Se pensasse em economia, o governo não desmobilizaria a cobrança pela vacinação dos trabalhadores para impedir possíveis repiques no futuro

Era para a gente já ter enchido o saco de tanto ouvir musiquinhas criadas para a vacinação, a propaganda passar o dia inteiro em tudo que é canal. Foi assim que criamos uma cultural vacinal ímpar no mundo. Mas não é o que ocorre desta vez. A preocupação do governo federal é impedir qualquer tentativa de cobrar das pessoas para que elas se vacinem.

Da Tribuna do Norte

Com a retomada gradual do retorno presencial ao trabalho no País, por causa do avanço da vacinação anticovid, o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, editou uma portaria para proibir os empregadores de exigirem o certificado de vacinação de seus funcionários ou de impor o documento como obrigatório nos processos de seleção para contratação de pessoal. Pela portaria, as empresas também não poderão demitir por justa causa aquelas pessoas que se recusarem a apresentar o cartão da vacina Se o fizerem, terão de reintegrar ou ressarcir os demitidos.

Do Blog: está escancarado mais uma vez. Não há defesa da economia. O governo não pensou nisso no passado e não pensa agora. Trata-se de um pensamento radical. Se pensasse de fato em economia, a vacinação estaria sendo incentivada em todas as vias possíveis, até para que nós não passemos por repiques futuramente desmobilizadores do comércio e da produção. A base de ação é a da guerra cultural, que busca estabelecer como questão central o direito de colocar em risco a vida de terceiros, além do próprio não vacinado. E, não nos esqueçamos, a maioria dos internados hoje no Brasil é de não imunizados. Os custos estão ficando para Estados e Municípios, ou seja, para o contribuinte. O que importa é dividir a sociedade entre o povo (bolsonarista) e os traidores da pátria (os não bolsonaristas).

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