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Lula quer iniciar pelo gás de cozinha mudança de política da Petrobras para o botijão voltar a custar 70 reais; alteração é elaborada por Jean Paul Prates

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(FOLHAPRESS) – Mirando a baixa renda, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já traça planos para derrubar o preço do botijão de gás ao patamar de R$ 70 nos seis primeiros meses de 2023 caso vença as eleições.

A ideia é manter os recursos dados à população por meio do Auxílio Gás (pago diretamente para os menos assistidos cobertos pelo Auxílio Brasil) e, por outro lado, usar até recursos do Tesouro Nacional para subsidiar uma redução de preços por parte da Petrobras.

Segundo o senador Jean Paul Prates (PT-RN), que trabalha na elaboração do plano de governo na área de petróleo e gás, esse será o primeiro passo da equipe do petista para modificar completamente a política de preços do petróleo e seus derivados, o chamado PPI (Preço de Paridade Internacional).

“Tem que ser um modelo híbrido, que misture o preço de referência internacional e também a estrutura de custos locais”, disse à reportagem. “Não podemos ficar reféns do PPI.”

Uma ideia é, por exemplo, fazer uma média ponderada entre o preço do produto importado e o que é produzido no Brasil. Essa fórmula passaria a reger todos os derivados do petróleo. Para implementá-la, ainda segundo o senador, não será preciso modificar nenhuma regra interna da Petrobras.

Com a nova diretriz, seria possível criar uma rotina de “correção” de preços –para cima ou para baixo–, uma vez por mês, por exemplo.

Na avaliação de Prates, esse plano não significaria uma intervenção na companhia como fez Bolsonaro.

“Não haverá nada forçado”, disse. “Se o plano levado pelo governo for aprovado e isso não gerar danos à empresa, vamos tentar fazer.”

O senador explicou que a lei do PPI prevê um acerto de contas entre a União e a Petrobras sempre que os arranjos do governo causarem danos ao caixa da empresa.

“Mas isso não significa que um reajuste não possa ser menor caso a companhia decida, por avaliação própria.”

Prates considera que o governo, como acionista majoritário da Petrobras, deve ter poder de aprovar projetos de cunho social sempre que achar necessário.

De acordo com Deyvid Bacelar, presidente da FUP (Frente Única dos Petroleiros), o gás de cozinha representa menos de 5% do lucro da Petrobras, outra razão que torna mais fácil iniciar a transição na política de preços pelo produto.

“Até ajustar a demanda, você poderia usar uma média ponderada entre o que é importado e produzido no país”, diz Bacelar, que apresentou ideias à campanha de Lula.

No caso do gás de cozinha, chamado de GLP, o botijão chegou a custar mais de R$ 150, em março deste ano, devido a altas da Petrobras para repassar aumentos decorrentes da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

O reajuste marcou o ápice de uma curva de alta de preços que levou milhares de famílias a trocar o gás por carvão ou lenha na cozinha.

O plano de Lula, caso eleito, é injetar mais dinheiro público ou até mesmo abrir mão de dividendos da Petrobras para restabelecer o fornecimento a “preços razoáveis”, de acordo com o senador.

“Em no máximo seis meses, o botijão terá de recuar para R$ 65, R$ 70”, disse Prates.

Hoje têm direito ao Auxílio Gás as famílias que fazem parte do Cadastro Único com rendimento mensal per capita inferior a meio salário mínimo. Os domicílios com ao menos um integrante que recebe o BPC (Benefício de Prestação Continuada) também estão cobertos.

A proposta é que esse programa seja permanente e a promessa pode ajudar Lula na disputa contra Bolsonaro que, para conseguir votos entre a baixa renda, conseguiu ampliar para R$ 600 o Auxílio Brasil até dezembro deste ano.

Lula segue em vantagem contra Bolsonaro segundo pesquisas de intenção de voto. Pesquisa Datafolha de junho deste ano realizada em nível nacional mostra que o petista seria eleito em primeiro turno, com 53% dos votos válidos. Para ganhar no primeiro turno, é preciso conseguir metade dos votos válidos mais um.

A dois meses da eleição, aliados do presidente retomam articulação por PEC que blinda Bolsonaro com cargo vitalício

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Do G1 – Parlamentares aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) voltaram a articular, nos últimos dias, uma proposta de emenda à Constituição que blinde todos os ex-presidentes da República para evitar que sejam alvos de prisão quando deixarem os cargos.

A proposta, que foi revelada pelo podcast “Papo de Política”, da GloboNews, em meados de 2021, voltou a ganhar força agora devido ao que parlamentares chamam de preocupação do entorno do presidente Bolsonaro com o próprio chefe do Executivo e seus familiares, caso ele perca a eleição, com processos e investigações que correm na Justiça.

Segundo o blog apurou, uma das ideias é exatamente conceder uma espécie de cargo de senador vitalício aos ex-presidentes, garantindo foro privilegiado e imunidade parlamentar aos políticos.

Para justificar que a medida não beneficiaria apenas a Bolsonaro, líderes do Centrão – ligados ao presidente – afirmaram ao blog que lideranças ligadas ao MDB e também ao ex-presidente Lula (PT) seriam a favor da proposta e estariam dispostos a costurar um acordo para sua aprovação.

No entanto, na avaliação desses parlamentares ouvidos pelo blog que patrocinam a aprovação da PEC, a proposta só será aprovada antes da eleição se houver um “pacto” com o Judiciário. Caciques do Centrão afirmam estar preocupados com as ameaças do presidente a respeito do 7/9 e temem novo acirramento de ânimos com ministros do STF às vésperas da eleição.

Por isso, como parte do que chamam de “pacto pela tranquilidade institucional”, lideranças do Centrão têm conversado com integrantes dos tribunais superiores para costurar a medida – em troca, afirmam, bolsonaristas se comprometeriam também com uma trégua nos ataques ao TSE e ao STF.

Para aliados de Lula ouvidos pelo blog, no entanto, à medida que o Centrão chama de “conforto jurídico” – se aprovada – não passaria de uma concessão do Centrão ao presidente Bolsonaro e seus familiares.

‘Situação no Brasil é preocupante’, afirma OMS sobre varíola dos macacos

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(FOLHAPRESS) – A líder técnica para varíola dos macacos da OMS (Organização Mundial da Saúde), Rosamund Lewis, disse em entrevista coletiva nesta terça-feira (26) que “a situação do Brasil [para a doença] é preocupante”.

“É muito preocupante para países como o Brasil […] reportando um número significativo de casos”, afirmou. Até o momento, o país conta com 813 casos confirmados da doença, segundo o Ministério da Saúde. O saldo representa um incremento de 33% em comparação com a última sexta (22), quando havia 607 diagnósticos confirmados em todo o país.

A maior parte dos casos se concentram no estado de São Paulo. A Secretaria de Estado da Saúde afirmou nesta segunda (25) que o estado já registrou 590 diagnósticos da doença. Assim, comparando com a última sexta, houve o aumento de 26% nos casos da doença. Por outro lado, o Ministério da Saúde diz que são 595 pacientes com varíola dos macacos em São Paulo.

A líder técnica da OMS também chamou atenção para problemas de testagem que podem afetar o país. “O que é […] importante é o acesso aos testes.”

A organização declarou neste sábado (23) que a doença é considerada como emergência pública de preocupação global.

“Nós acreditamos ser o momento deste anúncio, considerando que, dia após dia, mais países e pessoas têm sido afetados pela doença. Precisamos de coordenação e solidariedade para controlar esse surto”, disse Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, no sábado.

No mundo, a doença já infectou mais de 17 mil pessoas, segundo informações consultadas na tarde desta terça na plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford. O Brasil está na sexta posição dos países com mais casos de varíola dos macacos. Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e França figuram entre as cinco nações com maior contingente de doentes.

Mesmo com o cenário de crescimento de casos do Brasil, Rosamund Lewis explica que a avaliação de risco depende dos escritórios regionais da OMS —são seis em todo o mundo. Sendo assim, o cenário de risco da doença continua considerado como moderado no mundo, com exceção da Europa, onde o risco é alto.

A varíola dos macacos é causada pelo monkeypox, um vírus do gênero orthopoxvirus. Outro patógeno que também é desse gênero é o que acarreta a varíola comum, doença erradicada em 1980.

Os principais sintomas da doença são febre, mal-estar e dores no corpo. Então, o quadro evolui para o surgimento de lesões na pele, sendo o contato com essas feridas a principal forma de transmissão do vírus.

Pesquisas já reportam que alguns pacientes desenvolvem essas lesões nas regiões genitais, anais ou orais. A hipótese é que isso aconteça porque a disseminação da doença está ocorrendo principalmente por contato sexual. Um estudo publicado na última quinta (21) concluiu que, entre 528 casos de varíola dos macacos de 16 países, 95% das infecções ocorreram durante o contato sexual.

Os diagnósticos também se concentram na comunidade de homens que fazem sexo com outros homens. A OMS, por exemplo, já indicou que cerca de 90% dos casos são reportados nessa população.

Um receio é que esse cenário cause estigma a esses homens. “Estigma e discriminação podem ser mais perigosos que qualquer vírus”, afirmou Adhanom, no último sábado.

Os Estados Unidos já confirmaram dois casos de monkeypox em crianças, segundo informações do CDC. Isso é um indicativo que, embora a disseminação da doença esteja sendo visto principalmente em relações sexuais, ela tem o potencial de infectar qualquer pessoa que tenha contato próximo a outros pacientes.

Uma dessas formas, por exemplo, é ter contato com gotículas infectadas. Nesse caso, é necessário contato muito próximo e prolongado. Por isso, especialistas afirmam que a pessoas doente deve se isolar e evitar contato próximo com outros moradores da residência. Também não é recomendado compartilhar objetos, além de sempre higienizar com álcool e evitar compartilhar roupas.

Além disso, a vacinação de populações chaves e pessoas que tiveram contato com pacientes é uma forma eficaz de evitar a transmissão, mas a expectativa é de que a vacina demore para chegar ao Brasil.

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, afirmou nesta segunda (25) que não há previsão de vacinar toda a população contra a varíola dos macacos e que a prioridade deve ser o isolamento dos casos confirmados e orientações sobre as formas de contágio.

“Não há previsão de vacinação em massa em relação à monkeypox em nenhum país do mundo. São grupos específicos, que as autoridades sanitárias ainda não têm consenso”, disse.

Segundo o ministro, a prioridade no Brasil será vacinar profissionais de saúde que manipulam diretamente o vírus.

Atualmente, existem duas alternativas de vacinas com eficácia para a varíola dos macacos: a Jynneos (ou Imvanex), produzida pela farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic, e a ACAM2000, fabricada pela Sanofi.

Reale Jr. e Cardozo, acusador e defensor de Dilma, se unem a favor da democracia

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Do Estadão – A mobilização pró-democracia em resposta às investidas do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o sistema eleitoral une dois nomes que, há pouco tempo, estavam em polos opostos da história política nacional. Miguel Reale Júnior, autor do processo que levou ao afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) do cargo, se uniu a José Eduardo Cardozo, que foi o advogado da petista durante o impeachment, para elaborar a carta de apoio à democracia.

Não é apenas que os dois assinam a nova “carta aos brasileiros”, que circula no meio jurídico, artístico e empresarial. Reale Júnior e Cardozo, ex-ministros da Justiça dos governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Dilma, respectivamente, estão nos bastidores da articulação do movimento e da busca de adesões de peso à carta.© Fornecido por EstadãoJosé Eduardo Cardozo cumprimenta o advogado de acusação, Miguel Reale Júnior, no quinto dia de julgamento final do impeachment de Dilma, no Senado. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Há um objetivo central único, que une todas as linhas diversas, que é a proteção da democracia e da justiça e a proteção das instituições. Porque o Bolsonaro veio ao longo de seus anos de governo desconstruindo a República, suas instituições, solapando a participação da sociedade civil”, afirmou Reale Júnior.

“Bolsonaro tem sempre a ideia do complô, do inimigo. Estamos todos exaustos, desassossegados, é um excesso de exaustão que une todas as pessoas. Diante das ameaças dele de não aceitar as eleições, porque (Bolsonaro) exige voto impresso e ataca ministros, nos colocamos juntos em defesa da democracia”, disse o jurista, que também é professor titular sênior da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

No plenário da Câmara dos Deputados, em 2016, os dois rebateram os argumentos um do outro. Reale Júnior falou pela acusação e Cardozo, então advogado-geral da União, acusou o processo de impeachment contra a então presidente de ser um golpe. Mas, no governo Bolsonaro, não é a primeira vez que os dois se unem. Em maio de 2020, eles assinaram um manifesto de profissionais da área jurídica que pedia que as Forças Armadas respeitem a democracia.

“Independentemente de divergências políticas, das visões ideológicas, há uma questão maior em jogo que é a defesa da democracia. Há um movimento para que todos somemos esforços para defender a democracia contra a visão autoritária do presidente Bolsonaro”, afirmou Cardozo.

Para articulação da carta, os dois contaram ainda com outros nomes que agiram nos bastidores, como do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, que foi uma ponte com o empresariado.

Os signatários da carta vieram a público nesta terça-feira, 26. A chamada “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito” contém mais de 3 mil assinaturas.

A iniciativa uniu tucanos, petistas, procuradores que trabalharam na Lava Jato, o advogado que ajudava a campanha do ex-juiz Sérgio Moro, ex-ministros de FHC, Lula, Dilma e Temer, empresários, economistas liberais, uma ex-assessora de Paulo Guedes e João Doria, a coordenadora de programa de Simone Tebet (MDB) e uma série de outras personalidades. O manifesto foi criado na Faculdade de Direito da USP.

Entre banqueiros e empresários estão Roberto Setubal, Candido Bracher e Pedro Moreira Salles, do Itaú Unibanco, Pedro Passos e Guilherme Leal, da Natura, Walter Schalka, da Suzano, Eduardo Vassimon (Votorantim), Horácio Lafer Piva (Klabin).

O deputado Rui Falcão (PT), coordenador de comunicação da campanha de Lula, assina a carta junto com Joaquim Falcão, que cuidava da parte jurídica da campanha de Moro. Vanessa Canado, advogada e professora do Insper, ex-integrante da equipe de Guedes e ex-articuladora do plano econômico de João Doria (PSDB), também subscreve. Elena Landau, economista à frente do programa de Simone Tebet (PMDB), se une ao grupo.

A lista de economistas inclui ainda Edmar Bacha, que participou da formulação do Plano Real, Samuel Pessoa, Demosthenes Madureira de Pinho Neto, José Marcio Rêgo, Luiz Gonzaga Beluzzo e outros.Há ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), como José Carlos Dias, José Gregori, Pedro Malan e Miguel Reale Júnior e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. Dos ex-ministros dos governos petistas Lula e Dilma (PT), estão José Eduardo Cardozo, Tarso Genro e Renato Janine Ribeiro. Aloysio Nunes (PSDB), foi ministro nos governos FHC e Michel Temer e também subscreve o texto, assim como Raquel Dodge, que foi procuradora-geral da República na gestão do emedebista.

Auxílio Brasil de 2023 deverá ser de R$ 400, diz secretário do Tesouro

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Da Agência Brasil – O secretário Especial do Tesouro e do Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago, disse hoje (25) que o governo deve definir em R$ 400 o valor do Auxílio Brasil no Orçamento de 2023. De acordo com o secretário, o entendimento da equipe econômica é que a legislação não obriga o pagamento do adicional de R$ 200. O valor adicional foi definido na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Benefícios Sociais e será pago até dezembro de 2022.

“Hoje, nosso entendimento é que o marco legal não nos traria uma obrigação ou uma necessidade de colocar [o Auxílio Brasil] no PLOA [Projeto de lei Orçamentária Anual] para 2023”, disse o secretário.

A PEC dos Benefícios Sociais gera R$ 41,2 bilhões em despesas excepcionais, ou seja, fora do teto de gastos, divididos entre benefícios sociais. As medidas valem de 1° de agosto até 31 de dezembro de 2022.

O secretário disse ainda que o valor teria que se adequar ao teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas públicas à inflação e obriga o corte de gastos. De acordo com ele, as despesas discricionárias (não obrigatórias) estão em torno de R$ 120 bilhões a R$ 130 bilhões ao ano e o aumento no benefício levaria a um corte nesses gastos, reduzindo-as para R$ 70 bilhões. “É um desafio considerável para gente conseguir manter [o auxílio em R$ 600]”, destacou.

Relatório

Colnago participou de entrevista coletiva, nesta segunda-feira, para detalhar o relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 3º bimestre, que definiu o bloqueio de mais R$ 6,7 bilhões de gastos não obrigatórios do Orçamento Geral da União deste ano.

De acordo com o relatório, a necessidade total de bloqueio do Orçamento de 2022 subiu de R$ 9,96 bilhões, no segundo bimestre, para R$ 12,736 bilhões, no terceiro bimestre. Como o governo ainda tinha R$ 5,997 bilhões bloqueados, o valor do novo bloqueio ficou nos R$ 6,739 bilhões, definidos no relatório.

A projeção para as despesas primárias em 2022 aumentou R$ 45,819 bilhões, devendo fechar o ano em R$ 1,834 trilhão. A estimativa para os gastos obrigatórios subiu para R$ 1,679 trilhão, valor R$ 46,746 bilhões maior que o projetado em maio. No entanto, a previsão de gastos discricionários do Poder Executivo foi reduzida em R$ 927 milhões, para R$ 154,246 bilhões. Isso resultou na variação total de R$ 45,819 bilhões.

Em relação à previsão do resultado para o déficit primário, o relatório reduziu a estimativa de déficit primário para este ano de R$ 65,490 bilhões para R$ 59,354 bilhões. O déficit primário representa o resultado negativo das contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. O valor aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022 estipula uma meta de déficit primário de R$ 170,474 bilhões para o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central).

O secretário disse que a expectativa é que as contas do Governo Central fechem o ano com um déficit pequeno ou até positivas. Segundo ele, o saldo deverá ser explicado, em boa parte, pelo crescimento da arrecadação de impostos, apesar das desonerações concedidas, especialmente para os combustíveis.

“A gente está caminhando para chegar no final do ano com um déficit muito baixo ou um superavit ainda que pequeno do Governo Central, o que somado com estados e municípios, haverá um superavit consolidado não tão grande, mas positivo”, disse.

A disputa no RN será entre membros do governo atual X o anterior

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A chapa da oposição está fechada. Ela será composta pelo ex-vice governador Fabio Dantas e o seu vice será Ivan Junior, ex-secretário de recursos hídricos também da gestão Robinson Faria.

A governadora Fátima Bezerra também fechou sua chapa. Será ela na cabeça da lista e o vice virá do MDB, através do então deputado federal Walter Alves.

A disputa está dada. O eleitor terá a oportunidade de comparar a administração atual X a anterior.

PS. Resta ainda saber se Styvenson será candidato. Ele ainda não se definiu. Em entrevistas, têm dito que deixará para falar algo a respeito no último dia.

Bolsonaro convoca apoiadores para o 7 de Setembro e retoma ataques ao STF

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Do Notícias ao Minuto – O presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou seus apoiadores a “irem às ruas pela última vez” no dia 7 de setembro em discurso durante convenção do PL no Maracanãzinho, na manhã deste domingo, 24, no Rio de Janeiro. O presidente voltou a atacar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem se referiu indiretamente como “surdos de capa preta”.”Nós militares juramos dar a vida pela pátria. Todos vocês aqui juraram dar a vida pela sua liberdade. Esse é o nosso Exército, Braga Netto, o povo. Um Exército que não admite corrupção, não admite fraude, quer respeito e vai ter. É um exército com 210 milhões de pessoas. Não ousem tocar na liberdade do meu povo”, afirmou Bolsonaro.Após dizer que é preciso respeitar a Constituição e jogar dentro das quatro linhas, o presidente voltou a criticar, indiretamente, os ministros do STF.”Nós não vamos sair do Brasil. Nós somos a maioria, nós temos disposição para luta. Convoco todos vocês agora para que todo mundo, no 7 de setembro, vá as ruas para a última vez. Vamos às ruas pela última vez. Estes poucos surdos de capa preta têm que entender o que é a voz do povo. Tem que entender que quem faz as leis são o Poder Executivo e o Legislativo. Tem que jogar dentro das quatro linhas das constituição”, disse Bolsonaro.

Lula tem 44%, Bolsonaro 31% e Ciro Gomes 9%, aponta pesquisa FSB/BTG

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Da Revista Isto É – A nova pesquisa do Instituto FSB, contratada pelo banco BTG Pactual e divulgada nesta segunda-feira (25), mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando a corrida presidencial, com 44% das intenções de voto. O petista subiu três pontos percentuais em comparação a última pesquisa realizada há duas semanas.

Em segundo lugar na disputa, aparece o presidente Jair Bolsonaro (PL), com 31%, o que representa uma oscilações de um ponto para baixo. Conforme a pesquisa, a diferença entre Lula e Bolsonaro foi de 9 para 13 pontos percentuais.

Ciro Gomes (PDT) continua com os mesmo 9% das intenções de voto. Ele é seguido de Simone Tebet (MDB), que oscilou dois pontos para baixo, de 4% para 2%. O deputado federal André Janones (Avante) também oscilo para baixo, passando de 3% para 2%.

Na nova pesquisa, o  empresário Pablo Marçal (Pros) registrou  1% das intenções de voto. Já o cientista político Luiz Felipe D’Avila (Novo), o ex-deputado José Maria Eymael (DC), a sindicalista Vera Lucia (PSTU), a professora Sofia Manzano (PCB), o deputado federal Luciano Bivar (União Brasil) e Leonardo Péricles (UP) não chegaram a pontuar mais que 1%.

Pela margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Tebet, Janones, D’Avila, Eymael, Vera, Manzano, Bivar e Péricles estão tecnicamente empatados.

Os que dizem não votar em nenhum dos presidenciáveis somam 5%, brancos e nulos 2% e os que não sabem ou não responderam 3%.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores por telefone entre 22 e 24 de julho. O levantamento custou R$ 128.957,83 e foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-05938/2022. O índice de confiança é de 95%.

Com risco de debandada de apoiadores, Bolsonaro antecipa início de pagamento do novo auxílio para o início de Agosto

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O Governo Federal antecipou o pagamento do auxílio de 600 reais já em Agosto. Ele passará a ser pago a partir do dia 9.

A pressa é justificada. Em Julho a diferença entre Bolsonaro e Lula permaneceu estável, conforme todas as pesquisas. O risco de debandada dos apoiadores aumenta a cada dia que a eleição se aproxima.

Matéria da Folha de São Paulo, demonstrando que o RN está em último lugar no recebimento de recursos do governo federal na área social no Brasil, contradiz discurso de Rogério Marinho

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O blog publicou hoje (24) matéria da folha de São Paulo dando conta de que o RN foi o estado que, apesar de pobre, menos recebeu recursos na área social no Brasil. A matéria expõe o discurso do pré-candidato ao senado Rogério Marinho. O ex-ministro tem dito que o RN recebeu uma quantidade ímpar de recursos do governo federal, que o povo potiguar está sendo tratado de modo especial.

Os dados, no entanto, são objetivos. Os membros da base do governo, sem qualquer critério técnico, conseguiram desequilibrar a distribuição de verba em favor de seus estados. O estado de Alagoas, do presidente da câmara Arthur Lira e que tem o mesmo perfil socioeconômico do Rio Grande do Norte, foi , ao contrário dos norteriograndenses, extremamente agraciado por verbas.

Leia a matéria da Folha de São Paulo e os quantitativos aqui.