No tribunal das redes sociais animais valem mais do que gente

O ato selvagem de um segurança contra um cachorro no Carrefour, que o matou com uma barra de ferro, comoveu o Brasil.

A ação foi absurda e pedia amplo debate, apesar de achar que o supermercado nada tem a ver com o ocorrido e uma tentativa de boicote contra a empresa se apresentar sem fundamento.

O supermercado, preocupado com sua imagem, já está tomando iniciativas robustas sobre o tema.

Mas é significativo como o radicalismo que viceja no país está esvaziando nossa capacidade de indignação. Dois líderes do MST foram executados na Paraíba e, até o presente momento, só militantes mais próximos criticam o fato. Não há reprovação geral, sintoma de uma sociedade adoecida. Pelo contrário. Quem assim pensa ganha até ministério no novo governo.

A “ideologia” no país está criando uma estranha hierarquia para não poucos sujeitos. A que coloca a vida de animais acima de pessoas.

PS. Sim, para este modesto blogueiro, a vida de um ser humano é infinitamente mais importante do que a de um animal.

PS2. Isto implica em recusar a causa animal? Não. Diz respeito a necessidade apenas a estabelecer uma ordem de importância, infelizmente subvertida na comparação acima pelo tribunal das redes sociais chancelado pela desumanização cotidiana daqueles que “estão no outro campo”.

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