Política como aniquilação do outro

É preciso levar a sério o diagnóstico feito por Olavo de Carvalho e que embala – já está claro – o governo Jair Bolsonaro. Para eles, o Estado brasileiro foi ocupado pela esquerda por dentro numa tática, ainda para eles, gramsciana de tomada hegemônica do poder.

Ora, isto é importante, não como realidade factual, mas porque é a razão que fundamenta os planos bolsonaristas. O presidente e seu staff acreditam nisso. A lógica (in)consequente é da eliminação. A busca é pela limpeza – no sentido fascista – de tudo que lembre o oponente.

Cabe, neste sentido, prestar atenção no emprego do termo “despetização”. Ele é mobilizado como “desratização”, uma forma de desumanizar entre os apoiadores o outro que deve ser aniquilado como suposta solução para os problemas do Brasil.

Portanto, não surpreende que o ministério da educação estude, de acordo com O globo, formas de incluir o “critério ideológico” como meio de avaliação para a concessão de bolsas de estudo para fazer pós-graduação fora do país.

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