Sobre a crítica injusta contra o projeto do senador Styvenson

Vi matéria da revista veja, bastante compartilhada, com ataques ao senador Styvenson porque ele defende o uso do FGTS para pagamento da universidade particular. Não entendo no que o projeto é ruim.

Já fiz muitas críticas contra ele. Disse diversas vezes que essa história de nova política é furada. Mas é preciso elogiar boas ações e o projeto de Styvenson deve sim ser avaliado porque abre horizontes.

Não é fácil para todo mundo pagar uma faculdade. Conheço pessoas, inclusive no meu meio familiar, que se amarraram em financiamentos educativos e ficaram anos arcando com uma mensalidade. O Brasil tem uma coisa meio louca, que foi enfrentada com o programa de cotas dos governos Lula, mas persiste em alguma proporção ainda hoje. Ricos estudam em universidades públicas e pobres vão para faculdades privadas.

Há uma visão de que o portador do FGTS não terá capacidade de discernimento, um puro preconceito. Quem juntou seu FGTS pode sim estabelecer um bom julgamento sobre o que fazer.

Por fim, existe também a insinuação do projeto ter base na motivação no fato do senador contar com parentes donos de faculdade. E daí? O projeto deixará de ser bom por isto? Por esta lógica, todo e qualquer parlamentar estaria impedido de legislar sobre algo que afetasse alguém próximo de si. A extensão do princípio criaria problemas para muito mais gente do que se imagina. O que importa é que o projeto não subverteu o interesse público.

Fazer uma faculdade é um sonho para quem nunca estudou, para um pai que quer formar seu primeiro filho. Se ele tem uma poupança e há a possibilidade, que deixe o cidadão estabelecer se assim deseja agir. O resto é picuinha plantada num periódico, que já tem a fama que o precede e agora é difundido por quem antes nem poderia mencionar seu título.

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