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Bolsonaro rejeita a pecha de negacionista e volta a defender tratamento precoce, critica a coronavac e mente contra a vacinação de jovens

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Do Estadão Conteúdo – O presidente Jair Bolsonaro, que está passando o feriado de Nossa Senhora Aparecida no Guarujá, litoral paulista, refutou hoje a peça de “negacionista” e voltou a defender o chamado tratamento precoce, com medicamentos como a cloroquina e a ivermectina, que não tem comprovação científica contra a covid-19.Bolsonaro disse que nesta terça deverá ir à cidade de Aparecida, no Vale do Paraíba, para as celebrações do dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida© Getty Bolsonaro disse que nesta terça deverá ir à cidade de Aparecida, no Vale do Paraíba, para as celebrações do dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida

Em conversa com jornalistas, depois de deixar o Hotel de Trânsito para dar uma volta de moto na cidade, ele voltou a criticar a vacina Coronavac e a vacinação de jovens. E disse que sua gestão liberou em dezembro R$ 20 bilhões para a compra de vacinas. “Não me chamem de negacionista porque só em dezembro a medida provisória foi um checão de R$ 20 bilhões para comprar vacina”, destacou.

Aos jornalistas, Bolsonaro questionou a razão de não se divulgar o número de mortes de pessoas já vacinadas. “Não divulgam. Muita gente que tomou a segunda dose está morrendo. Por que muitos governadores e prefeitos vacinaram jovens de 12 a 17 anos? Baseados em quê? Recomendação da Anvisa? Estamos mexendo com vidas. Na molecada abaixo de 20 anos, a chance de não ter nada é de 99,9%. Compensa o custo benefício da vacina?”, disse, citando a liberação dos recursos para a compra de vacina. “Que nenhum prefeito reclame. São Paulo fechou tudo, a previsão de queda de arrecadação é de 20%. Tiveram superávit comigo. Quem deu trabalho fui eu evitando a diminuição de empregos.”Publicidadex

Bolsonaro disse que nesta terça deverá ir à cidade de Aparecida, no Vale do Paraíba, para as celebrações do dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. E no dia seguinte, quarta-feira, doa 13, irá para Miracatu, interior de São Paulo, para a entrega de títulos da reforma agrária.

Lula

Na conversa com jornalistas, o presidente da República, que a despeito de estar ainda sem partido é candidato à reeleição no ano que vem, criticou um de seus maiores adversários, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder nas recentes pesquisas de intenção de voto. “Quero parabenizar o Lula e a Dilma (ex-presidente Dilma Rousseff/PT) não deixaram nenhuma obra sem concluir no exterior, parabéns”, disse, citando a conclusão do metrô de Caracas, “com dinheiro nosso”. E emendou: “Parabéns ao PT que trabalhou muito forte fora do Brasil, com dinheiro nosso. Pergunta para quem está pagando a conta aí.”

Ao criar falsa comparação sobre mortes pela covid em todos os países, Bolsonaro tenta colocar a resposta brasileira à pandemia em pé de igualdade em relação ao restante do mundo

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É fato corriqueiro que o discurso em público do presidente Jair Bolsonaro se alinha com as correntes de whatsapp. Ontem, quando perguntado sobre as mais de 600 mil mortes, bradou – “e que país não morreu gente?” Tal tratamento da pandemia no Brasil sai da boca de 10 entre 10 bolsonaristas. É uma forma de tentar igualar a nossa resposta a de outros países, colocar o alastramento da doença como da ordem do inevitável e apelar para o pensamento mágico do “ah, foi assim como Deus quis”. Nessa lógica, o governo federal nada tem culpa.

O dado concreto é que no Brasil morreu muito mais e não há nada que não tenhamos nos destacado negativamente. O presidente Jair Bolsonaro boicotou os isolamentos sociais, nos mantendo mais tempo com o problema – estamos sentindo as consequências econômicas – e ampliando o número de óbitos. Ele ficou meses negando o problema e, quando ele se impôs, tentou esconder as estatísticas. Estratégias de testagem foram ignorada, as fronteiras internacionais ficaram escancaradas. Quando as vacinas chegaram, mais boicote. Tudo foi feito para que a população logo se contaminasse e a situação viesse a ser superada, com as consequências conhecidas.

Nossa maior contribuição à pandemia foi o uso em larga escala de tratamentos ineficazes, gerando falsa sensação de segurança para os brasileiros. Quem foi pra rua acreditando na mentira morreu mais do que quem não foi.

Portanto, sim. Morreu gente pelas mãos da covid em praticamente todos os países. Porém, nada se compara com o que aconteceu no Brasil.

Do Notícias ao Minuto – O Presidente Jair Bolsonaro, que está passando férias no litoral de São Paulo, se irritou nesta segunda-feira quando uma mulher o questionou sobre as mais de 600 mil mortes que a covid-19 já causou no país.Presidente ficou bravo!© Lusa Presidente ficou bravo!

“Em que país não morreu gente?”, perguntou Bolsonaro três vezes, que, diante da falta de resposta da mulher, acrescentou visivelmente chateado: “Olha, eu não vim aqui para me aborrecer”.

O Brasil ultrapassou a barreira de 600 mil mortes devido à covid-19 na última sexta-feira e até agora o chefe de Estado ainda não havia se pronunciado sobre essa marca trágica, que até então apenas havia sido ultrapassada pelos Estados Unidos.

Antes de ser questionado pela mulher, em conversa com alguns apoiadores na praia do Guarujá, em São Paulo, Bolsonaro garantiu que o país “está saindo dessa crise de saúde”, considerando que a pandemia “praticamente acabou”, tendo em conta a redução acentuada do número de mortes e infecções que foi registrada nas últimas semanas.

Essa queda vertical nas estatísticas tem sido atribuída, sobretudo, ao avanço da vacinação, que hoje chega a 47% dos 213 milhões de brasileiros com o esquema vacinal completo, enquanto pouco mais de 70% tem apenas a primeira dose.

“Me chamam de negacionista e demos 20 mil milhões de reais para comprar vacinas”, acrescentou Bolsonaro, que desde o início da pandemia sempre minimizou a gravidade da mesma e passou a questionar a eficácia dos imunizantes.

Bolsonaro voltou a criticar a “política do fique em casa, a economia vem depois”, em alusão aos confinamentos e a outras medidas que restringiram a mobilidade nos piores momentos da crise da saúde e que foram adotadas por governadores e prefeitos.

“Agora temos a inflação e todos pagamos a conta”, disse o Presidente, que avaliou que a perda de poder aquisitivo dos brasileiros e o aumento de preços registrados este ano, já próximos a 9%, são consequência dessas medidas restritivas.

Governo decreta Luto Oficial de três dias pelo falecimento do ex-governador Lavoisier Maia

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O Governo do Rio Grande do Norte, através do Decreto Estadual número 30.965, declara luto oficial por três dias pelo falecimento do ex-governador do Estado, Doutor Lavoisier Maia Sobrinho. O decreto foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial do Rio Grande do Norte (DOE), no final da tarde desta segunda-feira (11).

É com pesar que o Rio Grande do Norte lamenta o falecimento do ex governador, Lavoisier Maia, ocorrido nesta segunda-feira (11). O Doutor Lavoisier Maia tem em sua história relevantes serviços prestados ao Estado do Rio Grande do Norte e o seu notório comprometimento com a função pública em todos os cargos ocupados, em especial como médico, professor, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e secretário de Saúde Pública.

Aos amigos e familiares, o Governo do Rio Grande do Norte presta suas mais sinceras condolências e votos de solidariedade, neste momento tão difícil de separação. Serão externadas à família enlutada do ex-governador do Estado, Doutor Lavoisier Maia Sobrinho, as condolências, ficando determinada a realização da cerimônia funeral com todas as honras fúnebres de Chefe de Estado.

OMS recomenda 3ª dose da vacina da Sinovac para idosos

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Do UOL – Jamil Chade – A OMS anunciou nesta segunda-feira que está recomendando o uso de uma terceira dose da vacina da Sinovac para pessoas acima de 60 anos. A decisão foi anunciada depois de uma semana de reuniões nas quais especialistas avaliaram o impacto da imunização e a proteção garantida pelas vacinas. A Sinovac é a fabricante da CoronaVac, ao lado do Instituto Butantan.

A decisão ocorre depois que a direção da OMS havia feito um apelo para que países ricos não entrassem em uma campanha de distribuir uma terceira dose das vacinas, alegando que isso iria ampliar o desabastecimento nos países mais pobres. O apelo da OMS, porém, era válido apenas até o final de setembro.

Além da Sinovac, a OMS ainda recomenda uma dose extra para quem foi vacinado com a Sinopharm e pessoas imunodeprimidas.

“Para as vacinas inativadas Sinovac e Sinopharm, uma (terceira) dose adicional da vacina homóloga deve ser oferecida a pessoas com mais de 60 anos”, disse o órgão de aconselhamento estratégico da OMS.

A decisão ocorre num momento em que indústria farmacêutica aponta que, menos de um ano e meio depois do início da vacinação contra a covid-19, o setor contará com uma produção em fevereiro de 2022 suficiente para abastecer com duas doses cada um dos habitantes do planeta. O aumento vertiginoso na produção, porém, não é garantia de que todos receberão doses, já que países ricos continuam numa acelerada campanha de compra de imunizante, desabastecendo dezenas de países mais pobres.

De acordo com dados da consultoria Airfinity, ligada ao setor industrial, a produção mundial chegou a 6,5 bilhões de doses até o início de outubro. Para o final do ano, serão 12 bilhões de doses fabricadas.

Segundo a previsão, o setor farmacêutico teria uma produção suficiente para garantir duas doses por cada uma das pessoas do mundo, com mais de 16 bilhões de fabricação, somando o acumulado de cada um dos meses desde dezembro de 2020. A capacidade de produção continuaria a se expandir, mas não há uma garantia de que ela seria plenamente usada, já que o mercado poderia começar a perder força.

De acordo com o setor privado, mesmo que as vacinas chinesas sejam retiradas da equação, a previsão é de que, entre maio e junho, haveria uma quantidade suficiente de doses no mundo para imunizar 70% de toda a população dos países em desenvolvimento e ainda assegurar uma terceira dose nos países ricos.

“De uma perspectiva de produção, vacinar o mundo passou a ser uma possibilidade em 2022”, disse Rasmus Hansen, CEO da consultoria que trabalha em sintonia com as multinacionais do setor.

Segundo ele, a “grande surpresa” de fato da expansão de produção vem da China. Hoje, já são 3 bilhões de doses produzidas, praticamente metade de todos os imunizantes fabricados. A perspectiva aponta para uma expansão para um total de 6 bilhões de doses, o que significaria uma ampla capacidade de exportação.

Denúncia sobre proxalutamida é uma das mais graves da história da América Latina, diz Unesco

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Do UOl – Tv Cultura – A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) publicou uma nota sobre uma possível infração ética gravíssima na denúncia de 200 mortes de voluntários na pesquisa com medicamento proxalutamida no estado do Amazonas.© Reprodução/Pexels

No site da Rede Latino-americana e Caribenha de Bioética (Redbioética-Unesco), o pronunciamento faz referência à denúncia da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), encaminhada à Procuradoria-Geral da República no início de setembro.

“Consideramos que este pode ser um dos episódios mais graves de infração à ética em pesquisa e violação dos Direitos Humanos dos participantes da história da América Latina, envolvendo a morte suspeita de 200 pessoas, portanto é imprescindível que esses tipos de eventos sejam investigados em profundidade”, afirmou o comunicado.

Segundo a Unesco, há uma suspeita de que o comitê científico de pesquisa, uma exigência para execução e supervisão de ensaios clínicos, tenha sido elaborado por pessoas com vínculos aos patrocinadores da pesquisa, o que configura um conflito de interesses.

“Quanto à denúncia, seria igualmente condenável se os pesquisadores, apesar de terem conhecimento dos óbitos sucessivos, não tivessem apresentado uma análise crítica dos mesmos, bem como dos eventos adversos graves e optassem por continuar com o recrutamento e a execução dos estudos”, acrescentou.

No relatório direcionado à PGR, a Conep exaltou que os responsáveis pela pesquisa desrespeitaram quase todo o protocolo aprovado pela comissão no início do ano. De acordo com o documento, o protocolo foi aplicado em fevereiro, no Amazonas, sem autorização. A pesquisa havia sido autorizada com 294 voluntários, mas, no total, foram 645 pessoas.

“Nenhuma emergência sanitária, ou contexto político ou econômico, justifica fatos como aqueles que, segundo o que foi divulgado e atento ao que foi denunciado, teriam ocorrido no Brasil”, afirmou a Unesco.

CPI da Covid tem atalho caso Augusto Aras se recuse a fazê-la para denunciar Bolsonaro no STF

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Da Revista Isto É – De acordo com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a cúpula da CPI da Covid já traçou uma estratégia para fazer com que suas denúncias contra Jair Bolsonaro cheguem ao STF (Supremo Tribunal Federal), caso Augusto Aras, procurador-geral da República, se recuse a fazê-las.Jefferson Rudy/Agência Senado© Jefferson Rudy/Agência Senado Jefferson Rudy/Agência Senado

Desde que assumiu o cargo, Aras vem se resistindo a dar seguimento a ações contra o presidente. Por lei, o PGR tem 30 dias para dar encaminhamento ao relatório final da CPI. Se ele arquivar o relatório, ou não enviar denúncias ao STF, entidades de direito privado entrarão com ação direta no Supremo.

Ainda segundo a coluna, por conta dessa possibilidade, membros da CPI já estão discutindo a alternativa com membros da OAB (Ordem de Advogados do Brasil), que podem assumir a causa em nome de associações vítimas da Covid.

“Em caso de eventual desídia do Ministério Público, a parte legítima da ação, ou seja, o público ou parentes de vítimas, tem a possibilidade de ofertar uma ação direta privada ao STF”, afirma o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues. O instrumento legal para isso seria a ação penal subsidiária da ação penal pública.

Renan Calheiros, relator da CPI da Covid, já está decidido a incluir Bolsonaro como um dos responsáveis pelas mais de 600 mil mortes pela Covid-19. Além dele, outros 30 nomes devem ter indiciamento proposto no relatório final, que será entregue no dia 19 deste mês.

Fala do presidente do CFM entra para a história da pandemia e do Brasil

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O portal metrópole publicou uma fala do Mauro Ribeiro, o presidente do Conselho Federal de Medicina, em diálogo com o presidente de um conselho regional através de live. Nela, Ribeiro admite que não há evidência científica para o uso da cloroquina contra covid, nem as leis que regem o conselho permitiriam a liberação do medicamento com tal fim. Porém, em nome do bom trânsito com o presidente Jair Bolsonaro e a partir de 25% dos médicos que querem receitar a droga, eles abriram uma exceção.

Lá pelas tantas, ele alega também que o diálogo aberto com Bolsonaro permitiu a paralisação da abertura de novas escolas de medicina, política iniciada no governo Dilma, que acarretaria na popularização da atividade médica no Brasil. Trata-se de uma fala para entrar para a história da pandemia e do Brasil. Em nome da reserva de mercado, o CFM endossou o cloroquinismo bolsonarista a revelia de suas consequências letais.

E a maioria dos “curados” da Covid ficam com sequelas por até quatro meses

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Durante a pandemia, o discurso governista inventou algo bizarro – a comemoração do número de curados diante de uma doença com taxa de letalidade definida.

Ora, para existir alguém que sobreviva ao novo coronavírus, é preciso que todo o sistema falhe – barreiras internacionais abertas, falta de informação, carência de uso das medidas sanitárias (limpeza das mãos, distanciamento e máscara) e falta de testagem. Além disso, o discurso do número de “curados” esconde também que nada pode ser feito contra a patologia. Ela apresenta taxa de óbito que nenhum remédio foi capaz de alterar seu curso. Isto é: a cada 100 pessoas contaminadas, uma irá falecer. Pode parecer pouco, mas vimos o estrago em termos populacionais. Ao vibrar com o número de sobreviventes, fica a impressão de que o governo fez algo para que estas pessoas não morressem. Só que a cura diante de um vírus que podia ter sua circulação evitada vem do próprio corpo.

Em suma, comemorar o número de curados seria como alardear algo semelhante para o sarampo, dengue ou outras doenças que podem ser suprimidas antes mesmo do seu contágio.

E há algo também esquecido. Conforme pesquisa publicada pelo site UOL, 80% dos curados ficam com sequelas por pelo menos quatro meses após a contaminação. São problemas de coração, a necessidade de fazer hemodiálise, dificuldade de respirar, de locomoção etc.

Bolsonaro volta a questionar vacinação e afirma que “quase o mundo todo vive na hipocrisia”

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Tv Cultura – Em evento no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro voltou a questionar a vacinação contra a Covid-19. Ao falar sobre o número de mortes pela doença em pessoas abaixo dos 20 anos, o chefe do Executivo perguntou, sem apresentar argumentos ou evidências: “Por que vacina? Meu Deus do céu, será que é um negócio que estamos vendo em jogo no Brasil e no mundo?”.© Alan Santos/Palácio do Planalto

“O número de pessoas que morrem por Covid abaixo de 20 anos está [sic] 99,99, alguma coisa… Então por que vacina? Meu Deus do céu, será que é um negócio que estamos vendo em jogo no Brasil e no mundo? Um negócio que ninguém tem coragem de falar porque politicamente não é bom falar. Você perde voto, perde simpatia, vão te chamar de negacionista. Vivemos na hipocrisia, quase o mundo todo vive na hipocrisia”, disse Bolsonaro.

Para a médica Sue Ann Costa Clemens, a vacinação é essencial para o controle da pandemia em todo o mundo. “Enquanto o mundo não for vacinado, nós vamos ter celeiros de novas cepas, que podem ser mais severas e transmissíveis. Vimos ondas com a Delta e a Gama, e isso causou muitas hospitalizações e fechamento de economias”, ressaltou em entrevista ao Roda Viva, no último dia 4.

Petrobras anuncia novo aumento no preço da gasolina e do gás de cozinha

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Do Estadão – A Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 8, mais um reajuste nos preços da gasolina e do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha. O litro da gasolina vai ficar R$ 0,20 mais caro a partir de sábado, 9, e o quilo do GLP vai subir R$ 0,26. Com isso, o gás de cozinha (botijão de 13 kg) sairá das refinarias da estatal custando R$ 50,15 para as distribuidoras.

Para a gasolina A (sem adição de álcool anidro), o preço médio de venda da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 2,78 para R$ 2,98 por litro.

Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço da gasolina na bomba passará a ser de R$ 2,18 por litro em média. A variação é de R$ 0,15 por litro, segundo a empresa.O aumento no preço dos combustíveis pesou no IPCA de setembro. © Marcello Casal Jr/Agência Brasil – 16/9/2021 O aumento no preço dos combustíveis pesou no IPCA de setembro.

O preço médio de venda do GLP da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 3,60 para R$ 3,86 por kg. O preço do produto não era reajustado havia 95 dias.

A avaliação da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) é de que o aumento da gasolina, após 58 dias de estabilidade, não é suficiente para equiparar os preços da Petrobras aos do mercado internacional, onde o produto e também sua matéria-prima, o petróleo, estão em recorrente valorização. “Com o aumento anunciado, as janelas para importações continuam muito fechadas”, afirmou Sérgio Araújo, presidente da Abicom.

A Petrobras, em comunicado à imprensa, admite que o aumento reflete apenas parte da alta externa. A companhia fala em “elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio, dado o fortalecimento do dólar em âmbito global”.