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Bolsonaro volta a adotar retórica contra vacina e usa informação incorreta

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(Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro voltou a adotar uma retórica contrária ao uso de vacinas contra Covid-19 tendo como base dados e informações erradas no momento em que o país alcançou 100 milhões de pessoas com o ciclo vacinal completo e uma forte redução do contágio e mortes pelo coronavírus.Presidente Jair Bolsonaro© Reuters/Adriano Machado Presidente Jair Bolsonaro

Em entrevista nesta quinta à Rádio Novas de Paz, de Pernambuco, Bolsonaro afirmou que a vacina ainda é uma interrogação e disse que discutir a imunização “virou crime”, apontando que quando ele questiona os imunizantes, logo é chamado de negacionista.

“Quando você começa a discutir vacina, virou mais do que um tabu, virou crime. Vem logo o pessoal te acusando de negacionista, terraplanista, um montão de coisas”, disse.

“Agora a vacina ainda é uma interrogação”, emendou.

Dados e estudos do próprio governo e de instituições de pesquisa governamentais, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entretanto, comprovam que a redução do número de infectados e óbitos por Covid se deu principalmente com a ampliação da vacinação no Brasil.

Para sustentar a sua tese equivocada contra a eficácia da imunização, Bolsonaro disse que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tomou duas doses da vacina e sempre usa máscara, mas mesmo assim foi contaminado por Covid-19 na viagem que fez aos Estados Unidos.

Queiroga integrou a comitiva que acompanhou o presidente em eventos, entre eles na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, e teve um quadro leve da doença. Especialistas apontam que as vacinas não garantem que uma pessoa vacinada não será infectada, mas reduzem significativemente a probabilidade de apresentarem um quadro grave da doença e de morrerem por causa dela.

O presidente afirmou que não tomou a vacina e não foi contaminado. Ele questionou o fato de pessoas terem ido aos EUA e contraíram a doença e ele não, insinuando –novamente sem provas– que haveria um lobby da indústria farmacêutica para vender vacinas ao país.

Em sua argumentação, Bolsonaro disse erradamente que nem metade da população do Japão se vacinou contra Covid. Contudo, cerca de 66% da população japonesa já foi completamente vacinada, conforme dados da Our World in Data.

Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, em viagem esta semana aos Estados Unidos e numa outra linha em relação a Bolsonaro, afirmou que a prioridade e maior preocupação é com a vacina. “É a prioridade número um”, disse o ministro.

Bolsonaro voltou a defender, na entrevista desta quinta, o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes contra Covid-19. Ele disse que nos próximos dias terá uma “notícia bomba” em relação ao uso da hidroxicloroquina e ivermectina, dizendo, mais uma vez sem quaisquer evidências, que milhares de pessoas poderiam ter sido salvas com o uso dessas medicações para o que chama de tratamento precoce.

Contudo, publicações renomadas nacionais e internacionais já descartaram a eficácia desses medicamentos contra o coronavírus. Além disso, alguns desses remédios podem ter efeitos colaterais em determinados pacientes.

Em meio à alta no preço dos combustíveis, Bolsonaro diz ter ‘vontade de privatizar’ a Petrobras

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Do G1 – Em meio à alta de preços dos combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (14) que tem “vontade de privatizar a Petrobras”. Ele não deu detalhes de como seria o processo de venda da estatal e disse que discutirá o tema com a equipe econômica.

Bolsonaro deu a declaração em entrevista à rádio Novas de Paz, de Pernambuco.

O presidente repetiu a argumentação dos últimos meses. Ele alega que não tem culpa pela alta do preço dos combustíveis. Além disso, o presidente demonstra irritação quando é cobrado pela disparada dos preços.

O preço final dos combustíveis é composto pelo preço cobrado pela Petrobras nas refinarias (atrelado ao mercado internacional, segundo o governo), mais tributos federais (PIS/Pasep, Cofins e Cide) e estadual (ICMS), além do custo de distribuição e revenda.

Na gasolina, há ainda o custo do etanol anidro. No diesel, tem a incidência do biodiesel. As variações de todos esses itens é o que determina o quanto o combustível vai custar nas bombas.

Só que a desvalorização do real perante o dólar encarece os derivados de petróleo para o consumidor brasileiro, já que o produto é negociado no mundo inteiro na moeda norte-americana.

Para Bolsonaro, a ação dele como presidente sobre todos esse fatores é limitada.

“É muito fácil. Aumentou a gasolina? Culpa do Bolsonaro. Eu tenho vontade… Já tenho vontade de privatizar a Petrobras. Tenho vontade, vou ver com a equipe econômica o que a gente pode fazer. O que acontece? Eu não posso… Não é controlar. Eu não posso melhor direcionar o preço do combustível, mas, quando aumenta, a culpa é minha. Aumenta o gás de cozinha, e a culpa é minha, apesar de ter zerado o imposto federal, coisa que não acontece por parte de muitos governadores”, disse o presidente.

Na campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro disse que “não gostaria” de ver a Petrobras privatizada. Na ocasião, declarou que a medida só seria feita “se não houver solução”.

Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu no mês passado que a Petrobras entre na “fila” das privatizações nos próximos anos.

Na campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro disse que “não gostaria” de ver a Petrobras privatizada. Na ocasião, declarou que a medida só seria feita “se não houver solução”.

Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu no mês passado que a Petrobras entre na “fila” das privatizações nos próximos anos.

Atualmente, o ICMS aplicado nos combustíveis tem como referência o preço médio da gasolina, do diesel e do etanol nos 15 dias anteriores em cada estado. Ou seja, a cada 15 dias, a base de cálculo muda – e passa a incluir a oscilação recente no preço.

Bolsonaro disse que não se trata do “projeto ideal”, mas que Lira aprovou “o que foi possível”. O deputado estima que a redução nos preços pode chegar a 7% neste ano.

Bolsonaro tenta há meses responsabilizar os governadores pela alta dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha, em razão da cobrança de ICMS, um tributo estadual que incide nesses produtos.

Composição dos preços do combustível — Foto: Economia G1

Composição dos preços do combustível — Foto: Economia G1

Para ganhar em 2022, Lula se desvinculará de Dilma; a única a tentar enfrentar o “sistema”

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A fumaça gerada pelo Ciro Gomes nas redes sociais, em sua frágil tentativa de polarizar com o PT, acendeu um antigo debate – o que representou o governo Dilma? Não é uma pergunta fácil. Ela pegou a barca em um momento de queda do boom das commodities, além de outras situações menos favoráveis do que as encontradas e construídas por Lula, seu mentor e antecessor. A discurssão também acaba por envolver muita paixão. Porém, há um dado que este modesto blogueiro acredita ser insofismável – para vencer, Lula se desvinculará da petista. Não há outra saída.

Aliás, é o que ele tem feito há bastante tempo e arrisco o prognóstico de que ampliará durante a eleição de 2022. Quem leu seu livro-entrevista já viu lá toda a preocupação dele em demarcar diferenças objetivas, que geraram resultados distintos. O ex-presidente sempre foi um hábil articulador junto ao congresso e grupos representativos da sociedade. Dilma tinha muita dificuldade de sentar com um deputado ou senador. O pragmatismo trabalhista de Lula nem de longe se assemelha com o jeito fechado da ex-presidente.

Lula sempre foi bastante distante de qualquer visão lavatista da política. Ora, sejamos claros, a Lava Jato só encontrou condições para se criar pelo avanço institucional das gestões Lula e Dilma (COAF, autonomia do PGR e da PF etc), mas também porque a presidenta blindou a operação desde o início. Nenhum outro mandatário fez ou faria aquilo. Ao assumir, a primeira coisa que Jair Bolsonaro tratou foi desarticular a operação. O “quem fez suas merdas que pague”, frase bem verossímil atribuída a Rousseff, andou de mãos dadas com a forma com que José Eduardo Cardozo, então ministro da justiça, sempre garantiu toda a atuação livre à polícia federal. Nenhum delegado foi trocado como corriqueiramente faz agora Bolsonaro a qualquer operação que estoura – ele substituiu o delegado da PF que apontou quase 200 milhões de reais em contrabando saindo da Amazônia, interferiu na receita federal e na PF para ajudar o próprio filho Flávio Bolsonaro encalacrado em suspeitas de lavagem de dinheiro.

Quando Dilma foi perceber que sua prática antissistema jogou todos contra ela já era tarde demais. Achou ingenuamente que seria reconhecida por combater esquemas que vinham se arrastando há décadas. Terminou apeada e, após a chegada de Michel Temer ao poder, começou a reintegração do sistema em prol do fim das investigações. Bolsonaro termina a tarefa e coloca os principais operadores políticos alcançados pela lava jato em posições de poder – Arthur Lira na presidência, Ciro Nogueira na casa civil, Fernando Bezerra como líder dele no senado, Ricardo Barros na Câmara. Há a maior distribuição de emendas por orçamento secreto da história da democratização com a menor quantidade de projetos aprovados pelo congresso. Bolsonaro basicamente distribui emendas sem qualquer controle em troca de não ser incomodado no poder pelo que fez durante a pandemia no Brasil.

Um velho filósofo barbudo deveria servir de lição. As classes dominantes pregam uma moral que não seguem. E a inocência de Dilma foi de fato achar que havia uma grande preocupação com o problema, enquanto, na verdade, os interesses eram antipetistas, na forma de negar aos pobres uma representação política; e antipovo, na perspectiva de impedir que o orçamento chegasse aos mais desfavorecidos. Com Temer, sob o falso argumento de desvios, já se começa, por exemplo, a minguar o Programa Bolsa Família. Logo em seguida, se acentuam os ataques contra os avanços gerados pela constituição de 1988, o grande projeto de bolsonarismo.

Porém, o que importa na política são os resultados, não as intenções. Pode parecer nobre a maneira com que a presidente enfrentou o sistema bancário, mas o revés político e econômico vieram. Dilma saiu do governo mal avaliada. É um fato objetivo. O povo não quer Dilma. Quer Lula. As elites que aceitam negociar com Lula, não querem nem sonhar com a possibilidade de uma gestão do PT ao estilo Dilma. É um dado realístico a ser devidamente enfrentado caso o PT queira chegar ao poder novamente em 2022. Lula, talvez a maior liderança da história do Brasil com a capacidade de manejar os antagonismos de um país tão desigual como o nosso, já trabalha com tal discurso. Em seu feeling político tratará de comunicar de forma sutil isto a militância que o apoia.

Ao contrário do que diz, Bolsonaro escolheu perder poder para o congresso pelo orçamento secreto em troca de proteção pelo que fez durante a pandemia

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A literatura da ciência política diz que o presidente no Brasil consegue negociar sua agenda vitoriosa na eleição junto ao congresso a partir da capacidade de nomear assessores para os cargos políticos do Estado e carrear o orçamento . Além do retrocesso que o chamado orçamento secreto representa: venda de emendas, falta de controle, fornecedores escolhidos por parlamentares, há a perda do poder presidencial.

Ao contrário do que diz em sua retórica, o presidente Jair Bolsonaro entregou o orçamento, sem qualquer controle, para os partidos que lhe dão algum apoio. A troca é por proteção pelo que ele fez durante a pandemia. O presidente da câmara, Arthur Lira, está sentado em cima de mais de 120 pedidos de impeachment. Bolsonaro foi o que mais distribuiu emendas entre todos os presidentes até aqui e o que menos aprovou projetos no congresso. O próximo presidente terá bastante trabalho para recuperar o seu poder perante o congresso nacional.

A costura entre PT e MDB que ganha força no Rio Grande do Norte

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Por Guilherme Amado

Do Portal Metrópoles

As negociações para que o MDB assuma a vice da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, ganharam um impulso nos últimos dias. Caso a aliança com o PT se concretize, o deputado federal Walter Alves, presidente do diretório potiguar do MDB, ficará com o posto na chapa que disputará a reeleição em 2022.

Walter Alves é filho do ex-governador Garibaldi Alves Filho, que se reaproximou de Lula com o surgimento de dois potenciais candidatos bolsonaristas no estado. Os ministros Rogério Marinho e Fábio Faria travam uma batalha silenciosa para concorrer ao Senado com o apoio do presidente Jair Bolsonaro.

Se Walter Alves se tornar vice de Fátima Bezerra, o MDB aproveitará o potencial de Garibaldi Alves para puxar votos e o lançará a deputado federal. Já o candidato ao Senado na chapa teria de ser negociado. Um dos nomes ventilados é o de Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa, mas sua filiação ao PSDB pode ser um entrave.

Hoje, o vice-governador potiguar é o ex-procurador Antenor Roberto, que é filiado ao PCdoB.

Um segundo formato de aliança permanece em discussão. Se o MDB não ficar com a vice, Garibaldi Alves será candidato ao Senado com o apoio de Fátima Bezerra. Neste caso, Walter Alves buscará a reeleição.

Walter Alves foi ao jantar que o ex-senador Eunício Oliveira organizou para Lula em Brasília, na semana passada. Quando foi questionado por emedebistas sobre sua presença no evento, o deputado respondeu que atendeu a um pedido do pai para representá-lo.

O aperreio de Ciro Gomes

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O presidenciável Ciro Gomes trocou farpas no twitter com a ex-presidente Dilma Rousseff.

Apontado como alguém que dependia de ataque e polêmica pra ganhar alguma visibilidade, Ciro partiu pra cima de Dilma chamando-a de incompetente e tecendo críticas ao seu governo.

Ciro vive um problema intransponível. Não tem como controlar o campo da esquerda até o próximo pleito. Também não tem meios para forjar outro ao centro. Saindo de toda a fumaça, é a barreira que só levará ao aumento da estridência.

Em entrevista ao canal Foro de Moscow, Carlos Gabas diz que dinheiro voltará para o cofre dos Estados

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Do Blog do Barreto – Entrevistado nesta terça-feira no Foro de Moscow  secretário executivo do Consórcio Nordeste Carlos Gabas negou a existência de má fé na condução da compra dos 300 respiradores não entregues pela Hempcare resultando num calote de quase R$ 50 milhões aos nove estados nordestinos.

Gabas disse existir um julgamento antecipado de algumas pessoas que vão se dar mal segundo ele.

O secretário defendeu que se deixe as investigações transcorrerem naturalmente e garantiu que o dinheiro será recuperado. “O dinheiro voltará aos cofres dos Estados”, frisou.

Ele ainda falou que a governadora Fátima Bezerra e seus aliados estão sempre cobrando explicações sobre o calote e desmentiu a informação do presidente da CPI da covid na Assembleia Legislativa Kelps Lima (SD) de que a Prefeitura de Araraquara estaria envolvida no caso.

Confira o trecho da entrevista abaixo.

Assista a entrevista completa

À imprensa dos EUA, Paulo Guedes nega que o Brasil não escolheu salvar vidas e defende o isolamento social promovido pelo governo federal

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Perguntado na imprensa americana (CNN-EUA) sobre a escolha errada por não ter salvados na pandemia, Paulo Guedes nega e alega que, ao contrário, o Brasil incentivou o isolamento social, defendeu a vida e distribuiu o auxílio emergencial.

É regra: a farsa sempre vem depois da tragédia.

Natal tem preço médio do gás de cozinha mais alto do Nordeste

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Da Agência Saiba Mais – Dentre as capitais do Nordeste, Natal é a que tem média de preços do gás liquefeito de petróleo (GLP) mais alta. O apontamento foi feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em pesquisa referente à última semana, de 3 a 9 de outubro.

De acordo o levantamento, o preço médio do botijão de gás encontrado na capital potiguar foi de R$ 104,09. Já o menor valor foi de R$ 90 e o máximo de R$ 115.

Na sequência, aparece Fortaleza, com preço médio de R$ 101,91 e Teresina, com preço médio do gás de cozinha a R4 101,89. Em todas as demais capitais do Nordeste, o valor ficou abaixo de R$ 100 no período verificado.

Fonte: ANP / Síntese dos Preços Praticados – Brasil – Capitais / Resumo I – GLP R$/13kg / Período : de 03/10/2021 a 09/10/2021

O preço médio mais elevado foi observado em Cuiabá, com média de R$ 115,57.

A pesquisa entrevistou 707 estabelecimentos pelo país. Em Natal, 22 locais de venda integraram a pesquisa.

Segundo a ANP, nas últimas quatro semanas, o preço do gás de cozinha na capital potiguar subiu 2,32%, e 2,53% em todo o estado. Nos últimos seis meses, o valor do produto teve aumento de 16,99% no RN e de 18,41% em Natal.

O levantamento foi feito antes do novo aumento anunciado pela Petrobras, que passou a valer no último sábado, 9. Com o reajuste, deve sofre incremento de aproximadamente R$ 7 por botijão de 13 quilos em Natal, segundo informações fornecidas do sindicato de revendedores ao portal G1.

Pesquisador da UFRN: não vacinados são maioria de internados por Covid-19

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Ricardo Valentim, coordenador geral do Laboratório de Inovações Tecnológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Laís/UFRN), alegou que a maior parte dos internados e que vão a óbito pela covid-19 vem dos que não foram vacinados.

Disse ele também:

Do Jornal Agora RN: “O período de imunização que iniciou em janeiro mudou a trajetória da pandemia no Estado. Hoje, o Estado está no melhor momento da pandemia, esses dias sem óbito são reflexo da vacinação. Até porque o Brasil consegue distribuir com mais frequência as vacinas. Ainda estamos no período de pandemia, temos 65 pessoas internadas hoje, comparando com o mês de maio que eram mais 380 pessoas, temos agora uma quantidade pequena internada. As pessoas que estão em UTI, uma parte infelizmente vai a óbito, a maioria da pessoas que estão em UTI não tomou a vacina ou tomou apenas a primeira dose. É importante lembrar a importância de completar o esquema vacinal e também a importância da terceira dose”.