Sem plataforma de ensino, professores da rede pública de Natal dão aula pelo whatsapp

Ontem (31), na 98fm no programa 12 em ponto, o diretor do sinte entrevistado criticou a Prefeitura do Natal por ainda não ter uma plataforma de ensino remoto. Os professores dão aula por grupos de whatsapp.

Estava na mesa, não acreditei e pedi para ver. E sim: os professores passam o dia no grupo, fazendo vídeos e respondendo aos alunos.

Poxa, é bem mais difícil ensinar assim. Aliás, acredito que é impraticável. Como a prefeitura do Natal, após todo esse tempo, não viabilizou uma reles plataforma para os professores e alunos? Segundo ele, outras prefeituras e o Governo do estado já instalaram plataformas de ensino. A dificuldade está no fato de que alguns alunos tem escasso acesso à internet.

Penso que parcela da pressão pelo retorno das escolas ocorre apenas para a normalização econômica. O anseio legítimo do ensino para essa parcela é secundário, pois aula pelo whatsapp é um escândalo.

Após manifestar essa situação no twitter, o blog recebeu diversos relatos, não apenas corroborando o problema, como também lembrando que a prefeitura do Natal não tem gasto mais com terceirizados, já que foram demitidos. Há recursos para municiar a contratação de ferramentas de ensino.

A aula por whatsapp gera vários inconvenientes. Além da ausência da separação da vida pessoal da profissional, os professores reclamam que estão tendo seus números compartilhados em outros grupos. Com os dados expostos, recebem ameaças, críticas e são vítimas de tentativas de golpe.

Indignado, um docente me disse – “olha, a imprensa nos ataca como se fossemos vagabundos, mas nós nunca paramos”. E enfatizou também – todas as atividades presenciais existentes (entrega de roteiros de trabalho e de material para os alunos), somos nós que organizamos a compra de álcool gel, sacos de impermeabilização dos livros, uso de máscara, etc.

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