Logística burra leva Natal a vacinar professores do ensino fundamental enquanto Mossoró e Parnamirim já estão no superior

Recentemente, o Plano Nacional de Imunização estabeleceu trabalhadores da educação como grupo prioritário da vacinação e enviou quantitativo de doses aos estados, para que, por sua vez, fosse redistribuído conforme o tamanho populacional das cidades.

Natal, como também ocorre nas faixas de idade, fica para trás. Enquanto Mossoró e Parnamirim já vacinam professores do ensino superior, Natal segue no infantil. A questão está na logística adotada pela prefeitura da capital.

Parnamirim e Mossoró abriram pontos gerais de vacinação. Natal, por sua vez, privilegia a imunização na própria escola. Com equipe reduzida e instituições pulverizadas pelo município, a cidade patina.

Os professores das instituições de ensino também têm relatado uma logística no mínimo curiosa. A equipe de vacinação vai até a escola e só aplica entre docentes do fundamental, mesmo que lá também trabalhem professores do médio. Por esse caminho, se um colégio atuar nas três instâncias (fundamental, médio e superior), a equipe teria que fazer três visitas.

Chama atenção também o início da vacinação pelas escolas privadas da zona sul e leste, as duas mais ricas de Natal, ao invés de estabelecer fila única entre docentes da rede pública e privada.

A capital precisa abrir pontos gerais de vacinação – ou incorporar os professores ao público de postos de saúde e drives – se não quiser atrasar ainda mais também nessa frente.

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