Se a Assembleia do RN for séria e prezar pelo decoro na casa, deputado Aparício perde o mandato

Que Michael Diniz faz de tudo para aparecer, não é exatamente uma novidade. O suplente de Kelps Lima, que assumiu na condição de deputado estadual para o colega poder fazer campanha, está tentando de tudo para gerar manchete – atacar grupos LGBTs, defender monarquia e por aí vai.

Agora, porém, ele passou de todos os limites. No momento em que um militante petista foi assassinado por sua opção política, ele foi para a porta da deputada estadual Isolda Dantas, que também é do PT, fazer arminha, num misto de humor e timing do momento para simular ameaça.

O modus operandi é conhecido. Ele joga na ambivalência entre a boçalidade aparentemente bem humorada e o discurso de ódio com consequências bem práticas, para quando vier a ser questionado, se fazer de desentendido e alegar mimimi. O intuito é a performance aloprada para as redes sociais.

Só que não há mais um ataque difuso, mas uma afronta direta contra um colega em completa quebra de decoro e respeito ao cargo. Se a Assembleia Legislativa prezar pela cordialidade e urbanidade entre os deputados eleitos, o deputado Michael Diniz deve receber o que tanto procura – todo espaço na imprensa possível com a devida perda do mandato.

E, ora, se Kelps Lima acha legítimo deixar a condição de deputado que lhe foi outorgada pelos eleitores, para ser tocada por alguém dado a extremismos e arruaças, é porque não liga muito para a cadeira que deveria se encontrar sentado na assembleia. Vai ser até bom para os dois, pois ambos terão toda a tranquilidade para fazer política em ano eleitoral sem serem incomodados.

REALISMO

O potiguar disse que, se a Assembleia tiver comando e respeito coletivo ao poder que origina, deve processar a cassação em face do ocorrido. Agora, se vai acontecer são outros um milhão e quinhentos.

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