Questões fundamentais sobre o caso das contas eleitorais de Nathália Bonavides

A deputada federal eleita Nathalia Bonavides teve suas contas de campanha reprovadas pelo setor técnico do TRE.

Os danos demonstrados nem de longe foram determinantes pra sua vitória. Falta explicar o uso de 10 mil reais declarados e, em outra conta, de outro valor de pouco menos de 100 reais. São vícios, que ainda cabem recurso, mínimos diante da segunda maior votação para federal do RN. É uma questão fundamental avaliar, neste sentido, a proporção da situação.

Há, além disso, uma desproporcional e histriônica divulgação de questões menores em alguns blogs da cidade, tais como a perda de prazo ou o fato de um carro declarado se encontrar ainda no nome de um falecido, o que acabou indo por engano para sua prestação. A quem interessa esse fuzuê? É outra pergunta imprescindível.

O ministério público eleitoral ainda não se manifestou definitivamente sobre o caso, vale também enfatizar. Ainda vai avaliar alegações da hoje vereadora.

E ainda tem o TRE…

Mas, por fim, deve ficar como lição que campanha não é espaço para esses deslizes, ainda que menores. Nathalia tem assessores, advogados e não precisaria se expor gratuitamente de tal forma. Necessita, neste sentido, operar freio de arrumação para exercer seu mandato de federal com mais profissionalismo. Se der brecha para os seus adversários, óbvio que utilizarão os recursos que têm disponíveis – imprensa, etc – para procurar enfraquecê-la. Ela estaria fazendo pressão também se a situação fosse inversa.

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