Se quiser sonhar com uma candidatura ao senado, Jean Paul Prates precisa se alinhar com o lulismo estadual

O senador Jean Paul Prates faz um grande trabalho junto ao senado. Quem acompanha sabe que ele oferece bons projetos e também vem sendo firme nas suas inserções na CPI da Covid no Senado. Acredito daqui do meu cantinho que falta sair do discurso da tecnalidade, politizar e demarcar mais as situações.

Cito dois momentos. Foram abertas duas avenidas na oposição contra Bolsonaro no Brasil e no RN. O aumento dos combustíveis pega muita gente, de forma direta ou indireta. O senador Jean tem abordado o assunto. Mas é um discurso tão marcado de referenciais técnicas e análises de conjuntura internacionais, que até alguém com elevada instrução formal tem dificuldade de entender.

Ele também comentou a questão da privatização dos correios. Ora, a base lulista depende fortemente deste serviço, em especial nas cidades de interior em que a agência dos correios, muitas vezes, é o único correspondente bancário. E, mais uma vez, vieram falas que o povo não entende. Ele poderia ter falado que esses serviços correm riscos e se habilitado para atuar como representante de tais cidadãos (até porque correm mesmo).

Lembro do filósofo Jaques Raciere – política é a arte de tomar parte. E Jean está dizendo de que lado está. Mas a maneira é imprópria e distante aos olhos do seu eleitor em potencial.

O momento é de polarização, de linguagem acessível e que demonstra quem está do lado de quem e do quê. A situação pede falas enfáticas. Basta olhar para Fátima quando era senadora. Ela se posicionava politicamente e do ponto de vista da comunicação no sentido de atingir o coração e anseios dos seus eleitores.

Há um potencial enorme inexplorado. Afinal, estamos falando de um partido que tem um candidato à presidência com mais de 50% dos votos e de uma governadora com cerca de 40%.

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