Sobre o fim da dedução de saúde e educação do imposto de renda

Vi muita gente criticando a proposta do ministro da economia, Paulo Guedes, de acabar com a dedução de saúde e educação do imposto de renda. De fato, a classe média irá se chatear com a medida. Mas falemos claramente: é uma ação importante, positiva e que enfrenta uma desigualdade.

A pessoa que vai para a saúde privada tem que arcar com isso integralmente e não o Estado. Se investe em educação, o que irá lhe beneficiar diretamente, também.

Já há serviços ofertados pelo Estado e eles custam caro. Praticamente toda prestação de alta complexidade de saúde é custeada pelo erário. Fazer uma especialização é escolha individual. Se o indivíduo quer cursar, a sociedade não deve ser responsável por algo que irá beneficiar apenas a própria pessoa.

A proposta enfrentará resistências, pois irá acabar com a alegria que é, para não poucos, receber um pedaço do que foi investido em si mesmo no fim do ano. Só que, da forma como hoje funciona, a dedução do imposto de renda penaliza os mais pobres, que acabam pagando proporcionalmente mais impostos pelo fato de gastarem mais com consumo e sendo taxados pelo ato.

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