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Órgãos de inteligência suspeitam de ataques no 7 de setembro pelos próprios bolsonaristas para acusar esquerda

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Órgãos de inteligência suspeitam que as manifestações do 7 de setembro podem ter ataques, que seriam utilizados para acusação da esquerda. O apontamento é feito por dois oficiais destes órgãos, que deram as declarações para a coluna de Matheus Leitão da Revista Veja.

Conforme as afirmações, o ato de violência teria o objetivo de mudar o rumo das eleições de 2022. Na liderança das pesquisas, Lula (PT) é o principal candidato da esquerda brasileira.

Segundo os oficiais, que prestam serviço aos órgãos sem nenhum viés ideológico, o ato seria para atacar os próprios bolsonaristas e incriminar movimentos de esquerda. A maior preocupação, apontada pela coluna, é de que os ataques atinjam os militares no 7 de setembro, grandes aglomerações e ampliem uma narrativa contra o retorno do PT no governo.

Ataque antigo

A coluna da Veja lembrou ainda do atentado do Riocentro, em 1981, que foi organizado por setores radicais do Exército e da Polícia Militar do Rio de Janeiro. O ato foi realizado para incriminar grupos de esquerda que se opunham à ditadura.

Secretaria de Saúde do RN orienta empregados de hotéis e motéis sobre prevenção à varíola dos macacos

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Do G1/RN – Devido ao crescimento de casos da doença varíola dos macacos (Monkeypox) no Brasil, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte emitiu duas notas técnicas, nesta segunda-feira (1º). Uma delas, orienta profissionais que trabalham em hotéis e motéis do estado sobre as medidas de prevenção à doença.

A outra nota orienta a população como um todo sobre os sintomas e a importância de notificar as autoridades de saúde em caso de suspeita da doença.

“A Vigilância em Saúde está em alerta para o crescimento dos casos em todo o país e no mundo. É importante destacar que o aparecimento de qualquer sintoma característico da doença, a população deve procurar uma unidade básica mais próxima de sua residência e garantir o diagnóstico precoce e oportuno para que não tenhamos surtos da doença no Estado do Rio Grande do Norte”, afirmou Kelly Lima, coordenadora de Vigilância em Saúde da SESAP.

Entre as orientações aos trabalhadores das redes de hotéis e motéis, a Sesap recomendou o uso de equipamentos individuais de proteção e reforço da limpeza dos ambientes. Veja todas as recomendações no fim desta matéria.

No estado, segundo a Sesap, já foram notificados 21 casos suspeitos da varíola dos macacos. Do total, dois foram confirmados, sete descartados, cinco continuam em investigação, três foram considerados sem critérios e quatro seguem como suspeitos. No Brasil, uma morte causada pela doença foi confirmada pelo Ministério da Saúde.

Transmissão

Transmitida de animais para humanos, a Monkeypox (Varíola dos Macacos) é uma zoonose que provoca doença em humanos. De acordo com a Sesap, a transmissão para humanos pode ocorrer através do contato com um animal ou humano infectado, ou com material corporal humano contendo o vírus.

A transmissão entre humanos ocorre principalmente através de grandes gotículas respiratórias. Como as gotículas não podem viajar muito, é necessário um contato pessoal prolongado.

O vírus também pode infectar as pessoas através de fluidos corporais, ou seja, com o contato com a lesão ou contato indireto com o material da lesão.

Sintomas

O período de incubação da varíola dos macacos pode variar de 5 a 21 dias. O estágio febril da doença geralmente dura de 1 a 3 dias com sintomas que incluem febre, dor de cabeça intensa, linfadenopatia (inchaço dos gânglios linfáticos), dor nas costas, mialgia (dor muscular) e astenia intensa (falta de energia).

O estágio febril é seguido pelo estágio de erupção cutânea, com duração de 2 a 4 semanas. As lesões evoluem de máculas (lesões com base plana) para pápulas (lesões dolorosas firmes elevadas).

Notificação

A nota orienta que todos os casos suspeitos de monkeypox no RN, deverão ser notificados de forma imediata, em até 24 horas, preferencialmente no “Formulário de notificação com copia para o CIEVS Estadual, através os canais listados abaixo, por se tratar de uma doença de notificação imediata.

A nota orientativa para empregadores e trabalhadores da rede de hotéis e de motéis com relação às formas de transmissão da Monkeypox, traz as medidas de Vigilância para proteger o trabalhador de possíveis contaminações, como manejo de objetos e reforço dos protocolos de higienização.

Orientações a empresas e profissionais de hotelaria

  • Identificar os locais e atividades com maiores possibilidades de exposição e transmissão do vírus causador da Monkeypox;
  • Capacitar os trabalhadores da rede de hotéis e motéis quanto às medidas de prevenção a serem adotadas para mitigação de casos de Monkeypox. Os procedimentos de prevenção adotados deverão ser aplicados também aos fornecedores e prestadores de serviço;
  • Manusear com cuidado objetos, toalhas, roupas de cama e pessoal utilizados pelos hóspedes, pois podem conter material da lesão da doença;
  • Evitar sacudir ou manusear a roupa suja de forma que possa dispersar partículas infecciosas;
  • Acondicionar itens de rouparia sujos e encaminhar para a lavanderia, a qual deverá realizar os cuidados necessários para a adequada higienização. Não há necessidade de descarte de roupas utilizadas por pessoas suspeitas ou confirmadas;
  • Higienizar/desinfectar os carrinhos ou equipamentos utilizados no transporte da roupa suja, até a lavanderia, após cada uso;
  • Priorizar entre trabalhadores e hóspedes a utilização de objetos de uso único/descartáveis (como copos, pratos e outros). Caso não seja possível, reforçar a higienização adequada desses utensílios antes da disponibilização para novo uso;
  • Orientar trabalhadores e hóspedes a não compartilhar pratos, copos, talheres e outros objetos de uso pessoal;
  • Remover objetos de uso tipicamente compartilhado (como jornais, revistas e livros) de espaços comuns e dos quartos para evitar a contaminação indireta;
  • Higienizar adequadamente as mãos durante o turno de trabalho com água e sabão ou álcool gel 70% friccionando por pelo menos 20 segundos.
  • Redobrar os cuidados antes e após utilizar cartões e máquinas de cartões, após carregar malas e bagagens e após a retirada das luvas (quando necessário o uso);
  • Colocar dispensadores com álcool em gel a 70% nos locais de fácil acesso a todos para que façam uso sempre que necessário;
  • Utilizar barreira física na recepção (por exemplo, com vidro ou acrílico);
  • Fornecer gratuitamente os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados para os trabalhadores do serviço de acordo com os riscos a que estão expostos, orientando-os/capacitando-os sobre o uso adequado, guarda e conservação;
  • Utilizar adequadamente os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) fornecidos gratuitamente pelo empregador.
  • O trabalhador deve utilizar o EPI apenas para a finalidade a que se destina, responsabilizando-se pela guarda e conservação, e comunicando ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio, como por exemplo o uso de luvas rasgadas;
  • Orientar quanto ao uso de máscaras de proteção individual por todos: hóspedes, funcionários, fornecedores e prestadores de serviços, em especial na entrada dos estabelecimentos, recepção, refeitórios e áreas de grande circulação de pessoas;
  • Intensificar a frequência de limpeza nos espaços coletivos, como copas, área kids, recepção e áreas de maior circulação de pessoas;
  • Providenciar cartazes informativos/ilustrativos sobre as medidas preventivas e a transmissão da Monkeypox na recepção, áreas comuns, dentro dos elevadores e em cada quarto;
  • Reforçar entre os trabalhadores as medidas de prevenção, isolamento e outras precauções padrões, mediante a presença de casos suspeitos, confirmados ou mesmo na ausência de novos casos de Monkeypox no local de trabalho;
  • Recomendar para os trabalhadores do estacionamento e do serviço de manobrista: Dar preferência ao autosserviço. Ao receber o veículo, realizar a higienização de acessórios internos que possam ser manuseados pelo motorista (produto alcoólico e pano descartável) com uso de luvas ou imediata lavagem das mãos após limpeza; a permanecer de máscara, manter as janelas abertas e não fazer uso do ar condicionado durante o deslocamento do veículo até a vaga, e a realizar a higienização de acessórios internos e externos antes de entregar o veículo para o hóspede;
  • Manter protocolos/fluxos de identificação precoce dos trabalhadores suspeitos e confirmados com Monkeypox, que contemple as rotinas de atendimento, afastamento e retorno ao trabalho. Além de lista atualizada desses trabalhadores suspeitos e confirmados, com data da confirmação diagnóstica e período de afastamento, monitorando o retorno ao trabalho para evitar a exposição dos demais trabalhadores.

Bolsonaro teme ser preso se não for reeleito em outubro

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A Tarde – O presidente Jair Bolsonaro (PL) acredita que pode ser preso caso perca a eleição em outubro próximo. Ele tem dito a interlocutores do próprio governo que, deixando o Palácio do Planalto, deve responder a inquéritos que teriam como objetivo perseguir não só a ele, mas aos filhos também. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, da Folha.

Sem perspectiva, até agora, de crescimento nas pesquisas eleitorais, o presidente estaria sendo tomado por um sentimento de desespero, deixando-o por vezes “transtornado” com a possibilidade de terminar atrás das grades.

De acordo com relatos de políticos e autoridades, Bolsonaro disse que não será “ingênuo” como seus antecessores. Lula (PT) ficou preso por quase 600 dias. Michel Temer (DMB) chegou a ser conduzido duas vezes à prisão, mas foi solto em menos de 10 dias.

Bolsonaro afirma a auxiliares que “reagirá” caso sua preocupação se torne real, não será “preso com facilidade” e que a situação pode terminar em morte.

“Vão querer montar alguma coisa para me prender”, teria dito o presidente ao afirmar que não cometeu nenhum crime.

O temor é que, perdendo a eleição, Bolsonaro seja julgado na Justiça comum, sem condição de manter articulação e força política suficientes para se livrar da prisão. Basta lembrar que o presidente é alvo de centenas de inquéritos, muitos por causa da condução das suas ações durante o período mais grave da pandemia da Covid.

Por isso, o desespero de Bolsonaro tem se traduzido em reiterados ataques ao sistema eleitoral e ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Em busca de solução para estancar o medo presidencial, aliados de Bolsonaro têm procurado políticos e membros do judiciário com o objetivo de costurar uma espécie de acordo que garanta que ele não seja preso caso perca a eleição. Por enquanto, nada feito.

Bolsonaro volta a atacar Moraes e diz que Fux deveria ser investigado por defender urnas eletrônicas

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Do Estadão – BRASÍLIA – Mais uma vez na contramão do que pede sua equipe de campanha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça-feira, 2, o chefe do Executivo acusou Alexandre de Moraes de “fazer tudo” para incriminá-lo e defendeu que o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, seja incluído no chamado inquérito das Fake News por ter defendido na segunda-feira, 1º, a lisura das urnas eletrônicas durante seu discurso de abertura do semestre do Judiciário.

“Fux está no mínimo equivocado, ou é fake news. Deveria então o Fux estar respondendo no inquérito do Alexandre de Moraes (das fake news), se fosse um inquérito sério”, declarou Bolsonaro na entrevista à Rádio Guaíba. “Prezado Fux, qual país desenvolvido do mundo adota nosso sistema eleitoral? Que maravilha esse sistema eleitoral que ninguém quer”, disse o presidente, que tem insistido na sua tese, já desmentida, de que o sistema eleitoral brasileiro é falho.

Moraes, que toma posse na presidência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no próximo dia 16 e conduzirá as eleições brasileiras, assim como a própria corte, têm tido a lisura atacada repetidamente por Bolsonaro sem provas.

”Inquéritos do Alexandre de Moraes são completamente ilegais, imorais. É uma perseguição implacável por parte dele, a gente sabe o lado dele”, afirmou o presidente em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre. “É maneira de jogar a rede e me incriminar em algum lugar. (Moraes) Está fazendo tudo de errado e, no meu entender, não vai ter sucesso em seu intento final”, acrescentou.© Fornecido por EstadãoNo ano passado, manifestações em São Paulo e Brasília, que contaram com a participação de Bolsonaro, reuniram milhares de pessoas em apoio ao presidente. Foto: Estadão Conteúdo

Bolsonaro citou o pedido da vice-procuradora-geral da República Lindôra Araújo, que analisou demanda da Advocacia Geral da União e reforçou o pedido da AGU para arquivar a investigação aberta contra Bolsonaro por suposta violação de sigilo de inquérito da Polícia Federal.

“O que Lindôra fez é dizer que esse inquérito do Moraes não tem fundamento”, afirmou o presidente, que descreveu a investigação da PF durante a live, ano passado, em que repetiu ataques sem provas sobre a segurança das urnas eletrônicas. Nesta terça, ele cobrou conclusão do caso. “É interferência dentro da PF? De quem? Não sei, mas não fecha esse inquérito”, criticou Bolsonaro. “Quebraram sigilo do meu ajudante de ordens é um crime”, disse, referindo-se à inclusão do coronel Mauro Cid nas investigações sobre o vazamento

23 países usam urnas com tecnologia eletrônica

Segundo o Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Social (IDEA Internacional), 23 países usam urnas com tecnologia eletrônica para eleições gerais e outros 18 as utilizam em pleitos regionais. Entre os países estão o Canadá, a Índia e a França, além dos Estados Unidos, que têm urnas eletrônicas em alguns estados. No Brasil, o modelo passou a ser usado em 1996 e nunca houve registro de fraudes ou violações ao sistema.

Em resposta às investidas de Bolsonaro, o TSE também divulgou uma lista de fatos para contrapor as 20 alegações contadas pelo presidente sobre o processo eleitoral. Entre elas a que um hacker teve acesso a todas as informações internas da Corte.

Na entrevista, Bolsonaro também atacou o ministro Luís Roberto Barroso, do STF e ex-presidente do TSE, a quem chamou de “criminoso” por ter articulado junto a parlamentares a rejeição à proposta do voto impresso defendida pelo governo, e voltou a convocar seus apoiadores para os atos de 7 de setembro. “Vamos pela última vez às ruas para mostrar para aqueles surdos [ministros do STF] que o povo tem de ser o nosso norte”, declarou, repetindo o apelo que marcou a convenção de lançamento de sua candidatura, mês passado.

De acordo com o presidente, os atos de 7 de setembro terão, pela primeira vez, um desfile cívico-militar em Copacabana. “O desfile deve durar no máximo uma hora, com tropas das Forças Armadas”, disse ele. “Da nossa parte, ninguém vai querer protesto para fechar isso, fechar aquilo. Moralmente tem instituições se fechando. Dá para a gente ganhar essa guerra dentro das quatro linhas (da Constituição)”, acrescentou. “Uma das frases mais mostradas lá deve ser a questão da transparência, em especial a eleitoral. Vamos ter eleições, mas queremos transparência.“

Os atos bolsonaristas do Dia da Independência, em 2021, entre as ocasiões de maior enfrentamento entre Bolsonaro e as instituições brasileiras. Na Avenida Paulista, o presidente declarou à época que não mais cumpriria decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ameaça ganhou reação do mundo político, que viu chance de crime de responsabilidade passível de impeachment. Pressionado, Bolsonaro teve de publicar uma carta à nação escrita pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) para diminuir a fervura.

Forças Armadas mudam às pressas desfile militar no Rio por ordem de Bolsonaro

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(FOLHAPRESS) – A escolha do presidente Jair Bolsonaro (PL) de participar do desfile no Rio de Janeiro pegou militares que organizam o evento de surpresa. Agora, a cerca de um mês do evento, o Comando Militar do Leste e o Ministério da Defesa buscam alterar o planejamento para atender à ordem do mandatário.

Segundo relatos feitos à reportagem, o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, foi avisado da decisão na sexta-feira (29). Os preparos para o evento estavam quase todos prontos, mas devem ser rearranjados para comportar a participação do presidente e de seus apoiadores.

O ato deve ter caráter político e eleitoreiro, uma vez que ocorre a um mês da votação. Acontecerá ainda em um momento em que o chefe do Executivo está pressionado pelas pesquisas de intenção de voto e joga descrença sobre o sistema eleitoral.

O Datafolha mostrou que Bolsonaro está a 18 pontos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista tem 47% das intenções de voto contra 28% do atual mandatário.

No ano passado, Bolsonaro usou o feriado para convocar apoiadores para irem às ruas em atos de raiz golpista. Depois de participar do desfile militar em Brasília, fez discurso com ameaças ao Supremo Tribunal Federal, exortou desobediência à Justiça e disse que só sairia da Presidência morto.

No Rio de Janeiro, o desfile de 7 de Setembro ocorre tradicionalmente na avenida Presidente Vargas, no centro, pela manhã.

No sábado (30), no entanto, Bolsonaro anunciou que iria alterar o cronograma: o desfile será às 16h na avenida Atlântica, na orla de Copacabana, local em que geralmente ocorrem manifestações favoráveis ao presidente.

“Sei que vocês [paulistas] queriam [que o ato fosse] aqui [em SP]. Queremos inovar no Rio. Pela primeira vez, as nossas Forças Armadas e as forças auxiliares estarão desfilando na praia de Copacabana”, disse durante a convenção que lançou a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Governo de São Paulo.

Generais consultados pela reportagem afirmaram, sob reserva, que a decisão do Planalto foi comunicada verbalmente a Nogueira. Instantes depois, a informação foi repassada para o Comando Militar do Leste, responsável pela organização do evento.

Segundo os relatos, o órgão militar já estava em fase final de preparação do evento na avenida Presidente Vargas, como tradicionalmente ocorre. A expectativa era que mais de 5.000 militares e civis participassem do desfile.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou à reportagem que ainda não foi comunicado pelo governo federal da decisão de alterar o local do desfile. “Vi pela imprensa”, disse.

A prefeitura é responsável por preparar a estrutura do evento, instalando grades de proteção e arquibancadas, além de mobilizar forças de segurança.

O feriado de 7 de Setembro deste ano marca os 200 anos da Independência do Brasil. Em declarações públicas recentes, o presidente indicou que planeja transformar as festividades em atos bolsonaristas.

A campanha de Bolsonaro ainda não se engajou na organização do evento e deve definir na terça-feira (2), em reunião, se participará dos preparativos ou deixará o trabalho apenas com o governo.

Apesar disso, a campanha aposta no desfile no Rio de Janeiro para realizar a maior mobilização pública em seu favor no período eleitoral.

A ideia é que o encontro seja um aceno à parcela mais radical do eleitorado bolsonarista, que costuma se intitular como patriota. Aliados contam com os atos para o presidente demonstrar força política e eleitoral, além da fidelidade de seus apoiadores.

Na convenção nacional do PL que o oficializou como candidato a reeleição, Bolsonaro convocou seus apoiadores a irem às ruas “uma última vez” no 7 de Setembro e, em seguida, dirigiu seus ataques a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em outro trecho de sua fala, o presidente voltou a uma metáfora que costuma fazer e chamou seus apoiadores de “exército”. Jurou dar a vida pela liberdade e fez com que o público fizesse o mesmo juramento.

Segundo relatos, a escolha pelo Rio teve dois motivos: o primeiro é pelo simbolismo de, no momento em que o mandatário tenta expor sua proximidade com os militares, fazer um desfile em um dos pontos turísticos mais famosos do país; e o segundo é pelo fato de a capital fluminense ser o berço político de Bolsonaro.

Há uma avaliação ainda de que em São Paulo o voto bolsonarista pode estar mais consolidado do que no Rio de Janeiro. Portanto, a realização do evento em Copacabana pode ter mais retorno eleitoralmente.

No Dia da Independência, Bolsonaro deve participar do desfile militar em Brasília, pela manhã. Autoridades do Legislativo e Judiciário e chefes de Estado de países lusófonos foram convidados para participar do evento.

Interlocutores disseram ao jornal Folha de S.Paulo que o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, já comunicou que pretende comparecer.

Com a possível presença de altas autoridades estrangeiras, a expectativa de interlocutores do presidente é a de que o desfile de 7 de Setembro em Brasília seja protocolar e que eventuais sinalizações golpistas de Bolsonaro para sua base mais radical fiquem reservadas para o ato no Rio.

Os eventos de comemoração do Bicentenário da Independência têm sido organizados pela Presidência da República e uma comissão interministerial, que reúne Itamaraty, Ministério do Turismo, Ministério da Defesa, Ministério da Educação, Secretaria Especial de Cultura e Secretaria de Comunicação.

Além dos desfiles em Brasília e Rio de Janeiro, o governo prepara eventos oficiais em todas as cidades do país que possuem organizações militares da Marinha.

Nesta segunda (1), representantes das Forças Armadas participaram da primeira reunião no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como entidade fiscalizadora das eleições.

Ao todo, 84 pessoas estiveram no encontro. Segundo relatos feitos à Folha, o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Julio Valente, apresentou os 39 momentos em que a confiabilidade do sistema eletrônica pode ser aferida. A reunião foi descrita como esclarecedora pela maioria dos presentes.

De onde menos se espera, daí é que não sai nada

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A famosa frase do Barão de Itararé serve para caracterizar a candidatura ao governo da hoje senador Styvenson Valentim. Sim, ele será candidato. E o RN só ficou sabendo porque vazou que ele aceitou o convite para participar do debate que será promovido entre os postulantes ao governo no próximo domingo (7) pela emissora às 21 horas em sua sede em Natal.

Ora, se ele quer ser candidato tem mais é que ir para a disputa mesmo. A questão não é essa. O fato é que ele poderia ao menos ter o cuidado de chamar uma coletiva de imprensa, escrever uma carta à sociedade, fazer um discurso – os meus são os mais variados – e expor as razões de tentar ocupar pelo voto a governadoria a partir de 2023. Mas não. Fica fingindo ser o não político já com quase quatro anos de mandato como senador.

Esta capa funcionou bem em 2018. Só que agora será diferente. Ele terá de mostrar o que fez e realizou como político profissional que hoje é, apesar de falar no sentido contrário.

Partido de Bolsonaro terá candidato disputando eleição de dentro da cadeia

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Do Blog do Barreto – O PL, do presidente Jair Bolsonaro, confirmou neste domingo a candidatura de Wendel Largatixa, policial militar preso no último dia 20 de julho, na Operação Aquaronte, acusado de participar de um triplo homicídio, ocorrido no dia 29 de abril.

A Agência Saiba Mais ouviu o presidente do PL, o deputado federal João Maia, que negou se sentir constrangido com a candidatura de um policial preso.

“Ele vai ser candidato. Legalmente, não tem problema nenhum, ele não tem nenhuma ponderação”, disse. “Para nós, todo mundo é inocente até que se prove o contrário”, reforçou.

Wendel fará dobradinha com Evandro Gonçalves Júnior, o Sargento Gonçalves, que saiu em sua defesa ao discursar como candidato a deputado federal aprovado na convenção. “É a voz contra a bandidagem”, frisou.

Wendel é suspeito de participar de um grupo de extermínio.

Licitação suspensa em Natal atrapalha 40% dos potiguares

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Com 24% da população do RN morando em Natal e outros 16% na região metropolitana, a suspensão da licitação do transporte público de Natal atrapalha quase metade do Estado.

Em entrevista a uma rádio da cidade, o prefeito de São Gonçalo, Eraldo Paiva (PT), criticou Álvaro Dias por não liderar esse debate. Sem um transporte organizado na capital, as cidades que compõem a região metropolitana também não conseguem estabelecer uma integração do seu transporte público.

E ele tem razão. Natal lidera a economia e a mobilidade da região em análise. Se a capital abre mão de suas incumbências, os municípios menores não conseguem estabelecer um sistema isoladamente.

Problema de décadas e que, pelo jeito, uma solução não sairá do papel tão cedo.

Jefferson será o kamikaze do bolsonarismo

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O ex-deputado federal Roberto Jefferson se lançou à presidência da república, mesmo estando em prisão domiciliar.

Ele deve exercer o papel de levantador para o também candidato Jair Bolsonaro cortar.

Será candidatura auxiliar do bolsonarismo, espécie de Kamikaxe do Kamikaze – atacará inimigos e possivelmente ficará pelo caminho em prol da reeleição do presidente.

Análise: ao anunciar que é Bolsonaro no RN, Fábio Dantas demonstra que irá brigar pela segunda posição

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Em convenção no fim de semana que finalizou a homologação da chapa Fábio Dantas e Rogério Marinho, Dantas disse que aceita ser o candidato de Jair Bolsonaro no RN. Não é só a resistência de ser Bolsonaro e o anúncio extemporâneo que são significativos. O fato de Fábio Dantas ter feito isto somente agora é o sinal de que brigará para ficar na segunda posição.

Antes, ele relutava em se associar ao bolsonarismo, dado o fato óbvio de que o RN é um estado de maioria lulista. Para ter chances de vencer, aderir ao presidente que tem um patamar de 60% de reprovação é inviável. A estratégia de Fábio Dantas para disputar o governo era tentar estadualizar o debate. Por isso levou falta nas vezes em que Jair Bolsonaro veio ao estado.

O que mudou? A provável entrada do senador Styvenson Valentim no pleito majoritário traz um perigo adicional. Se continuar recusando os cerca de 25% dos eleitores de Bolsonaro no RN, o ex-comunista pode terminar o pleito em terceiro lugar atrás do capitão da PM. Basta que Styvenson, hoje empatado tecnicamente com Fábio mesmo com o membro do solidariedade em campanha há meses e com todo o apoio da mídia bolsonarista, atraia esse eleitorado.

Ao dizer que ele é Bolsonaro no RN, Fábio Dantas abriu mão de vez de lutar pela vitória e demonstrou que canalizará energia para terminar apenas atrás de Fátima Bezerra, sobrepujando Styvenson. Não tem como ganhar uma eleição majoritária em que é preciso obter maioria absoluta – em um turno ou em dois – no Rio Grande do Norte, defendendo o “legado” do “Mito”.

A leitura que este blogueiro faz é límpida assim como a demonstração dada no fim de semana pelo governadorável – Dantas, que estava com futuro indefinido após participar da administração de Robinson Faria, reconstruirá sua carreira política a partir de 2022. Basta ter boa votação, formar uma base minoritária – mas sólida – e passar a liderar a oposição ao governo. Para quem estava sem perspectiva não é pouca coisa. Pelo contrário. Perdendo nessas condições, Fábio Dantas também sairá vitorioso de 2022.