Por que o MP/RN não questiona o uso de sobra orçamentárias da Assembleia para pagamento de shows de forró?

O deputado estadual Kelps Lima denunciou que, enquanto votou contra a devolução das sobras orçamentárias dos poderes (TCE, TJ, MP, Defensoria e Assembleia), ou seja, em causa própria; o legislativo potiguar paga shows de para tocar em festas de interior.

Hoje, os poderes têm em caixa cerca de 150 milhões de reais. Tal recurso deveria voltar para o tesouro. Serviria para pagar salários em aberto e fornecedores. É assim em outros Estados e na União.

Por que o Ministério Público do RN não interviu numa destinação de verba pública sem pé nem cabeça feita pela Assembleia? Há evidente desvio de finalidade. Ora, porque o Ministério Público também é parte interessada. Não quer abrir uma guerra contra um poder que está lhe beneficiando efetivamente.

Em resumo, a Assembleia faz o papel de executivo, produz gastos para algo secundário e conta, por omissão, com o apoio do ente regulador. O encastelamento dos poderes também é parte no processo de geração da crise estadual.

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