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MP pede manutenção do afastamento de Raniere, mas não mostra provas para sustentar sua opinião

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Está no Portal no Ar. O ministério Público pediu o afastamento do presidente da câmara, o vereador Raniere Barbosa. Porém, não apontou razões para tanto.

O curioso é que os dois secretários alcançados pela operação cidade luz, que investiga uma formação de cartel na SEMSUR, foram indicados diretamente pelo prefeito Carlos Eduardo Alves e as licitações suspeitas foram feitas pela comissão instalada na prefeitura do Natal, em especial, na secretaria de obras da cidade.

Hoje, o que sustenta o afastamento de Raniere? E outra: se afastou Raniere, por que não pediu, baseado nos elementos que têm em mãos, o afastamento do prefeito Carlos Eduardo Alves? O que o MP tem mais contra Raniere e menos contra o prefeito de Natal?

DO PORTAL NO AR

Por Dinarte Assunção

A procuradora Yadia Gamo Maio, da 7ª Procuradoria de Justiça, juntou ao mandado de segurança em que o vereador Raniere Barbosa postula a volta à Câmara Municipal parecer em que opina contrariamente às intenções do parlamentar.

O parecer era o único elemento que restava para o desembargador Glauber Rêgo decidir entre a opinião do Ministério Público do RN – autor do pedido de afastamento de Raniere – e a defesa do parlamentar.

A decisão judicial que determina o afastamento de Raniere traz membros de uma suposta associação criminosa tratando de transferências de valores para o parlamentar.

Mas não há, nos autos, nenhum documento que prove que o vereador recebeu tal dinheiro, como alega a defesa do parlamentar, que ainda ressalta o fato de não haver nenhuma ligação interceptada, entre nove volumes de material transcrito, entre os investigados e Raniere Barbosa.

EDITORIAL – Quantas vidas da periferia valem uma da zona sul?

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É uma pergunta aparentemente retórica, mas que tem sua validade. Explico. As fortes estatísticas sobre homicídios em Natal e no Rio Grande do Norte não ganham rosto, nem profissão (um mecânico morto ou vítima de atentado não recebe uma nota de solidariedade, como fizeram os médicos no momento em que agem politicamente pressionando as administrações públicas para que não implementem ponto eletrônico), normalmente quando os mortos não vêm do eixo sul de Natal. E não é de hoje.

O crescimento da taxa de assassinato não começou a semana passada. Inicia sua escalada a partir do ano de 2004 e sobe mais de 1000% até 2014, de acordo com o Atlas da Violência. Há, posteriormente, uma reversão que torna a subir em seguida. Foi uma situação local, estadual e nacional historicamente negligenciada. Presídios sucateados, delegacias desabastecidas, falta de inteligência, carência nos serviços públicos, sistema prisional abarrotado, justiça lenta, etc. Um descaso com uma bomba prestes a explodir. Enquanto morriam pessoas em Bom Pastor ou Nova Natal o tema parecia não despertar grandes elocubrações. Autoridades até ontem responsáveis diretamente pela (in)segurança pública do RN hoje aparecem como solução eleitoral contra o estado de crise alcançado.

A abordagem tem sido essa, inclusive da própria mídia na qual, de alguma forma, também este pequeno blog faz parte. O espaço destinado a algo que ocorre numa farmácia em Lagoa Nova ou em uma galeria de Natal, “do lado de cá da ponte”, é infinitamente maior do que o atribuído a um crime semelhante em terreno mais distante dos cafés jet society. O debate, quando levado por esse percurso, só, de fato, cria pânico em grupos de whatsapp, palcos perfeitos para meias-verdades ou inverdades inteiras, e pouco contribui para equacionar devidamente o revés pelo qual o Rio Grande do Norte atravessa.

A violência é um problema local, estadual e nacional em que não há como minimizar tal estado de coisas pela via de um salvador da pátria governamental. Requer iniciativas articuladas de toda uma sociedade, sem seletividade, nem gestação de cenários que parecem importar mais do que outros. É preciso envolvimento do Estado, da sociedade civil organizada e revitalização dos serviços/espaços públicos. Já se sabe, por exemplo, que quando um adolescente evade da escola, a tendência à criminalidade aumenta consideravelmente.

E os números, sempre atualizados como uma corrida de cavalo semelhante a um índice de desenvolvimento de uma eleição ou da bolsa de valores, carecem de reflexividade. Como saber o que se passa quando morrem 20 pessoas durante uma semana, se não entendendo o porquê disto ocorrer? Há muito mais coisa envolvida do que apenas uma quantidade maior ou menor de policiais nas ruas. E os chamados, de forma um tanto quanto pretensiosa, formadores de opinião não estão apartados como responsáveis por um debate cheio de cortes e privilégios. Como mudar? Um bom ponto de partida seria agir dando o mesmo peso e relevância ao que aconteceu no passado e acontece hoje em todas as regiões das terras de poti. Do contrário, tudo será alterado para que continue exatamente como se encontra. Alguém duvida?

Instagram é a radicalização da preguiça e da futilidade nas redes sociais

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Caros leitores, deixem me compartilhar uma opinião. E, óbvio, ninguém precisa concordar. Vou logo dizer abertamente: não consigo gostar do Instagram. Argumentarei sobre o porquê.

A rede social que mais bomba hoje, como me falou um colega, está, é verdade, num nível superior ao Twitter e Facebook. Mas a razão não é das mais gloriosas. Ela eleva a um patamar único a impossibilidade de alguém entrar num espaço virtual e produzir qualquer conteúdo, debate. Só fotinhas pela forma de acesso privilegiada: o smartphone.

Pela sua lógica, é a que menos você acaba saindo dela para navegar por outros conteúdos. A força que a embala é o do mais puro narcisismo aliado ao desejo da busca pela imagem alheia pouco provocadora. É a rede social mais higienizada em relação ao que acontece “fora dela”. 

As rápidas e pequenas mensagens do Twitter, com os meios de difusão de outros conteúdos, criam uma ambiência de muito mimimi, mas também de amplo direito ao contraditório dinâmico. O Instagram não tem, nem de longe, a construção de opinião do twitter, apesar de ter ultrapassado o TT bastante em número de adeptos.

Já o Facebook, a bem da conjugação dos fatos, orkutizou. E daí? Isto tem a ver com democracia de acesso ao mundo digital, além do que ela permite que você forme sua própria rede de relações. Ora, e os malas sem alça, sempre presentes, podem ser ignorados e até bloqueados. Já os “textões”, às vezes enfadonhos, gozam também de utilidade. Em que pese o costume de quase sempre não passarmos do título das postagens, nem tudo pode ser dito em uma única frase.

Vejo no Instagram a radicalização da preguiça, pois que o usuário é pouco instigado. E como um meio em que o internauta pode ficar por horas nele sem ser contrariado em absolutamente nada. Assepsia total. É o mundo mais cor de rosa das redes sociais. Talvez venha daí seu tamanho sucesso.

Denúncia contra senadoras arquivada

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As três senadoras, Fátima Bezerra, Gleison Hoffman e Vanessa Grazziotin, acusadas por falta de decoro por ocuparem à presidência durante a votação da reforma trabalhista no senado, tiveram denúncia arquivada no conselho de ética.

Sobre a denúncia vazia contra Rodrigo Janot

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Rodrigo Janot tem um imóvel e o aluga para um amigo. Por ser do ministério público, ele paga com o auxílio moradia que todo procurador recebe.

Os jornalistas que embarcaram insinuam que, pelo fato do auxílio ter sido ampliado durante a gestão do Ministério Público Janot, ele estaria sendo beneficiado. Lorota total.

Bem, você pode não aprovar o auxílio moradia. Eu não aprovo. Mas nada há de irregular aí nesta conversa fumaceira para ajudar o presidente a desgastar o Procurador Geral que lhe acusa com muitas e boas razões.

Emprétimo para quitação da folha dos servidores será bom para o RN

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O Governador Robinson Faria tem mostrado otimismo no que tange a aprovação do empréstimo do Estado junto ao Banco do Brasil e/ou Caixa Econômica Federal. Com os recursos, a prioridade número 01 será colocar os salários dos servidores em dia.

Pode parecer estranho um Estado com dificuldades para pagar os seus funcionários procurar se endividar ainda mais. Só que o empréstimo mudará a equação hoje existente nas contas públicas estaduais. O RN tem dívida a longo prazo minúscula, uma das menores do país. E tem problemas graves de custeio da máquina. Os recursos serviriam para criar uma nova e benéfica correlação nesta balança.

Como a crise não é interminável, a tendência é que, com o aumento da arrecadação nos próximos anos, o empréstimo, caso aprovado, não se constitua como empecilho fiscal posterior.

Ainda há o benefício imediato de ativar a economia do RN, injetando recursos.

Cidade Luz: versões sobre delações já circulam nos bastidores

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O problema é identificar qual a verdade nessa história toda. O fato é que as delações já foram escrutinadas por alguns agentes, que andam agora procurando vazar o que há de concreto nelas. Cada um, óbvio, com interesses nada gratuitos.

Conforme o Índio Poti teve acesso, os dois empresários presos e um cargo em comissão já conversaram bastante com o Ministério Público.

Gilmar MEndes fortalecido

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Gilmar sentiu o enfraquecimento da Lava Jato e se esbaldou. Ao contrário do que muita gente imagina, não está isolado. Já demonstrou ter o apoio de setores do judiciário, da classe política e das elites empresariais, desejosas por mais orçamento e liberalização do Estado. É que a Lava Jato atrapalha os “negócios”.

 

Câmara Municipal de Natal implementará Portal da Transparência

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Natal, 08 de agosto de 2017 – O Presidente da Câmara Municipal de Natal, Vereador Ney Lopes Junior, determinou a implementação com inclusão no Portal da Transparência da instituição de todas as despesas dos vereadores, funcionários, verbas indenizatórias e outras informações. E ainda disponibilizará os links para outros portais da transparência.

O acesso será através do site :  http://www.cmnat.rn.gov.br/

A inserção dessas informações ocorrerá até o final desta semana, por determinação da presidência.

Com essa medida, a Câmara Municipal de Natal insere-se entre as poucas instituições públicas, que prestam informações à população, tornando transparente o exercício do mandato e os gastos públicos.

“É de fundamental importância a sociedade tomar conhecimento das despesas da Câmara Municipal. A transparência não é uma opção, é uma obrigação do gestor público”, finaliza o Presidente Ney Lopes Jr.

Comissão da Saúde visita UBS na zona Norte e cobra conclusão de obras

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Os integrantes da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Natal fizeram visitas fiscalizatórias às Unidades Municipais de Saúde (UMS), que estão com as obras inacabadas na zona Norte da capital.
A visita aconteceu nesta segunda-feira (7) e foi acompanhada pelo presidente da Comissão, Fernando Lucena (PT), a vice-presidente Carla Dickson (PROS), e os vereadores Cícero Martins (PTB), Preto Aquino (PEN) e Franklin Capistrano (PSB).
A primeira visita aconteceu no Alto da Torre. No local, os membros da comissão constataram que a obra da Unidade Básica de Saúde (UBS) foi retomada, mas ainda em fase inicial de construção. Fernando Lucena informou que “a empresa tinha desistido da obra e houve uma nova licitação para a retomada dos trabalhos”. “Aqui e o conjunto dos Garis são comunidades carentes e precisam muito desse serviço”, disse.
Para Franklin Capistrano, essa é “uma região fora de área”, ou seja, não tem assistência à saúde. “Temos o dever de acompanhar e cobrar a conclusão dessa obra”, disse.
Na avaliação de Cícero Martins, esta região é uma das mais carentes da cidade. “Essa obra diversas vezes paralisada já era para estar em funcionamento”, comentou. Já Preto Aquino reforçou a “necessidade da conclusão da obra”. “Também precisamos fiscalizar os valores investidos”, frisou.
O presidente do Conselho Comunitário do Alto da Torre, José Wilson Souza, lembrou que a UBS “é uma luta que tem mais de quatro anos” e ressaltou a importância da unidade de saúde para os moradores da região.
Na segunda-feira (14), a Comissão de Saúde se reúne na Câmara Municipal onde vai receber o secretário Municipal de Saúde, Luís Roberto Fonseca, para prestação de contas do quadrimestre e vão aproveitar para questionar a respeito das obras das UBS.
Falta de pagamento paralisa obra 
Na visita à UBS do Jardim Progresso, os parlamentares tiveram a informação que a obra está paralisada por falta de pagamento à construtora da obra. “O presidente me disse que está com 90% concluída, mas falta o pagamento de cerca de R$ 160 mil”, informou Fernando Lucena.
O presidente da Comissão disse que vai procurar o secretário de Saúde com objetivo de regularizar o pagamento e que a obra seja concluída o quanto antes. O vereador Franklin Capistrano reforçou a intenção do colega parlamentar. “Vamos cobrar isso durante a reunião da comissão na semana que vem”, avisou.
Na opinião de Cícero Martins, surpreende o tamanho da obra. “A população aqui é grande. Logo, temos esta luta para que seja finalizada esta obra”, afirmou.
O vereador Preto Aquino destacou que “é prioridade a conclusão desta unidade tendo em vista o avançado estado para terminar”. A vereadora Carla Dickson alertou para o risco de roubo dos materiais a serem usados para finalizar a construção. “É um perigo estar desse jeito e a conclusão é algo que precisa ser feito urgente”, comentou.