PF aparelhada por Moro: validade do áudio do “PCC com o PT” não durou um dia

A Polícia Federal, após autorização da justiça, soltou áudio em que mostra um suposto líder do PCC falando em acordo com o PT e dizendo temer Sérgio Moro. A própria PF alega que os interceptados fazem parte da cúpula de organização criminosa.

A história não aguentou um dia. Veja o que o UOL publicou hoje:

“O promotor de Justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), Lincoln Gakiya, responsável por pedir, no fim do ano passado, as transferências dos chefes da facção de presídios paulistas para o sistema penitenciário federal, negou, em entrevista exclusiva ao UOL, que Pereira integre a cúpula da facção.

Atualmente, ele é considerado como o principal investigador do país contra o PCC.

“Não há nenhum indicativo de negociação do governo PT com o PCC. Aliás, é bom que se diga que os presos não foram transferidos em décadas de governo PSDB em São Paulo”, afirmou Gakiya.

“Não é integrante da cúpula. Apenas traduziu o que tanto os presos em geral, quanto a própria população pensam. Ou seja, que a remoção dos líderes do PCC foi obra do governo Bolsonaro e do ministro Moro. Informação distorcida. A investigação sobre o plano de resgate e o pedido de remoção de Marcola foi feito por mim, ou seja, pelo MP, e deferido pelo juiz da 5ª VEC (Vara de Execução Criminal) de São Paulo”, afirmou.

O promotor disse que “o governo federal teve o papel somente de disponibilizar vagas através do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) e de organizar a ‘logística da transferência’. Apenas isso, o mesmo se diz do governo Doria, que também apenas auxiliou na logística. O que houve foi apenas cumprimento de ordem judicial. Não cabia ao governo federal ‘determinar’ ou ‘negar’ as transferências”.

Portanto a percepção do preso de que o Moro determinou a remoção e endureceu para o PCC não é verdadeira, porque, como disse, as tratativas começaram quando o governo era do Temer.”

Fizeram essa mesma laranjada nas eleições estaduais em diversos Estados em 2018. Candidatos espalhavam acordos entre PT e facções criminosas. Tudo no submundo do WhatsApp. Nem original a ideia é.

Triste papel a que vem se prestando a polícia federal e o ainda ministro Sérgio Moro.

Este modesto blogueiro vem chamando atenção para o processo de rápido aparelhamento da polícia federal. Este é mais um caso.

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