Secretaria de saúde de Natal à deriva: secretário e técnicos solenemente ignorados; comitê científico que não comunica suas decisões

Parece que ninguém deseja perceber que a equipe técnica da secretaria de saúde de Natal não manda em nada faz tempo, muito menos o seu secretário George Antunes.

As decisões na pasta são tomadas sem a participação de técnicos e do seu secretário. Não é incomum o secretário dizer publicamente uma coisa e o prefeito fazer outra. Álvaro Dias foi o eleito, claro. Mas ele mantém a equipe na área para quê?

Só apenas recentemente, para não ir muito longe, o secretário de saúde de Natal defendeu a não necessidade de testar contra covid e se mostrou a favor do passaporte vacinal. Só que suas declarações são solenemente ignoradas. Trata-se de uma regra.

Hoje, o prefeito Álvaro Dias editou o decreto liberou geral, só requerendo o uso de máscara e álcool em gel contra a Omicron, na tentativa de sobrepujar o do governo do RN, que é mais voltado ao combate contra o coronavirus e, portanto, o válido conforme farta jurisprudência do STF.

Os técnicos da pasta não apitam em nada, confidenciou ao blog uma fonte da secretaria e, não raro, o secretário já chega com a decisão tomada após reuniões feitas com empresários aliados em que ele sequer se encontra presente.

O decreto com a tentativa de melar o passaporte foi apenas mais um momento em que o representante da pasta, além de seus liderados, ficaram falando sozinhos.

COMITÊ CIENTÍFICO SEM AUTONOMIA

O tal comitê científico de Natal é outra engenharia interessante. Ao contrário do estadual e do nordeste, ele não faz comunicação oficial, não tem voz e nenhuma autonomia. Normalmente, a decisão dele é anunciada pelo prefeito.

Hoje ficou mais uma vez claro como esse papo é uma peneira. Ontem, ao aprovar um decreto impedindo festas públicas e privadas, Álvaro Dias disse que era por recomendação do comitê científico de Natal. Hoje, ele re-editou o decreto.

É o primeiro comitê que não oferece estudos, não tem release e suas decisões são levadas ao sabor do momento do prefeito, que é também espécie de jornalista daquilo que é decidido no obscuro grupo.

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