Roberta Lacerda agora diz que não é contra vacina para crianças, e sim contra obrigatoriedade

Do Portal da 98 FM – A médica potiguar Roberta Lacerda, que ganhou fama durante a pandemia por defender tratamento precoce com ivermectina para pacientes com Covid-19, afirmou nesta quarta-feira (29), em manifestação enviada ao PORTAL DA 98 FM, que não é contra a vacinação das crianças contra a Covid-19, e sim contra a obrigatoriedade da imunização – embora não seja este o tema em discussão no País no momento.

A mudança de tom acontece após ela publicar uma série de posts no Twitter nos quais questiona a segurança das vacinas e afirma que há riscos na imunização para este público. Em mais de uma publicação, ela disse que esses riscos superam os benefícios, o que não encontra respaldo científico. Ela também compartilhou posts de outros usuários que questionam a segurança dos imunizantes.

Segundo a médica, publicações que ela fez nas redes sociais nas quais questiona a segurança das vacinas, indo de encontro à comunidade científica internacional, não representam a opinião dela, e sim do pesquisador ucraniano Vladimir Zelenko. Ela não falou sobre outras publicações nas quais ela elenca riscos da imunização.

Ela enfatizou, em outras palavras, que o compartilhamento das conclusões de Zelenko não significa necessariamente endosso à opinião do pesquisador. Ela pediu, através de advogado, retificação de conteúdo publicado pelo PORTAL DA 98 FM alegando que foi atribuída a ela uma fala que é de Zelenko.

Com o posicionamento, na prática, Roberta Lacerda adota uma mudança de tom em relação ao que vinha defendendo até agora. A médica coleciona uma série de postagens nas quais alerta para os supostos riscos da vacinação das crianças. Ela também diz que a vacina é um “experimento” que pode colocar em risco a saúde dos jovens.

Em publicações no Twitter, a médica já escreveu exatamente que é contra a “vacinação em massa” contra a Covid-19, tanto de adultos quanto de crianças. Ela alega que os riscos superariam os benefícios, contrariando os principais órgãos de saúde do mundo. Em uma postagem, ela já chegou a classificar a vacinação como “transferência gênica”.

Pelas redes sociais, a médica tem dito que os riscos da vacinação superariam os benefícios. A conclusão contraria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outros órgãos respeitados de saúde, como a Sociedade Brasileira de Infectologia, a Sociedade Brasileira de Pediatria e o CDC dos Estados Unidos, que afirmam justamente o oposto.

Nos Estados Unidos, dados do CDC afirmam que, após mais de 7 milhões de doses de vacina aplicadas em crianças, apenas 8 casos de miocardite foram registrados, todos leves. Estudos apontam que o risco de ter a doença após Covid é 16 vezes maior do que após vacina.

Ela também minimiza a mortalidade de crianças por Covid-19. Desde o início da pandemia, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, morreram 2.625 crianças e adolescentes de 0 a 19 anos de Covid-19 no Brasil.

No Twitter, a médica chegou a sugerir nesta semana, ao citar reportagem do PORTAL DA 98 FM, que a rádio pratica “canalhice militante”. A matéria citada apenas reproduz um outro tweet no qual Roberta Lacerda compartilha conclusões de Zelenko na qual ele afirma que a vacinação de crianças faria parte de um plano de “assassinato em massa”.

Confira alguns posts de Roberta Lacerda sobre o tema:

Deixe um Comentário