Parte do PT do RN vive uma inversão de prioridade

Em que pese o fato da executiva estadual ter estabelecido a reeleição da governadora Fátima Bezerra como dado fundamental a ser seguido em 2022, parte do PT do RN vive uma situação contraditória. Deputados estaduais e federais têm atacado as alianças em prol da manutenção do principal mandato do executivo estadual como meio de fortalecimento de suas cadeiras, acenando para os seus eleitores mais próximos do partido dos trabalhadores, convergindo para a busca de uma irreal chapa puro sangue.

Primeiro foi o questionamento contra a aproximação entre o PT e o MDB. Indagar sobre os termos de uma aliança é legítimo e faz parte do processo. Só que não foi o que ocorreu. Lançaram mísseis na frente e nenhum diálogo depois. Agora é com o PDT de Carlos Eduardo com incursão idêntica – notas públicas e ataques pela imprensa, não raro, abertamente oposicionista.

O desejo desses deputados estaduais e federais é jogar para a torcida do seu eleitorado de esquerda, que tem feito uma avaliação inadequada do pleito de 2022. Paira a falsa sensação entre eles de que a disputa nacional e a estadual serão fáceis. E, com isso, surge a ilusão de que, num sistema de forças dispersas e multipartidárias, será possível levar o pleito sem se relacionar com ninguém.

Tanto Fátima como Lula precisam juntar partidos e lideranças. Não apenas como meio de incremento de competitividade para 2022, como também para o desafio posterior de governar.

O fato é que os mandatários que agem sistematicamente contra qualquer conversa com outras forças políticas têm na defesa do purismo isolacionista uma forma, na prática, de colocar os seus interesses particulares de renovação de suas cadeiras acima do projeto geral da agremiação. É a conquista do executivo estadual e nacional sendo posta abaixo dos mandatos do deputado estadual, federal ou do senador. Se a ideia não for encolher, estamos diante de uma inversão de prioridade.

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