Por que publicar pesquisas com os dois votos separados do eleitor para o senado

POR QUE PUBLICAR PESQUISAS COM OS DOIS VOTOS DO ELEITOR PARA O SENADO

Para o Agora RN

Qual a melhor forma de divulgar uma pesquisa eleitoral em um pleito em que há duas vagas para o senado disponíveis? A pergunta é mais complicada do que inicialmente deixa entrever. Cabe contextualizar.

No sistema eleitoral brasileiro o cidadão escolhe um senador em uma competição e na outra, após quatro anos, dois representantes para o mesmo cargo. Em 2018 será o momento do eleitor votar duas vezes.

É aí que o problema aparece. Os levantamentos feitos pelos institutos devem divulgar o primeiro e o segundo votos como situações distintas ou somá-los, tal como ocorre com a publicização do resultado das urnas? Afinal, sendo a primeira ou a segunda escolha do sufragante ele dará um voto da mesma forma.

O porém vem do fato de que a divulgação apenas pela soma dos dois votos apaga o desempenho setorial dos pleiteantes e o modo como eles atuam durante a campanha. Explico: venho fazendo alguns testes que mostram que o primeiro voto é mais “fixo”, enquanto que o segundo é mais “mutável”. Se o sistema eleitoral não impõe ordem de importância, tanto fazendo receber o primeiro ou o segundo voto, o eleitor faz sim uma separação cognitiva. Se ele vier a mudar sua escolha durante o período até o primeiro domingo de outubro, esta ocorrerá mais provavelmente em seu segundo candidato. Desta forma, cercear o direito à informação no que tange a uma possível hierarquia feita pelo eleitor implica em impedir que se tenha pleno entendimento sobre como cada postulante se relaciona com o eleitorado.

O instituto pode até apresentar os dois votos para o senado somados. Mas a visualização das suas escolhas é igualmente relevante. Isto se a empresa contratada tiver o interesse de mostrar todas as nuances da sondagem efetivada.

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