Sobre impeachment, lava jato e investida contra os órgãos de controle

O ministro Roberto Barroso, braço entusiasta da Lava Jato no STF e que foi pego combinando ações com procuradores na Vaza Jato, autorizou uma operação de busca e apreensão contra o senador Fernando Bezerra nas dependências do senado sem respaldo do próprio órgão acusador, a procuradoria geral da república. Diante de tudo o que os membros da lava jato produziram politicamente contra o governo anterior, você, uma vez no poder, também não iria agir para controlar os seus braços institucionais? Não trata-se de defender as ingerências de Bolsonaro contra Coaf, PF, PGR e Receita. A questão é de enfatizar uma ambiência para além das pessoas envolvidas. O processo de politização do judiciário e do ministério público criou um contexto em que, qualquer que fosse a próxima gestão, se veria compelida a entrar em colisão com os entes reguladores. O impeachment desorganizou as instituições e suas consequências ainda serão sentidas por bastante tempo. Ele inseriu no cálculo dos agentes a ideia de que é banal a possibilidade dos poderes atuarem ao arrepio de suas atribuições. Daí que, para não ser atacado, o executivo procura a blindagem. E vai piorar até que melhore.

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