Planalto ofereceu cargos no governo em troca de morte de miliciano Adriano da Nóbrega, afirma irmã; OUÇA

Adriano da Nóbrega era suspeito de envolvimento no suposto esquema da rachadinha no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro

Da 98 FM – Uma escuta telefônica realizada pela Polícia Civil do Rio há 2 anos mostra uma irmã do ex-PM Adriano da Nóbrega acusando o governo de Jair Bolsonaro de oferecer cargos comissionados em troca da morte do ex-capitão, noticiou nesta quarta (6) o jornal Folha de S. Paulo.

Daniela da Nóbrega disse a uma tia, dois dias após a morte do irmão numa operação policial na Bahia, que ele soube de uma reunião envolvendo seu nome no Planalto e que havia o desejo que ele se tornasse um “arquivo morto”.

“Ele já sabia da ordem que saiu para que ele fosse um arquivo morto. Ele já era um arquivo morto. Já tinham dado cargos comissionados no Planalto pela vida dele, já. Fizeram uma reunião com o nome do Adriano no Planalto. Entendeu, tia? Ele já sabia disso, já. Foi um complô mesmo”, afirmou Daniela, na gravação autorizada pela Justiça no âmbito da Operação Gárgula.about:blank

Adriano foi morto em 9 de fevereiro de 2020, depois de mais de um ano foragido sob acusação de comandar a maior milícia do Rio. O ex-PM também era suspeito de envolvimento no suposto esquema da rachadinha no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Alerj.

O presidente tinha vínculos com Adriano pelo menos desde 2005. Naquele ano, durante um discurso na Câmara, ele criticou criticou a condenação do então tenente da PM por causa da morte de um flanelinha numa operação policial.

Em 2007, a então esposa do ex-PM, Daniella Mendonça, ganhou uma emprego no gabinete de Flávio na Alerj. Em 2016, foi a vez da mãe de Adriano. As duas também são acusadas de envolvimento no caso da suposta rachadinha.

Procurados, o Palácio do Planalto e a defesa de Daniela não se manifestaram sobre as gravações.

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