Procurador geral da República, Augusto Aras, encerra os trabalhos da lava jato; um pequeno resumo sobre como chegamos até aqui

Resumo da história:

1. Mesmo alertada de que seria alvo da operação, a então presidente Dilma deixou a Lava Jato correr contra o “sistema”. Nunca mexeu na diretoria da polícia federal e não tentou frear a procuradoria geral da república;

2. derrubaram a petista em 2016 e o juiz Sérgio Moro, liderando a acusação, prendeu o ex-presidente Lula;

3. Jair Bolsonaro chegou ao poder se ancorando no lavajatismo, dizendo que ia limpar o sistema apodrecido. O chefe da força tarefa Deltan Dallagnol disse que surgia um novo Brasil. Sérgio Moro, que requentou vazamentos na semana da eleição, virou ministro da justiça de Bolsonaro para prezar por ações anti-corrupção;

4. Após Bolsonaro querer ser informado com antecedência sobre qualquer operação, trocou diretoria da PF, os diretores do conselho de administração financeira (Coaf), colocou alguém fora da listra tríplice na chefia do ministério público federal, amansou a receita com gente sua em postos que investigação sua família. O PGR atua como seu advogado, e, por fim, deu a A agência de inteligência (Abin) ao seu filho, ajudando na defesa de seus processos.

5. Agora, fez o presidente da câmara, um deputado do PP, a quem chamava de centrão e culpava por toda a corrupção na política brasileira;

6. Aras encerrou a lava jato, mesmo com as reclamações de seus membros e acusações de interferência para a proteção da família Bolsonaro. Moro pediu demissão acusando Bolsonaro de frear o combate à corrupção no Brasil;

7. Sistema voltou a viver em paz. Ninguém liga para lava jato.

Fim.

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