolsonaro oscilou de 51% a 53% entre julho e setembro, segundo pesquisa Datafolha publicada nesta quinta-feira, 16. Embora esteja dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais, o número, em tendência de alta desde dezembro do ano passado, de acordo com o instituto, representa o maior porcentual absoluto de avaliação negativa do presidente desde o início do mandato.

No mesmo intervalo, a avaliação positiva de Bolsonaro oscilou de 24% a 22% em termos absolutos, também o pior índice desde a posse. Já a avaliação regular se manteve em 24%.

O Datafolha ouviu de forma presencial 3.667 pessoas com mais de 16 anos, em 190 municípios do País, entre os dias 13 e 15 de setembro – ou seja, após a “declaração à nação” publicada pelo chefe do Planalto para tentar amenizar a crise entre os poderes, ampliada após as ameaças feitas por Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) nos atos de 7 de Setembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Entre as pessoas com mais de 60 anos, a reprovação virou maioria absoluta – 51% deles agora reprovam a gestão Bolsonaro (aumento de 45% a 51%). Nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde o presidente conquistou importantes vitórias na eleição presidencial de 2018, a rejeição subiu de 41% para 48%, mas ainda está abaixo da média nacional.

Para os evangélicos, houve outro resultado ruim ao presidente. Nesta pesquisa, a rejeição de 41% supera a aprovação de 29%, diferente do empate técnico (34% a 37%, respectivamente) da consulta anterior.

Por outro lado, a reprovação dos mais ricos caiu de 58% para 46% em comparação com julho. Os empresários ainda são os mais fiéis bolsonaristas, com 47% de aprovação.

Alinhado com a Anvisa, Governo do RN orienta pela manutenção da vacinação de adolescentes; mais próxima do bolsonarismo, Prefeitura do Natal cancela imunização do público entre 12 e 17 anos

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Volta aquela disputa sobre enfrentamento da Pandemia no RN com o governo mais alinhado aos ditames estabelecidos pelas autoridades sanitárias, enquanto que a prefeitura do Natal caminha colada no bolsonarismo sanitário.

De um lado, o Governo do RN orientou, conforme a Anvisa, Conass e PNI, a manter a vacinação dos adolescentes.

Prefeitura do Natal, no entanto, acatou a nota do MS e cancelou por enquanto a vacinação, gerando transtornos e dúvidas nas filas da cidade.

A separação já havia acontecido durante os pontos altos da pandemia, com a Prefeitura do Natal a favor da distribuição em massa de Ivermectina, remédio ineficaz contra Covid, e com uma concepção mais flexível sobre o isolamento social.

Veja a matéria abaixo.

RN orienta municípios a vacinarem adolescentes sem comorbidades e Natal mantém público suspenso

Do Saiba Mais

Por Isabela Santos

Após o Ministério da Saúde recomendar que a vacinação contra a covid-19 de adolescentes sem comorbidades seja suspensa, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) do Rio Grande do Norte publicou nota no começo da tarde desta quinta-feira (16) anunciando que vai manter a deliberação tomada anteriormente em conjunto com os municípios. A orientação continua sendo imunizar aqueles de 12 a 17 anos de idade, com ou sem comorbidades.

Diante da discordância, Natal, que já suspendeu pela manhã a vacinação nesse público, decidiu seguir a orientação do governo federal.

A Sesap esclarece ainda que vai aguardar um posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), requisitado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), a respeito de eventuais mudanças com relação à aplicação dos imunizantes nos menores de idade, como sinalizou o Ministério da Saúde.

“A Sesap mantém seu apoio ao processo de vacinação, a confiança na segurança dos imunizantes disponíveis e nas experiências científicas que garantem a eficácia para esse público. É público e notório que o avanço da vacinação vem trazendo resultados substanciais no RN, salvando diversas vidas e evitando internações na rede de saúde.”, diz comunicado.

O próprio Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que participa das decisões sobre os rumos do Plano Nacional de Imunizações, divulgou nota na quarta-feira (15) afirmando que a “vacinação de todos os adolescentes é segura e será necessária”.

Em entrevista coletiva, o ministro Marcelo Queiroga reclamou da velocidade da vacinação: “Estados e municípios iniciaram antes, até no mês de agosto. A vacina que era pra começar ontem nos adolescentes, sabe quantos adolescentes vacinados já tem? Quase 3 milhões e 500 mil. Como é que nós conseguimos coordenar uma campanha nacional de imunização dessa forma?”.

Segundo ele, os vacinadores aplicaram outros tipos de imunizantes disponíveis, enquanto apenas a Pfizer está autorizada pela Anvisa para esse público. Para Queiroga, deve continuar apenas a vacinação dos jovens com deficiência permanente, com comorbidades e os que estão cumprindo medida socioeducativa de privação de liberdade.

De acordo com a plataforma RN + Vacina, 8.149 adolescentes já se vacinaram no Rio Grande do Norte.

Com a ameaça de impeachment, Bolsonaro abandona temporariamente os ataques contra o STF e direciona sua guerra cultural contra a vacinação

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O ministério da saúde nos lembrou hoje, mais uma vez, qual a concepção sobre vacinas do governo federal. Os membros do MS criaram uma bagunça nacional com uma nota, que passou por cima de estudos científicos, da autorização da Anvisa para aplicação da vacina da pfizer entre adolescentes etc.

Com um pedido de impeachment fungando no cangote de Jair Bolsonaro, ele recuou de seus ataques contra as instituições. Porém, é a guerra cultural que sustenta a relação com sua base. Sem o cavalo de batalha contra o Supremo Tribunal Federal, a construção de inimigos imaginários retorna para a pandemia.

Coincidentemente, influencers bolsonaristas passaram a semana espalhando notícias falsas sobre vacinação de adolescentes. E, hoje, o ministro da saúde Marcelo Queiroga foi porta voz do negacionismo governamental. O Pazuello com grife médica lançou dúvidas sobre a vacinação entre adolescentes e embalou teorias conspiratórias. Diversos especialistas criticaram, tanto a paralisação, como o discurso do ministro.

A guerra cultural bolsonarista também retorna com a oposição entre governo federal e estados. Alguns já vieram a público criticar o conduta da União, que não tem base científica e colide com o que diz o plano nacional de imunização e parecer técnico da Agência Nacional Vigilância Sanitária – Anvisa.

Em tempo. A Anvisa acaba de emitir nota mantendo a vacinação de adolescentes com pfizer. Segundo a autoridade sanitária do país, não há nada que contrarie tal recomendação já aprovada pela agência e também seguida por EUA, França, Chile, Inglaterra, entre outros.

Ministério da Saúde orienta suspensão de vacinação de adolescentes sem comorbidades e causa dúvida e confusão no país

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Do Estadão – O Ministério da Saúde tirou adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades da lista de grupos cuja vacinação contra a covid-19 é recomendada. Por meio de nota informativa divulgada na noite desta quarta-feira, 15, a pasta pede que sejam vacinados só os adolescentes com comorbidades ou privados de liberdade. O uso da vacina da Pfizer nesta faixa etária foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Parte das cidades, como Salvador e Natal, já mandou parar a imunização nessa faixa etária. Já a capital paulista, por exemplo, informou que não vai suspender. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, em entrevista coletiva, que os adolescentes sem comorbidades que tomaram a 1.ª dose, por ora, não voltem para a 2.ª aplicação. Já aqueles com comorbidade devem concluir o esquema vacinal.A pasta pede que sejam vacinados apenas os adolescentes com comorbidades ou privados de liberdade © Dida Sampaio/Estadão A pasta pede que sejam vacinados apenas os adolescentes com comorbidades ou privados de liberdade

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, informou que 1.578 efeitos adversos foram registrados em adolescentes vacinados contra a covid-19. Destes, 1.378 foram erros de imunização – nestes casos, as pessoas receberam uma vacina ainda não recomendada para a sua faixa etária: AstraZeneca, CoronaVac e Janssen.

Medeiros citou ainda um efeito adverso grave, em investigação, registrado pelo Estado de São Paulo. Um adolescente de 16 anos teria morrido depois de ser vacinado. A ligação entre o óbito e o imunizante não está comprovada. “Não sabemos se o paciente tinha outras comorbidades ou não, por isso está em investigação”, disse.

O ministério elenca outros pontos para justificar a decisão. O primeiro item diz que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda a imunização de crianças e adolescentes com ou sem comorbidades. Na verdade, não há orientação contrária da entidade internacional para a vacinação dessa faixa etária. A recomendação da OMS é para que os menores de idade só sejam imunizados depois que todas as pessoas dos grupos de maior risco estejam vacinadas. No Brasil, a vacina já foi ofertada a pessoas mais vulneráveis à covid, como idosos, profissionais de saúde e pessoas com doenças crônicas, como transplantados, pacientes de câncer, diabéticos, entre outros.

O documento do ministério, assinado por Rosana Leite de Melo, secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, afirma que a maioria dos adolescentes sem comorbidades são assintomáticos ou apresentam poucos sintomas. No entanto, especialistas dizem que vacinar os mais jovens é uma estratégia importante para frear a transmissão do vírus.

Outro trecho da nota do ministério diz que “os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos”. A vacina da Pfizer, único imunizante autorizado no Brasil para uso em adolescentes, já foi amplamente testada nessa faixa etária. Outros países como Estados Unidos, Chile, Canadá, França e Israel também usam a Pfizer em adolescentes.

Rosana Leite de Melo assumiu a pasta de Enfrentamento à Covid-19 após a saída de Luana Araújo, que ficou poucos dias no cargo. Ela era defensora da vacinação em massa, crítica do uso da cloroquina (remédio sem eficácia contra o coronavírus) e chegou a falar em pressão política do governo Jair Bolsonaro. Nesta quarta-feira, 15, o ministro Marcelo Queiroga afirmou que há “excesso de vacinas” no Brasil, após uma série de Estados enfrentarem crise de abastecimento do imunizante da AstraZeneca.

Em coletiva de imprensa na tarde desta quinta, Queiroga criticou os Estados que vacinaram adolescentes antes da autorização oficial do ministério. “Essa vacina só deveria ter sido aplicada após o dia 15 de setembro”, disse. A recomendação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 era para vacinar primeiramente os adolescentes com comorbidades e os privados de liberdade.

“A vacinação (dos adolescentes) deveria ter começado ontem (quarta-feira). Sabe quantos (vacinados) já tem? Quase 3,5 milhões”, disse. Dados apresentados na coletiva mostram que 3.538.528 pessoas de 12 a 17 anos já foram imunizadas contra a covid-19. O número tende a ser ainda maior porque há uma demora entre a aplicação da vacina e o registro no sistema.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que está em investigação um efeito adverso grave, registrado pelo Estado de São Paulo. Um adolescente de 16 anos teria morrido depois de ser vacinado. A ligação entre o óbito e o imunizante não está comprovada. “Não sabemos se o paciente tinha outras comorbidades ou não, por isso está em investigação”, afirmou.

Estados criticam decisão

Nésio Fernandes, secretário de Saúde do Espírito Santo e vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) na região Sudeste, disse, no Twitter, que a nota é “vaga” porque não suspende nem contra-indica a vacinação de adolescentes. Ele falou também que a competência para autorizar ou não o uso de imunobiológicos é da Anvisa.

De acordo com Fernandes, o Conass e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) enviaram uma nota conjunta ao presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, pedindo um posicionamento ao órgão. Ele afirmou que o Conass não pediu a suspensão da vacinação de adolescentes ao ministério, mas a priorização da dose de reforço aos idosos.

Em nota, o governo de São Paulo disse lamentar a decisão do Ministério da Saúde, “que vai na contramão de autoridades sanitárias de outros países”. “A vacinação nessa faixa etária já é realizada nos EUA, Chile, Canadá, Israel, França, Itália, dentre outras nações. A medida cria insegurança e causa apreensão em milhões de adolescentes e famílias que esperam ver os seus filhos imunizados, além de professores que convivem com eles”, declarou a gestão do governador João Doria (PSDB).

O Estado disse ainda que “coibir a vacinação integral dos jovens de 12 a 17 anos é menosprezar o impacto da pandemia na vida deste público”. “Três a cada dez adolescentes que morreram com covid-19 não tinham comorbidades em São Paulo. Este grupo responde ainda por 6,5% dos casos e, assim como os adultos, está em fase de retomada do cotidiano, com retorno às aulas e atividades socioculturais.”

Em São Paulo, a vacinação de adolescentes começou no dia 18 de agosto. De lá para cá, foram imunizadas 2,4 milhões de pessoas, 72% do público, informou o Estado. “Infelizmente, e mais uma vez, as diretrizes do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde chegaram com atraso e descompassadas com a realidade dos estados, que em sua maioria já estão com a vacinação em curso.”

Brasil mais uma vez vira chacota mundial

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A Organização das Nações Unidas poderá pedir passaporte de vacinação para os presentes em sua próxima reunião. Como o presidente Jair Bolsonaro ainda não se vacinou e colocou sob sigilo sua caderneta de vacinação por 100 anos, caso a obrigatoriedade seja aprovada, ficará de fora. O assunto virou chacota internacional.

O debate sobre segurança pública no RN precisa sair do rame-rame de sempre

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Cabe a oposição bater no poder. Nas democracias liberais funciona assim, através também de tal controle político. Inicialmente, a oposição ao governo Fátima apostou no atraso das folhas e não aconteceu. E, com o pagamento de três folhas em aberto da gestão anterior, o tema da violência retorna.

Trata-se de pauta antiga do RN. Porém, o debate tem assentamento precário. Primeiro, apesar de contarmos com grandes especialistas na UFRN e fora dela, eles não existem na esfera pública potiguar – são sumidos. Como este blogueiro não é especialista no assunto, portanto, fica curioso para saber sobre uma real comparação e análise evolutiva – com fundamentos – a respeito do tema.

É óbvio que a violência não será zerada. Para que o debate seja sério, nos últimos anos, deveríamos saber se tivemos uma melhora ou piora nas estatísticas. Os investimentos aumentaram ou diminuíram? Quais os gargalos?

Porém, nada disto é devidamente confrontado e caímos no rame-rame de sempre. A oposição e a imprensa antipetista começam a citar casos de violência, dando publicidade a eles como sinônimo de incremento da criminalidade. Com o discurso alarmante e não resolutivo de sempre – a gente não tem paz, é preciso endurecer, a culpa é dos direitos humanos, etc -, eles servem sobretudo para circular nas redes sociais. Aí o governo reage, enviando releases sobre operações policiais e mostrando que a polícia está trabalhando como maneira de fazer frente na guerra de opinião. E uma visão de conjunto sobre o assunto nem sequer chega a ser tangenciada.

Como o debate é imprescindível para o despertar da sociedade sobre o problema e a posterior geração de políticas públicas, a questão da violência vai ficando, na prática, como uma agenda que todo mundo fala, mas que não é refletida de fato.

Governo revisa inflação no ano de 6,2% para 8,4%, e conta deve estrangular Orçamento de 2022

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(FOLHAPRESS) – O Ministério da Economia revisou nesta quinta-feira (16) a projeção oficial para o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) no encerramento de 2021 de 6,2% para 8,4%. A piora no indicador pressiona o teto de gastos, que limita as despesas do governo, e deve provocar um estrangulamento nas contas de 2022.

O relatório da pasta mantém a estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano em uma alta de 5,3%.Publicidadex

Para formular o projeto de Orçamento do próximo ano, enviado ao Congresso no fim de agosto, o governo estimou que INPC seria de 6,2% em 2021. A projeção era considerada defasada por integrantes do Ministério da Economia e também pelo mercado, que já esperava um resultado mais elevado, superior a 8%.

Para cada 0,1 ponto percentual adicional de INPC, o governo estima que seus gastos seriam ampliados em R$ 790 milhões no ano. Isso porque despesas públicas, como aposentadorias e pensões, são corrigidas pela inflação.

Portanto, a atualização das projeções deve representar um gasto adicional de R$ 17,4 bilhões em 2022.

O problema é que Orçamento do ano que vem foi elaborado ocupando todo o espaço do teto de gastos. Por isso, aumentos na projeção de gastos precisam ser compensados com cortes em outras áreas.

O presidente Jair Bolsonaro quer um novo programa social, chamado de Auxílio Brasil, com verba de aproximadamente R$ 18 bilhões acima do que o Bolsa Família tem atualmente. O programa ampliado não foi previsto no Orçamento por falta de espaço.

O aperto nas contas foi impulsionado pela explosão da conta de precatórios –dívidas do governo reconhecidas pela Justiça e sem possibilidade de recurso. Esse gasto saltou de R$ 54 bilhões neste ano para R$ 89 bilhões em 2022.

Para solucionar o problema e encontrar espaço para o novo Bolsa Família, o governo espera que o Congresso autorize o parcelamento de uma parte de seus débitos judiciais. Com a medida, o Executivo pretende reduzir em R$ 33,5 bilhões a previsão de gastos em 2022.

Estimativas de pesquisadores apontam, porém, que o governo pode ter dificuldade em encontrar recursos para o programa social mesmo que consiga cortar gastos com precatórios.

O Ibre FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) calcula que o INPC encerrará o ano em 9,1%. Nesse cenário, o projeto de Orçamento precisa ser ajustado, prevendo um aumento nos gastos do governo de quase R$ 23 bilhões.

Ou seja, da folga no Orçamento após o adiamento de precatórios, sobrariam R$ 10,5 bilhões –menos do que o plano do governo para o novo programa social.

Além dos gastos na área social, Bolsonaro espera usar o espaço nas contas para outras medidas populares em ano eleitoral, como reajuste para servidores e obras públicas.

Portanto, a aceleração da inflação compromete a expectativa do governo para conseguir um alívio no Orçamento cujo objetivo é conseguir dinheiro para gastos com viés eleitoral.

E ficamos assim

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O cenário político gerado pela condição de pós-verdade é impressionante. Um órgão do próprio governo – a CGU – atesta superfaturamento nos contratos das emendas secretas, mas os membros da base da própria agem como se o problema fosse mera invenção da mídia e, portanto, não existisse. E ficamos assim.

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